sexta-feira, 29 de abril de 2011

Curso de Acrobacia - INTERMEDIÁRIO


Mais uma parte do Curso de Acrobacia que está sendo desenvolvido pelo Psico...

"Mais uma parte do Curso de Acrobacia. Vejam que do iniciante meeeesmo, bem cru, para o intermediário, há uma enorme diferença.

Comentem! Façam parte do processo de criação e aperfeiçoamento dos módulos do curso. É muito importante para que o curso seja cada vez melhor ;)

Abração!"

Está curioso para saber sobre os movimentos? Então te mexe e vai lá olhar!!!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Curso de Acrobacia - INICIANTE

Deem uma olha de deixam sua opinião lá...

"Primeira parte do curso de acrobacia. Não deixem de opinar. Digam se acharam fácil demais, pois mais fácil que isso... só 2 vezes isso! Hehehehe! Lembrando que o iniciante é para quem não sabe NADA de acrobacia..."

Lá no blog tem uma lista de movimentos, deixem sua opinião para refinar e aperfeiçoar e adequar o curso para uma melhor receptividade dos futuros alunos.

Acha que tem algo de mais ou de menos? Deixa a tua opinião lá rapá!!! 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CURSO DE ACROBACIA by Psico


Pessoal, deem uma olhada nessa idéia do Psico, deixem-lá sua opinião, ela é muito importante, pois ela dará forma a um curso que amanhã ou depois você mesmo irá fazê-lo!!!

"Para os cursos de acrobacia ministrados por mim, fiz uma divisão para um melhor aproveitamento das aulas: separei em grupos de iniciante, intermediário e avançado.

Lógico que isso depende do nível de quem quer o curso e a quantidade de alunos. Pode-se misturar um nível com outro, se são poucas pessoas, desde que eu consiga dar atenção para todos, pois para ensinar acrobacias tem que estar em cima do aluno, para evitar acidentes..."

"Ô Psico, o povo disse que vos mice sabia avoa, avoa eu pá eu vê, avoa!!!"

Como diria Orlando Orfei: VAI LÁ!

Fonte: Psico Capoeira 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tutorial - Rolinho / Cambalhota



"Esse tutorial faz parte da série "realizando o sonho de ser acrobata".

Para aquelas pessoas que se sentem incapazes de realizar qualquer movimento como a estrelinha e a cambalhota. Esses dois movimentos são os maiores traumas que uma pessoa pode ter no que se refere às acrobacias.


Como o tutorial da estrela já foi feito... faltava essa importante missão:


Fazer com que toda a pessoa que tem essa vontade se torne capaz de realizar uma cambalhota!


Simmmm!


Para alguns pode parecer algo muito simples. Mas, para mim, um mortal também é algo muito simples. Para o David Belle, saltar de um prédio também é muito simples. Para o Lateef, fazer filmes de ação também é algo muito simples. Para o Chuck Norris... bem... para o Chuck Norris tudo é muito simples!
 Então, aí vai o tutorial mais aguardado por todos no blog (tá, forcei agora...) o tutorial que todo iniciante gostaria de assistir... CAMBALHOTAAAA!!"

Eba! Vamos todos aprender a dar uma "cambota" lá no site do Tio Psico! "Vai duma vez rapá!"

Fonte: Psico Capoeira

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Obra de drenagem revela porto de tráfico de africanos escravizados no Rio de Janeiro

Marco de identificação do calçamento do Cais do Valongo, revelado pelas obras
Aqui vai mais um pouco de história do Brasil, escravidão e porque não Capoeira!

Por Daiane Souza

Tesouros do Brasil Imperial estão sendo revelados por uma obra de drenagem na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Há pouco mais de um mês funcionários da prefeitura carioca encontraram duas importantes referências do século XIX: o Cais do Valongo – onde desembarcaram mais de um milhão de negros escravizados; e o Cais da Imperatriz – construído para receber Teresa Cristina, que se casaria com Dom Pedro II.

O tesouro arqueológico estava escondido sob a Avenida Barão de Tefé da Zona Portuária há pelo menos um século. A estrutura do antigo Cais da Imperatriz surgiu com as escavações para a revitalização do local e, logo abaixo dele, surgiram também evidências do que seria o Cais do Valongo, o maior porto de chegada de escravos do mundo.

PESQUISA – No início, a equipe do Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que acompanhava a obra não tinha sequer certeza da existência do Valongo. “Não sabíamos se havia sido completamente destruído ou se dele restava ainda algum vestígio”, afirmou Tânia Andrade Lima, pesquisadora responsável pelas escavações, em documento encaminhado à Fundação Cultural Palmares.

