sexta-feira, 4 de agosto de 2017

3 de Agosto - Dia do Capoeirista

DIA DO CAPOEIRISTA!

Aqui vai mais uma curiosidade para alguns, e uma velha notícia para outros:

Lei nº 4.649, de 07 de Agosto de 1985, Institui o "Dia do Capoeirista", a ser comemorado anualmente, no dia 3 de agosto, O GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte Lei: Artigo 1º - Fica instituído o "Dia do Capoeirista", a ser comemorado, anualmente, no dia 03 de Agosto. Artigo 2º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. Palácio dos Bandeirantes, 07 de agosto de 1985. FRANCO MONTORO Publicada na Assessoria Técnico-Legislativo, aos 7 de agosto de 1985.

A capoeira é uma expressão cultural Afro-brasileira que mistura luta, dança, cultura popular e música. Desenvolvida no Brasil por escravos africanos e seus descendentes, é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando os pés, as mãos, a cabeça, os joelhos, cotovelos, elementos ginástico-acrobáticos, e golpes desferidos com bastões e facões, estes últimos provenientes do Maculelê. Uma característica que a distingue da maioria das outras artes marciais é o fato de ser acompanhada por música.

A origem do nome é controversa. Alguns dizem que "capoeira" veio do tupi-guarani, com o significado de "descampado em meio ao mato alto ou clareira". Chamava-se, então, de "capoeira" o negro que jogava, porque o mato baixo das capoeiras era ideal para a prática dos movimentos. Foi sugerido que a capoeira obtivesse o nome a partir dos locais que cercavam as grandes propriedades rurais de base escravocrata.Em Portugal, "capoeira" é a gaiola na qual são carregados frangos. Assim, capoeira era o nome dado aos negros, porque carregavam frangos para o mercado.

Espírito do Capoeirista

1- Conhecer-se é dominar-se. dominar é triunfar.
2- Sempre ceder para vencer.
3- Capoeira é o que possui, inteligência para compreender aquilo que não lhe ensinam, paciência para ensinar o que aprendeu, e fé para acreditar naquilo que não compreende.
4- Quem teme perde, já está vencido.
5- Somente se aproxima da perfeição quem procura com constância, sabedoria, e sobre tudo com muita humildade.
6- Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem é o caminho dos verdadeiros capoeiristas.
7- Quando verificarmos com tristeza, que não sabemos nada, terá feito o teu primeiro progresso na capoeira.
8- O corpo é uma arma, cuja a eficiência depende da precisão com a sua inteligência.
9- Praticar capoeira é ensinar a inteligência e pensar com velocidade e exatidão e, ao corpo obedecer com justiça.
10- A fraqueza é susceptível, a ignorância é rancorosa, o saber e a força dão a compreensão, quem compreende perdoa.
11- O homem que domina sua mente jamais será escravo.
12- O que parece dificuldade constitui a chance de seu progresso.
13- Em tudo que fizeres, põe tua esperança a frente;
14- Um Mestre é alguém que tem a coragem de pensar, acreditar e até errar;
15- O importante é que transmita seus ensinamentos.

Iê!!! Saudações a todos os capoeiristas!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Livro Mandinga em Manhattan: Como a Capoeira se espalhou pelo mundo

Quando, a hoje jornalista, escritora, fotojornalista e capoeirista Lucia Correia Lima vivia seus 15 anos, o Brasil vivia em plena ditadura militar. Em 1968 foi levada por colegas do Movimento Estudantil Secundarista para treinar capoeira, na escola do Mestre Suassuna, no centro de São Paulo, aonde chegou “exilada” com seus pais militantes humanistas, fugidos da Bahia para abrigo na imensidão da maior cidade da América do Sul. A luta-arte afro-brasileira era uma “arma” para enfrentar os tempos cinzentos que se instalou no país por vinte e cinco anos.

Semelhante aos pioneiros capoeiras do século XIX, Lucia é presa com 16 anos, pois alguns de seus colegas aderem a romântica e suicida “luta armada”, contra a ditadura. Muitos foram mortos, exilados ou presos. Seu mestre Suassuna, um deles. Mas Lucia discorda da luta armada vai trabalhar na revista Realidade, da Editora Abril, quando na equipe da edição Amazônia, recebe o prêmio Esso de Jornalismo. Em seguida inicia carreira na chamada imprensa alternativa, quando compondo a equipe da revolucionária revista Bondinho, recebe o Esso de “contribuição à imprensa”. De volta à Bahia, atua nos principais jornais de Salvador, como a Tribuna da Bahia e Correio da Bahia, assina textos e fotos. Deixa na imprensa baiana sua marca quando opta pelo fotojornalismo. Período em que passa pela sucursal baiana de O Globo e retorna à capoeira.

Indo morar no Centro Histórico da primeira capital do Brasil, se inscreve para as aulas do lendário mestre João Pequeno de Pastinha. Lá surge o livro Mandinga em Manhattan. A escola do velho mestre estava repleta de jovens de todos os continentes. A capoeira, já no meio da década de 1990, trazia ao Brasil jovens de todo o mundo, mas, poucos sabiam que junto ao Candomblé e o Samba, havia se transformado uma das mais importantes manifestações da cultura brasileira.

A capoeirista e jornalista vive esta expansão, realizada sem nenhuma ajuda governamental, embora a UNESCO recentemente tomba a “roda de capoeira” como patrimônio mundial. No período em que Lucia Correia Lima pensa o livro, este tema era uma extravagância. Lucia teve que dar uma rasteira no preconceito e transforma sua ideia em um documentário: cria o título Mandinga em Manhattan e recebe o prêmio nacional DOCTV. Do Mistério da Cultura. Em 2008.

A ideia do livro retorna com a transcrição das longas entrevistas do documentário. Com o mesmo título, a publicação é selecionada pelo edital Capoeira Viva, também do MinC. Depois de novas entrevistas e enfrentamento da burocracia nos órgãos públicos, finalmente o trabalho é editado. Contem vinte e uma entrevistas com os pioneiros mestres responsáveis pelo espalhar a capoeira pelo mundo. Além de estudiosos como o Dr. Ubiratan Castro, do escritor Ildázio Tavares; da etnomusicóloga Emília Biancardi, da etnolingüista Yeda Pessoa de Castro, dos ex-ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira, entre outros.

Fundamental no livro de Lucia são os depoimentos dos mestres que fizeram da capoeira sua fonte de trabalho e pesquisa. Jelon Vieira, abre a primeira escola de capoeira em Nova York em 1975. Entra para a história da luta-arte afro-brasileira; o Mestre e médico Decâneo, dá sua última entrevista em vida; Camisa é um “boing” que viaja pelo mundo, sendo recebido com reverência; Suassuna perdeu a conta de quantos grupos tem fora do Brasil; mestre Amém, levou a capoeira para a poderosa indústria do cinema de Hollywood; Acordeom colocou a capoeira nas mais tradicionais universidades da Califórnia, e muitos outros. Entre as falas dos estrangeiros estão o sociólogo Kenned Dossar, o antropólogo Greg Downey, aluno de mestre João Grande, recebido na Casa Branca, para homenagem.

O trabalho da baiana foi produzido pela Fundação Gregório de Matos, de Salvador, está sendo distribuído por diversos países via os grupos internacionais. Foi lançado em Salvador; na escola do MST de Vitória da Conquista, em Inhambupe e será apresentado em evento internacional com capoeiras de mais de 60 países, de 9 a 13 de agosto deste ano, nos 50 anos da escola Cordão de Ouro em São Paulo. No clube da Eletropaulo, com programação no site. No dia 11, sexta feita as 15hs Lucia Correia Lima fará palestra sobre a concepção do livro e documentário Mandinga em Manhattan, este um prêmio do DOCTV, administrado pela Fundação Padre Anchieta de São Paulo. No Rio de Janeiro, o livro será apresentado na escola Abadá Capoeira de 23 a 27 de agosto. O trabalho deve ser relançado em Salvador ainda em 2017. Ainda em agosto deste ano a autora foi convidada para lançar seu trabalho em Santo André, também com palestra e exibição do documentário.

Jolivaldo Freitas – Jornalista

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Sorocaba: o historiador, Carlos Carvalho Cavalheiro, lança o livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba”

Carlos Carvalho Cavalheiro: ‘Notas para a História da Capoeira em Sorocaba’
O livro foi contemplado pelo Edital PROAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

O livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba (1850 – 1930)”, de autoria do escritor e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro foi lançado no dia 10 de junho (sábado), às 15h, na Biblioteca Infantil de Sorocaba.