Segundo o relatório, os achados representam mais que as pedras lavradas que compõem os calçamentos dos cais. Foram encontrados vestígios de cultura de grupos africanos e afrodescendentes, como cachimbos de cerâmica, búzios usados em práticas religiosas e botões produzidos a partir de ossos de animais. A descoberta é considerada de grande relevância para o resgate e a manutenção das memórias da cidade e do país.

PRESERVAÇÃO - Agora, o governo carioca pretende mostrar ao mundo o lugar onde desembarcaram milhares de homens, mulheres e crianças vindos de África para mudar definitivamente a face e a cultura do povo brasileiro. Para isso já se fala na criação de um memorial que armazene o material encontrado e o histórico da rotina que se seguiu da chegada à venda dos escravizados.

Enquanto as possibilidades são discutidas, a idéia é integrar as descobertas históricas ao novo desenho urbano local, criando um centro de visitação. Já os trabalhos de identificação, caracterização e preservação seguem minuciosos nos laboratórios da UFRJ, ao mesmo tempo em que a prefeitura instala as novas galerias pluviais, desviando o percurso das manilhas, para não destruir o antigo cais.

Botões produzidos a partir de ossos de bovinos cortados com ferramenta circular

Cachimbo de cerâmica feito e utilizado por negros escravizados

Búzios utilizados nas práticas religiosas

Paralela do Cais da Imperatriz sobre o Cais do Valongo

2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

Fonte: Fundação Cultural Palmares

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Aulão com o Prof. Sorridente em Bento Gonçalaves e Garibaldi


Acontecerá neste final de semana um aulão de capoeira com o Prof. Sorridente de Porto Alegre conforme o cronograma:

Programação do Aulão neste final de semana:

Dia 16/04 - Sabádo

10:00 às 11:30 - Aulão e Roda (Academia Graduado Rolha Ginário Municipal de Esportes -Bento Gonçalves)

14:00 às 16:00 - Aulão e Roda (Salão da Comunidade Bairro Vale Verde - Garibaldi)

Dia 17/04 - Domingo

10:00 às 11:30 - Aulão e Bate Papo (Academia Graduado Rolha Ginásio Municipal de Esportes - Bento Gonçalves)

CONTAMOS COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS!!!

Abraços!!!

Graduado Rolha

PARA MAIORES INFORMAÇÕES: rolhaabada@hotmail.com

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Trabalhador da Capoeira

O Trabalhador da Capoeira

Capoeira por muito tempo foi sinônimo de vagabundagem, desocupação, malandragem, mal vista pela sociedade e tida como ameaça à moral e aos bons costumes. O poder sempre viu a capoeira como perigosa inimiga, capaz de desestabilizar a ordem política e social. Daí os capoeiras serem chamados de “desordeiros” e “vadios”, dentre outros adjetivos não menos pejorativos.

Mas o tempo foi passando e a capoeira pouco a pouco foi ganhando mais respeito e espaço na sociedade, graças ao trabalho de tantos mestres e capoeiristas que se dedicaram de corpo e alma, lutando pelo reconhecimento dessa manifestação da cultura afro-brasileira, que hoje é tida como um importante instrumento de educação em todo o mundo.

Escolas e academias de capoeira espalham-se por toda parte e esse fenômeno social da contemporaneidade é responsável por uma atividade profissional que cresce a cada dia, gerando cada vez mais empregos e oportunidades de trabalho para um grande número de pessoas envolvidas direta ou indiretamente na prática da capoeira.

Há muito se luta no Congresso Nacional Brasileiro pelo reconhecimento da profissão de capoeirista. Muitos projetos já foram discutidos, inclusive um deles muito polêmico por sinal, oriundo do Conselho Federal de Educação Física, que previa que o mestre ou professor de capoeira deveria obrigatoriamente ser diplomado por um curso superior de Educação Física.

Mais um ataque sofrido pela capoeira e pelos saberes populares em geral, que de tempos em tempos são perseguidos pelos representantes do poder que insistem em enquadrar, controlar, fiscalizar, pressionar, enfim, desqualificar uma prática tradicional que possui outra lógica, outro sistema de valores, outras formas de transmissão dos saberes, muito diferente dessa lógica capitalista que tudo quer controlar e dominar.