Resultado de quase 20 anos de pesquisa, a obra trata do desenvolvimento da luta capoeira numa cidade do interior de São Paulo. O ineditismo da pesquisa serviu de base para outros pesquisadores, como Pedro Cunha que publicou sua dissertação de Mestrado, “Capoeiras e valentões”, no ano de 2015.

Esse mesmo pesquisador escreveu o prefácio para Cavalheiro, evidenciando que seu livro “consolida um trabalho pioneiro”, iniciado em fins da década de 1990, e que seus estudos “vem inspirando diversos outros pesquisadores como eu a romperem o silêncio da historiografia da capoeira”.

Já o apresentador do livro, o escritor e pesquisador André Luiz Lacé Lopes, deixa em evidência que “Mais do que consagrar de vez um espaço para Sorocaba no Mundo da Capoeira, Cavalheiro, talvez até de modo inconsciente, faz com que o seu livro, em princípio concentrado no período de 1850/1930, ajude a entender ainda mais o Brasil de todas as épocas, inclusive o Brasil de hoje”.

Leia o restante no link abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Carta para um Jovem Negro e Capoeirista Assassinado na Amadora

Lenine Sanches nasceu em Cabo Verde e veio para Portugal aos nove anos de idade. Tal como muitos jovens oriundos de famílias africanas, a sua vida não era fácil, marcada por intempéries e dificuldades. Foi por volta de 2010 que o conheci num projeto social na freguesia de Caneças, no concelho de Odivelas, onde ele atuava como dinamizador junto ao projeto Távola Redonda, em conjunto com outros jovens de origem africana. O projeto social Távola Redonda foi criado em parceria com instituições locais para desenvolver atividades lúdicas e culturais junto aos jovens do bairro. Lenine fazia parte de um grupo de jovens que já praticava capoeira, mas que na altura não possuía professor. As aulas aconteciam na Casa da Cultura de Caneças e no dia em que o vi pela primeira vez, ele estava na aula que, por falta de professor, era dada por um dos jovens que tinha um pouco mais de experiência. Aceitámos conduzir as classes de capoeira em regime voluntário, realizando uma parceria entre o projeto Távola e a nossa Associação Ginga Brasil capoeira.

Na nossa associação, Lenine atuava junto a um vasto grupo de amigos de origem africana com quem tinha fortes laços de amizade, privava e dividia o dia-a-dia de um entusiasta da capoeira. Para muitos deles, a capoeira era a felicidade das suas vidas, uma saída para a diversão, o lazer de que eram privados como pobres e negros e, porque não dizer mesmo, uma saída profissional. Nos trabalhos da associação alguns já atuavam em breves atividades remuneradas, remuneração que, sendo pouca, poderia significar ter o que comer num dia difícil.

Em 2010 a associação Ginga Brasil organizou o 1.º Encontro Gingando pela Cidadania que constava de um intercâmbio de jovens entre dois países, Portugal e Estónia. Foi possível aos jovens estonianos e africanos participarem numa série de atividades em Portugal e na Estónia que envolviam a música, a dança, a construção de instrumentos e a prática da capoeira. Em 2011 a Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania lançou, em parceria com a Associação Ginga Brasil e o projeto Távola Redonda, o projeto Diferentes Origens, Uma Cidadania, no âmbito do programa Juventude em Ação. Lenine, bem como os seus companheiros, eram ativos participantes e envolvidos em todas as atividades e projetos da associação.

Lenine Sanches, “o Laranjinha”, como era carinhosamente chamado por todos, era um dos nossos, do “gangue” da capoeira. Era alegre, divertido, prestativo e cheio de vida. Era pai de uma criança de tenra idade, fruto de uma relação que mantinha com uma jovem do bairro e com quem tinha grande proximidade, como pai, companheiro e provedor das parcas condições financeiras que ajudavam a sustentar a criança.

Na entrevista que conduzi junto ao seu grupo de amigos, todos afirmaram ter tido problemas com as forças policiais e sentiam-se, por vezes, inconformados com as relações sociais desiguais das quais eram vítimas pela sua condição racial e social. No seu depoimento sobre o racismo e a intolerância, “o Laranjinha” utilizou as seguintes palavras para definir o que sentia sobre o assunto:

“Quando nos discriminam, sentimo-nos em baixo, mas temos de mostrar que não somos inferiores a eles. Mas às vezes, ao mostrar que somos iguais, há negros que partem para a violência. Acho errado, por vezes acontecem coisas que não deviam acontecer.”