Um mestre ou um professor de capoeira, principalmente nos tempos atuais, deve sim preocupar-se em estar constantemente reciclando seus conhecimentos e qualificando-se continuamente para poder melhorar suas aulas e, consequentemente, atender melhor a seus alunos. Ele deve possuir conhecimentos da história do brasil, da escravidão e das lutas sociais. Deve ter noções de música e psicologia, e também saber orientar as atividades físicas no que diz respeito a não colocar seus alunos em risco.

Mas para isso ele não precisa, obrigatoriamente, fazer uma faculdade de educação física Esses conhecimentos podem muito bem ser garantidos através da criação de cursos específicos, de curta duração, voltados para esse público, financiados pelo governo, no sentido de garantir a mestres e professores de capoeira uma formação integral e continuada. Mas exigir o diploma de educação física para o profissional de capoeira, já passa por uma intenção no mínimo espúria, por parte do Conselho Federal da área, de se criar reserva de mercado entre os profissionais de educação física. Somos totalmente contrários a essa iniciativa !

A capoeira deixou de ser sinônimo de vagabundagem. O trabalhador da capoeira é hoje o mestre, contra-mestre, trenel ou professor responsável pelo processo de ensino aprendizagem dessa arte-luta, em escolas, academias, centros comunitários, clubes, condomínios, etc… Ele deve ter sua profissão reconhecida e devidamente registrada no Ministério do Trabalho, com direito a todos os benefícios sociais de qualquer outra atividade profissional no brasil. Sem falar na obrigatoriedade de uma aposentadoria especial para os velhos mestres, coisa que há muito tempo já deveria ter sido garantida. Portanto camaradas, vamos à luta !!!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tutorial - Arco para Trás (PARTE II)

"Ahhh!

Depois de um bom tempo... mais um tutorial para o pessoal iniciante. Esse serve para iniciantes, intermediários e, às vezes, até avançados!

Tá... talvez só iniciantes e intermediários. Mas, enfim...

Tutorial novo, que eu gostei muito de fazer. Acho que ficou bem bom. E esse tutorial é importante, pois auxilia em muitos movimentos, como macaco, raíz, flick...

Aliás, esse é um tutorial (flick-flack) que estou devendo, né?

É só ter paciência! Uma hora ele chega aqui no blog também. Enquanto ele não chega... curtam esse!
Bons treinos, abração...
Fiquem com Deus!"

E aí caboclo? Deve estar se perguntando cadê a PARTE I? Passa lá vivente que "vos mice" vai descobrir!

Fonte: Psico Capoeira

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Brasileiros criam robô que aprende a tocar berimbau com inteligência artificial

Autores da façanha alegam que autômato consegue reconhecer e reproduzir as músicas através de inteligência artificial.

Por Matheus Gonçalves

Ivan Monsão e Paulo Libonati são dois projetistas que vivem em Salvador, na Bahia. As primeiras modificações datam de 2006, mas o robô demorou cinco anos para ficar pronto. Ele é capaz de tocar o instrumento berimbau, conhecido por estar presente em rodas de capoeira.

Robô é capaz de imitar músicas tocadas no berimbau.
Segundo o site Hack a Day, os autores alegam que o Berimbô, como ficou conhecido o autômato, é o primeiro berimbau robótico do mundo.

Monsão e Libonati afirmam que a principal novidade introduzida na última versão do protótipo é que ao invés de programar as músicas, o robô recebeu inteligência artificial para aprender a distinguir e reproduzir as notas musicais, bem como o movimento da cabaça (esfera oca que serve para reverberar o som) e do caxixi, uma espécie de chocalho feito com palha e conchas do mar.

Todavia não foi possível verificar nenhuma evidência dessa funcionalidade no vídeo publicado pela dupla, disponível através do link AQUI.

Fica a esperança e a dica de uma nova demonstração exibindo o processo de aprendizagem em ação.

E, para quem joga ou gosta da cultura da capoeira: Iê, camará.



Fonte: Toad Geek

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Onde encontrar grupos de Capoeira Gospel?

Vou transcrever aqui na íntegra um post do blog Capoeira de Vênus, referente a locais onde tem capoeira gospel, pois uma vez me perguntaram e eu não tinha muitas referências, então a partir destas o pessoal que estiver interessado pode ter alguma referência...

Grupo Luta do Leão
O post Capoeira Gospel é um dos meus posts mais lidos, sem dúvida, o mais comentado e que mais me gerou contatos via e-mail. Ainda hoje, mais de um ano depois, continuo recebendo e-mails sobre o post. São perguntas que eu respondo com todo o carinho.

Mas percebi que, geralmente, são sempre as mesmas duas dúvidas e achei que eu poderia ajudar muito mais pessoas se eu trouxesse as respostas aqui para o blog, afinal, acredito que nem todo mundo que tem dúvidas entra em contato.

E começo com a principal questão: Onde treinar Capoeira Gospel?

Antes de listar os contatos, eu queria pedir a quem faz parte ou conhece algum grupo de Capoeira Gospel que eu não coloquei aqui, que envie os dados por e-mail (capoeiradevenus@gmail.com) ou deixe no comentário, para que eu possa incluí-lo na listagem. Quanto mais opções melhor, não é? Mas vamos ao que interessa, os contatos:

AMAZONAS
Manaus
Ministério de Capoeira Gospel Resgate

Endereço: Rua José Bonifácio, 388, Santo Antônio
CEP: 69029-330
Telefones: (92) 8801-2579 e 9162-8574
E-mail/MSN: gilmalhado_@hotmail.com
Blog: http://www.capoeiragospel.blogspot.com

BAHIA
Salvador
Grupo Luta do Leão

Telefones: (71) 9912-0910, 9112-7865 e 8625-7172
E-mail: lutadoleao12@yahoo.com.br ou lutadoleao@yahoo.com.br
Blog: http://lutadoleao.blogspot.com/

PARANÁ
São José dos Pinhais
Aliança Paranaense de Capoeira Gospel

Endereço: Rua Alameda Bom Pastor, 3361, Bloco II - 23 - Bairro Costeira
CEP: 83015-140
Telefones: (41) 9985-0457 e 9938-2518
E-mail: aliancapcg@gmail.com
Site: http://aliancapcg.vilabol.uol.com.br/

RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro
Associação de Capoeira Missionária Jesus Cristo é o Senhor

Endereço: Rua das Safiras, 152, Rocha Miranda
Telefones: (21) 8242-5847 e 3015-0552
Site: http://capoeiramissao.blogspot.com/

SÃO PAULO
Santo André
Filhos de Javeh

Endereço: Rua São Vicente, 130, Centro
CEP: 09090-410
Telefones: (11) 4433-3870 e 9521-1130
Twitter: http://www.filhosdejahveh.com.br

A próxima

Em breve respondo a outra dúvida frequente: Onde conseguir músicas de Capoeira Gospel?
Aguardem.

Fonte: Capoeira de Vênus

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Capoeiragem e o CÓDIGO DA VINCI


Jornal do Capoeira - www.capoeira.jex.com.br

Edição 74 - de 21 a 27 de Maio de 2006

André Luiz Lacé Lopes
Jornal do Capoeira - maio/2006



A versão cinematográfica do famoso e polêmico livro - Código da Vinci - de Dan Brown, acaba de ser lançada em todo mundo. O que torna novamente atual a Introdução feita por Mestre André Lacé para a segunda edição e para edição francesa do seu Cordel "Capoeiragem no Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo".

A propósito, a Mona Lisa rubro-negra, segundo informa André Lacé, é uma criação do pintor Asbjorn Lonving, talvez uma homenagem, também em código, à Nação Rubro Negra (Flamengo!).

...............................................................................

Nota do Editor (maio 2006)

Na segunda edição do seu Cordel "Capoeiragem no Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo", publicada em fevereiro de 2005, André Luiz Lacé, como é natural, fez algumas inovações. Podendo-se destacar duas delas: 1. Inclusão de fotos e ilustrações diversas; e 2. Uma substancial e inusitada Introdução, onde, mandingueiramente ou não, faz reflexões sobre um imaginário paralelo entre os "códigos da capoeiragem" e o livro "Código da Vinci", do não menos polêmico Dan Brown (claro, como diria Mestre Caiçara, "cada qual no seu cada qual").

Na edição francesa do cordel, Mestre Lacé vai além do que sempre faz - texto nas entrelinhas - e plantou sete charadas. Sobre escrever entrelinhas, bem humorado, Lacé explica que é graficamente mais barato, sobre as charadas, explica que, a rigor, não são sete, são oito, mas para manter o número cabalístico, transformou a primeira delas num "Mystère Spécial". Justamente a que reúne a Mona Lisa (Vinci), Sabasa Garcia (Goya) Madame Henriot (Renoir) e Sergipe, num quadro só.




O recente lançamento cinematográfico do livro de Brown, no mundo todo e com grande sucesso de bilheteria, justifica e motiva a republicação da mencionada Introdução que André Lacé fez para a segunda edição do seu cordel e para a versão francesa.

É o que voltamos a oferecer aos nossos leitores. Antes, porém, acreditamos como aconselhável republicar também a primeira Nota do Editor, feita na edição desse jornal de abril de 2005.