Ao reler o seu depoimento, dei comigo a pensar que ele não faria ideia de que seria vítima da intolerância que concebia como incorreta.

Há algum tempo, ele tinha sido condenado a trabalhos comunitários por ter sido apanhado sem passe nos transportes públicos de Lisboa. Ficou designado pelo juiz que trabalharia num campo de futebol junto à escola em que foi assassinado e era isso que estava a fazer, quando foi confrontado com a disputa litigiosa entre grupos de indivíduos com quem nada tinha a ver. Não é possível afirmar que a tal contenda era um acerto de contas de gangues, como publicitou a imprensa. O julgamento é precipitado e incorreto até, uma vez que faltam informações que atestem o facto. Consta que Lenine, que estava a trabalhar no momento, sentindo o perigo que o rodeava, correu em direção à escola. Como era negro, tal como os demais, acabou por ser confundido e esfaqueado pelos seus próprios pares de cor.

No dia de sua morte, ao terminar o trabalho comunitário que lhe foi atribuído, ele dormiria na casa de um dos diretores da nossa associação para que, no dia seguinte, tomasse parte numa ação educativa junto a crianças. “O Laranjinha” tinha um dom especial no trato com os alunos e crianças, uma alegria inata, natural e honesta, razão pela qual era sempre chamado a cooperar na lida educativa do quotidiano da Associação Ginga Brasil.

O que me entristece, como capoeirista e imigrante, é saber como a sua condição de negro e imigrante o inseria, à partida, num grupo de alto risco – seja pelos seus algozes, também negros, que lhe retiraram a vida, seja pela polícia ou pela imprensa que o classificou, sem o menor escrúpulo, como membro de um gangue. Para mim, ele é tão vítima quanto os que o mataram, todos em busca de um espaço na urbe lisboeta que os rejeita, como seres humanos e cidadãos negros. Para a imprensa portuguesa, bem como para a maioria dos que viram os telejornais, ele era mais um tipo de cor, revoltado e marginal que talvez até fizesse por merecer o triste fim.

Entretanto, acalenta-me saber e dizer que ele era um de nós, capoeirista, e isso fez grande diferença na sua vida, na sua existência, na sua educação e na sua consciência como negro. Para quem não conhece a capoeira como prática social, cultural e desportiva, isso fará pouco sentido, mas para nós é o que anima as nossas almas, o nosso viver em sociedade.

Dentro de uma semana o nosso “Laranjinha” receberia uma nova graduação, dada no âmbito de um evento anual realizado pela nossa associação. Faremos esse ritual simbólico, para o lembrar e para recordar que a capoeira é também a luta em favor do oprimido. Ele estará nos nossos corações e memórias sempre que o berimbau tocar numa roda de capoeira na velha Lisboa.

Autor: RICARDO NASCIMENTO – Capoeirista e antropólogo

Fonte: Público - Comunicação Social S/A

sexta-feira, 2 de junho de 2017

O golpe, a ingratidão e o descaso

O golpe, a ingratidão e o descaso…

Em 1971 aos oitenta e dois anos de idade, Pastinha já quase cego por causa de uma catarata, é obrigado pela prefeitura a se retirar do casarão, que entraria em reformas, com a promessa de que assim que estivesse pronto poderia voltar. E voltou?

Mestre Pastinha teve então que se mudar. Foi morar na Rua Alfredo Brito n° 14 no Pelourinho, em um quarto escuro, úmido e sem janelas. Único lugar que dava para pagar com o mísero salário que recebia da prefeitura, já que não podia contar mais com o dinheiro das aulas. Ainda na mudança, foram perdidos muitos móveis, quadros que o mestre pintava e fotografias, que juntos hoje, constituiriam um grande acervo cultural da nossa história.

Para piorar o prédio foi doado para o Patrimônio Histórico da Fundação do Pelourinho que posteriormente o vendeu para o SENAC que transformou o prédio em um restaurante.

Este foi um dos maiores absurdos praticados contra a nossa cultura. Mestre Pastinha foi usado, enganado e abandonado.

Tristeza

Após a mudança e a perda de sua academia, Pastinha entra em uma profunda depressão e em 1979 com 90 anos é vítima de um derrame cerebral, que o levou a ficar internado por um ano em um hospital público. Após esse período foi enviado para o abrigo para idosos Dom Pedro II, onde permaneceu até a sua morte. Mestre Pastinha morreu cego, quase paralítico e abandonado.