.................................................................................


Nota do Editor (abril 2005)

Em que pese alguns bons exemplos de capoeira sem berimbau, o fato é que o casamento do berimbau com a capoeira deu certo. Já tratamos da capoeira sem berimbau e, seguramente, voltaremos a tratar, mas, o tema desta semana é a parte rítmica e cantada da capoeira. Mais precisamente, ainda, é sobre a parte cantada da Capoeira. Ora, quem só admite Capoeira ao som do berimbau, terá que concordar que, além do berimbau (e demais instrumentos típicos) deverá haver também cantoria. E que cantoria será esta, afinal?

Claro, existe a cantoria "fechada", de mandinga, que não nos cabe discutir, mas, e as demais cantorias?

Serão totalmente livres, independentes, circunstanciais, sem nenhum engajamento, sem nenhuma função específica dentro da Capoeira?

André Luiz Lacé, em seu livro "A Volta do Mundo da Capoeira" (1999) destaca duas funções: a de descrever a Roda e a de interferir na Roda, ambas podendo ser em linguagem, digamos, codificada, religiosa ou esotérica.

Mas, além dessas, haveria algum outro tipo de cantoria?

Claro que há, existe a cantoria sobre temas históricos, românticos, de valentia, religiosos, reivindicatórios e tantos outros. Temos, portanto, um prato cheio que ainda não foi servido nas mesas de discussão. Algumas dezenas, talvez centenas de Festivais de Cantos de Capoeira já foram realizados, mas nenhum deles com a preocupação de refletir e fazer refletir sobre as funções da cantoria na Capoeira.

Pois muito bem, a segunda edição do livreto "Capoeiragem no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo", de André Luiz Lacé, ganhou uma Introdução que é uma verdadeira aula inicial sobre a relação entre o Cordel e o Canto de Capoeira. De permeio, André Lacé faz relevantes considerações sobre algumas das funções acima listadas e a globalização da Capoeira.

Recomendamos a leitura do livro que já está nas principais bibliotecas do Rio de Janeiro, da Paraíba, São Paulo, Paraná, Florianópolis, Bahia, de Portugal (Lisboa, Coimbra, Lamego. Porto e Évora), Angola, Moçambique e Estados Unidos (Nova York e Nova Jersey) e França (Paris). Para venda, o livreto pode ser encontrado na Toca do Vinicius, em Ipanema, ou na Loja do Folclore, ao lado da Biblioteca Amadeu Amaral (a mais completa em Capoeira).

Devidamente autorizado pelo autor, entretanto, apresentamos nesta edição, em primeiríssima mão, a Introdução do Cordel.

Milton Cezar Ribeiro
- Miltinho Astronauta -




Códigos da Capoeiragem


INTRODUÇÃO da 2ª Edição do Cordel "Capoeiragem no

Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo" - fev / 2005

Observação: Introdução utilizada, também, na versão francesa.



André Luiz Lacé Lopes



Dan Brown, autor do best-seller "O Código Da Vinci", estaria fazendo muito mais sucesso se tivesse escrito "Os Códigos da Capoeiragem".

Realmente, a Capoeira tem muitos códigos:

Certa vez, em Nova Iorque, comparando sua querida Capoeira Angola com uma outra (extremamente estilizada), o extraordinário Dr. João Grande confidenciou-me: "Esta aí de que você fala, quando muito, tem um feitiço só, a Angola tem vários...".

A tese doutoral do escritor-premiado, Luiz Sergio Dias - "Da turma da Lira ao cafajeste, a sobrevivência da Capoeira no Rio de Janeiro na Primeira República" - leitura que recomendo a todo capoeira-pesquisador, dá excelentes dicas ao Dan Brown da vez. Também o saudoso Mestre Caiçara nos deixou precioso legado sonoro, um canto bonito, com letras cheias de filosofia expressas de maneira simples e mandingueira. Pedro Trindade Moraes, grande mestre, é outro excelente cantador de fundamento. Mestre Zé Pedro, vencedor do Festival de 1 Corda Só, que promovi décadas atrás, é um dos poucos que sabe fazer um Preceito em plena Roda. E por aí vai.

Essa riqueza imensa da Capoeira, inigualável e fascinante, vinha sendo transmitida muito bem, sem nenhum ruído assustador, através da comunicação oral simples e direta. Deixando sempre bem patente que o verdadeiro cantador de capoeira, além de ritualista, é, também, naturalmente, jornalista, cronista social, contador de História e estórias, feiticeiro (na melhor concepção da palavra), pregador, professor, um menestrel moderno, enfim, um "cordelista" ao som do berimbau.

Não é à toa que boa parte das ladainhas dos angoleiros baianos é inspirada na Literatura de Cordel. Sendo maior exemplo, a famosa peleja de "Manoel Riachão com o Diabo", do paraíbano Leandro Gomes de Barros, que serviu de base, também, para alguns corridos de Mestre Bimba, da chamada Capoeira Regional. Ora, tomar como base a boa experiência de terceiros não é crime, o livro de Zuma Burlamaqui, por exemplo, correu o Brasil inteiro e, indiscutivelmente, inspirou outros trabalhos similares. E daí? Tudo isto só enriquece a cultura geral do mundo. A menos que se queira parar o Tempo, parar o Mundo e colocar uma roleta no passado para cobrar direitos autorais.

Cordéis, especificamente sobre capoeira, não se pode negar, já existem três ou quatros. Todos feitos de encomenda, ingenuamente ufanistas. Nenhum, até agora, com a preocupação de refletir e sugerir reflexões sobre o verdadeiro passado, presente e futuro da Capoeiragem. Mas, o Momento estava cada vez mais propício para este tipo de iniciativa. Tanto assim, que logo após a publicação da 1ª edição deste Cordel, Miltinho Astronauta repicou de São José dos Campos, com um outro, muito bem feito. Também de Coimbra, de uma linda doutoranda-capoeira e fadista, recebi interessante cordel. Merecendo especial registro, o Cordel idealizado pelo excelente Mestre Robson Martins Ramos Santos (Aracaju, Sergipe) do Grupo de Capoeira Angola ABAÔ, e materializado pelo poeta-cantador Chiquinho do Além Mar. Este cordel, exemplar, sem precisar, registra até sua fonte inicial de inspiração (um belo exemplo, portanto, a quem copia tudo dos outros, coloca data anterior e sai publicando livros e fazendo palestras).

Esta tendência atual - preocupação crítica mais cuidadosa - é mundial, todos os capoeiras começam a perceber a importância de mergulhar mais fundo. Até porque, capoeiras de vários países já começam a indagar que ladainhas, que corridos, que chulas devem cantar, se podem, criar novos cantos, sobre temas locais de suas respectivas regiões, se podem cantar no próprio idioma!?

Que orientação o Brasil deve dar? Que orientação os mestres brasileiros que lideram as rodas do mundo devem dar?

Maestros, sociólogos, antropólogos, folcloristas devem ser ouvidos?

Ao assistir, na famosa Academia de João Grande, toda a "gringalhada" cantando no mais fino português-brasileiro, fiquei emocionado.

Mas, com o passar do tempo, avaliando a enxurrada de péssimos cds de capoeira brasileira que está sendo "vendida" no exterior, avaliando os cantos das rodas brasileiras, sobretudo, as rodas e os tragicômicos "workshops" de brasileiros no exterior (com raras e honrosas exceções), mudei de idéia. Os cantos de agora, especialmente os criados por esta tal capoeira estilizada, de um modo geral, são péssimos. Ou não fazem sentido algum, ou são extremamente alienados e alienantes. Muitos, inclusive, hipocritamente falando em "Inclusão Social" e "Negritude", Igualdade e Paz Social, quando, na realidade, na maioria das vezes, "vendem" apenas "Exclusão Social" e preconceituoso "aburguesamento da capoeira". Mais do que antes, proliferam agora mensagens de ufanismo completamente idiotas, em contra-ponto com o que ensina a verdadeira filosofia da Capoeira.

O que nos leva ao grande "X" do atual problema da cantoria na Capoeira:

Estarão perdendo qualidade os cantos de Capoeira, estarão fugindo às suas tradições, aos seus fundamentos, à sua ideologia?

Considerando o sucesso da volta ao mundo que a Capoeira vem obtendo, surge, ainda uma outra importante questão:

Como exigir, por exemplo, que o resto do mundo, cada vez mais fascinado pela Capoeira, apenas cante, em português, as cantigas de capoeiras "made in Brasil"?

Neste caso que corrido o estrangeiro deveria cantar, o que Mestre Bimba aproveitou (e o fez muito bem) de Leandro, ou os originais do próprio paraibano?

As primeiras estrofes da famosa peleja acima mencionada, muito cantadas pelos angoleiros, ou o cordel inteiro de Leandro?

Isto quanto ao canto de capoeira inspirado em cordéis, e quanto aos novos cantos de paladar aburguesado?

Aonde quero chegar?

Na falta, portanto, de cantos de capoeira que reflitam realmente a História, os Fundamentos e, sobretudo, a saga social da Capoeiragem, como negar, frente a esta realidade, que um estrangeiro, com talento e inspiração, componha na sua própria língua, novas ladainhas e corridos de capoeira?

Na falta de tais cantos (bastaria aqui, citar o mais genial de todos, feito por Vinicius de Moraes), não será absurdo exigir que o aluno-estrangeiro continue repetindo, que nem um papagaio sem imaginação e sem personalidade, a louvação (alienada) dos outros? Não será mais razoável estimular, em cada um, o próprio canto, a própria composição, o próprio verso, desde que, é lógico, venha impregnado da verdadeira filosofia da capoeiragem?

Que cada um, pois, passe a retratar sua própria imagem existencial, louvando sua história pessoal e a história de sua terra natal. Mas não sem antes, prudente e humildemente, ouvir muito os velhos mestres de berimbau e de cantoria; mas não sem antes meditar sobre a responsabilidade dos versos, e até do "blue note".

Até porque, se a Bahia, além de sua brilhante luz própria, achou por bem copiar alguns cordéis da Paraíba, por sua vez, o próprio Brasil, copiou o cordel da Europa. Sim senhores, desde a fase de conquistas dos governos greco-romanos (sempre os governos...), desde os desbravadores fenícios...

O genial verso improvisado dos menestréis, trovadores e jograis deram sua "volta do mundo", passando, também, evidentemente, por Portugal e Espanha (Século XVI). Já nesta sua origem, o cordel nascia, conscientemente ou não, com uma função jornalística, pois retratava sempre os costumes e o dia a dia da região e do mundo. O cordelista, por definição, um andarilho, tinha como missão, cantar em versos improvisados, as estórias de suas andanças e a História do Mundo. Sempre entremeando, é claro (ninguém é de ferro...), com pitorescas e criativas fantasias de reis, rainhas e reinados. O que, aliás, lembra muito as fantasias da nossa capoeira estilizada. Mas o fato é que o canto do poeta repentista funcionava como verdadeira aula de História, onde, muitas vezes, o ouvinte aprendia mais do que na escola...

No começo tudo era totalmente oral e gestual, com o tempo, graças a Gutenberg, os "improvisos" começaram a ser impressos, em pequenos livretos ilustrados. Este sistema foi sendo batizado de diversas maneiras pelo mundo afora. Na França, foi rotulado como "littèrature de colportage" (literatura volante), mais dirigida ao meio rural, através do "occasionnels", enquanto nas cidades prevalecia o "canard". Na Inglaterra, esses folhetos eram denominados "cocks" ou "catchpennies", quando relacionados aos romances e às estórias imaginárias; e "broadsiddes", quando mais relacionado aos fatos históricos. Na Espanha, "pliegos sueltos". Na América Latina Espanhola, "hojas", "corridos" ou, como prefere a heróica Cuba " "pie forzado".

Em Portugal, "folhas volantes", "folhas soltas" ou, "literatura de cordel", devido ao fato dos folhetos ficarem dispostos como roupa pendurada em cordão, cordel ou barbante, durante as feiras onde eram expostos e vendidos, normalmente por cegos.

Por razões óbvias, herdamos a expressão Literatura de Cordel de Portugal.

Que recomendar, portanto, ao jovem mestre do Maranhão, de Santa Catarina, de Montevidéu, Caracas, México, Los Angeles, Nova York. Nova Jersey, Quebec, Lisboa, Coimbra, Paris, Londres. Roma, Viterbo, enfim, o que recomendar para todo Brasil e para o resto Mundo?

Para mim, a solução é muito fácil, bastando evocar meu querido e saudoso amigo Mestre Caiçara, baiano da melhor qualidade: "cada qual no seu cada qual". E claro, reforçando o sábio conselho com a mensagem de cautela, também da safra de Caiçara: "roupa de homem não dá em menino".

Com isto, estaremos prontos a decolar, de qualquer lugar para qualquer destino. Iê!



André Luiz Lace Lopes


Em tempo:

O presente Cordel, evidentemente, não cobre toda a legião de mestres do Rio de Janeiro ou que passaram pelo Rio. Muito menos, portanto, cobre a legião de mestres do Brasil e do Mundo. A exemplo dos meus livros anteriores e de todos meus artigos, cito um ou outro, em função do contexto do capítulo e do grau de aproximação que tive com cada um. Respeitando os mestres que preferem o anonimato, e evitando os mestres que, pragmaticamente, pagam para ganhar imagem pública (o que, diga-se de passagem, não é pecado). Tenho fé, entretanto, que um belo dia, o governo e seus eventuais apoiadores mestres de capoeira, reduzam o número de congressos-piquenique e projetos assistencialistas, e partam para projetos mais adequados aos fundamentos e ao momento capoeirístico, como, por exemplo, a publicação de uma série de "Álbuns de Mestres de Capoeira", um para cada estado. Aí sim, todos mestres deverão ficar, com toda razão, imortalizados.

Web site do autor: www.andreluizlace.cjb.net

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Capoeira: Esporte Olímpico ???

Por Pedro Abib

A capoeira como sabemos, não pode ser interpretada de forma simplista e reducionista. Dentre as suas várias possibilidades, ela pode ser caracterizada como jogo, luta, brincadeira, dança, arte, cultura, filosofia, educação. Alguns a consideram também como esporte. A riqueza de referências contidas na capoeira, permite essa diversidade de interpretações.

Gostaria de tecer aqui, algumas considerações sobre a caracterização da capoeira como esporte. Antes de mais nada, é preciso também esclarecer que o fenômeno “esporte” também possui vários sentidos e possibilidades de interpretação. O esporte tanto pode ser visto como atividade voltada para o lazer, visando a busca pela saúde e a educação das pessoas, o desenvolvimento da cooperação e da sociabilidade daqueles que o praticam, como também pode ser visto como uma prática altamente competitiva, excludente, discriminatória (pois só os mais fortes e habilidosos tem vez) em busca da vitória “a qualquer custo”, ou seja, mais um produto dessa nossa cruel sociedade capitalista.

Pois é, aqueles que defendem a capoeira como esporte, têm que deixar claro a que tipo de concepção de esporte estão se referindo. Se for a uma concepção de esporte que busque a integração, o prazer, a inclusão, a socialização das pessoas, aí então posso concordar com essa visão. Mas do contrário, sou muito crítico àquela visão que associa a capoeira ao esporte competitivo, onde campeonatos são organizados para se eleger o melhor, o mais forte, o mais habilidoso, o mais acrobático, onde juízes e regras vão transformando a alegria e espontaneidade de um jogo de capoeira, num clima tenso e pesado onde é travada uma batalha feroz e muitas vezes violenta.

Mestre Bimba e Alunos na Década de 30.
Um dos percursores da Capoeira dentro do
contexto da academia 
A capoeira não pode ser reduzida a isso ! Gosto de ver um jogo de capoeira onde as pessoas sorriem e se divertem jogando. Onde há espaço para uma brincadeira marota, uma dissimulação, uma mandinga, uma “gaiatice” como se diz aqui na Bahia. Me pergunto como isso seria julgado por um juiz num desses campeonatos ? Quantos pontos valeria uma mandinga ou uma gaiatice de um capoeira malandro ? Por que um jogo de capoeira tem que ter um perdedor e um ganhador ? Quem vai estabelecer os critérios do que é bom e o que é ruim num jogo de capoeira, para se definir a pontuação ? É possível alguém definir isso em se tratando de uma prática tão complexa, rica e diversa como a capoeira ???

Nessa direção, muito me preocupa um certo movimento de querer transformar a capoeira em esporte olímpico. Aí seria, na minha opinião, a sentença de morte para a capoeira enquanto livre expressão do povo brasileiro. A capoeira tem beleza e valor, justamente por possuir essa diversidade, essa espontaneidade, essa alegria. No momento em que enclausurarmos a capoeira dentro de regras internacionais rígidas e competitivas – pois é isso que se exige de um esporte olímpico – a capoeira estará sendo destituída de seus elementos mais ricos, mais belos, estará perdendo a sua alma !!! Se o saudoso mestre Pastinha por aqui estivesse, certamente iria bradar contra isso.

Certo dia desses, fui convidado a um evento de capoeira onde, entre outras atividades, houve um campeonato. Fiquei observando de longe as reações, o clima de tensão, os semblantes fechados, as adversidades e as animosidades que aquilo tudo produzia nas pessoas que participavam do tal campeonato. Mas tive certeza mesmo dos malefícios que aquilo trazia, quando presenciei o choro inconsolável de uma menina de 10 anos, que perdera a final para uma outra menina um pouco mais velha. O jogo bonito que ela apresentou não lhe serviu de nada. A garota mais velha, para os juízes, foi mais “agressiva”. A medalha foi para ela !!!

É nisso que queremos que a nossa capoeira se transforme ????

Fonte: Portal Capoeira
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...