No dia 13 de novembro de 1981, aos 92 anos, o Brasil perdia um dos seus maiores mestres. Não só o mestre da capoeira angola, mas o mestre da filosofia popular. O menino fraco e magrinho que conquistou o respeito e admiração do mais forte.

A estrela ainda brilha

Mestre Pastinha foi um dos maiores ícones da cultura do Brasil. Dedicou sua vida inteira em favor da nossa cultura, ajudou a tirar a capoeira da ilegalidade e a colocá-la no seu devido lugar como prática esportiva e cultural, preservou e divulgou a nossa arte até fora do país, ensinou jovens e adultos a enxergar a vida de uma forma simples, mas nobre. Mestre Pastinha foi uma estrela que veio para a terra em forma de homem, para nos ensinar a filosofia da simplicidade, mas teve que voltar ao céu, pois o seu brilho já não cabia mais aqui em um lugar tão pequeno. Um homem que transformou e formou crianças em grandes adultos e fez os mais velhos brincarem como crianças, literalmente de pernas pro ar.

Luciano Milani

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 12 de maio de 2017

13 de maio de 1888 - Dia da Abolição da Escravatura

Marc Ferrez. Escravos em terreiro de uma fazenda de café na região do Vale do Paraíba, c. 1882. Vale do Paraíba, RJ.
A Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país. Sobre este dia, Machado de Assis escreveu anos depois na coluna “A Semana”, no jornal carioca Gazeta de Notícias: “Verdadeiramente, foi o único dia de delírio público que me lembra ter visto”.

A escravidão no Brasil foi amplamente documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta, além de ter sido o último país das Américas a abolir a escravatura, em 1888. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de 4,5 milhões de escravos africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente, mantendo este sistema tanto no campo como na cidade – o lugar de trabalho era o lugar do escravo. Muitas vezes o objetivo das fotografias não era a denúncia e sim o estético ou, ainda, o registro do exótico.

A Galeria do Dia da Abolição da Escravatura exibe fotos de escravos em situações de trabalho, em momentos de descanso ou mesmo em poses obtidas em estúdios. Dentre seus autores estão Alberto Henschel, Augusto Riedel, Augusto Stahl, George Leuzinger, João Goston, Marc Ferrez , Revert Henrique Klumb, além de alguns anônimos.

Leia mais na Brasiliana Fotográfica: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=520.

Fonte: Biblioteca Nacional

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Inconfidência Mineira: Movimento foi resposta ao excesso de impostos


A Inconfidência Mineira, também chamada de Conjuração Mineira, foi a conspiração de uma pequena elite de Vila Rica - atual Ouro Preto (MG) -, ocorrida em 1789, contra o domínio português. Desse grupo, fizeram parte intelectuais, religiosos, militares e fazendeiros, dentre os quais estava o alferes Joaquim José da Silva Xavier, sempre lembrado como principal líder do movimento.

O motivo principal da Inconfidência foi a questão da derrama. Tratava-se de uma operação fiscal realizada pela Coroa portuguesa para cobrar os impostos atrasados. O chamado quinto, como o próprio nome já indica, correspondia à cobrança de 20% (1/5) sobre a quantidade de ouro extraído anualmente. Quando o quinto não era pago, os valores atrasados iam se acumulando. Então, a Metrópole podia lançar mão da "derrama" para cobrar esses impostos, utilizando-se até mesmo do confisco dos bens dos devedores.

Todos os líderes da Inconfidência estavam endividados com o Real Erário Português, motivo pelo qual, segundo especialistas, teriam sido motivados a se envolver na revolta contra a Metrópole. Emblemático, nesse sentido, foi o fato de a eclosão do movimento ter sido agendada justamente para o dia em que se esperava que o governador da Capitania de Minas Gerais, visconde de Barbacena, ordenasse a cobrança da derrama. Esperavam, com isso, ganhar o apoio da população à sua luta anticolonial.


Ideias Republicanas


Em geral, a Inconfidência Mineira sempre é apresentada como um movimento que, combatendo o domínio português e inspirada nas experiências revolucionárias da França e dos Estados Unidos, defendia a transformação do Brasil numa república. Não raro, associada a essa ideia, está a questão da igualdade social - o que seria uma influência direta dos exemplos das revoluções francesa e norte-americana.

Embora os inconfidentes falassem de república, é preciso ter em vista que o significado do termo naquele momento estava associado à sua viabilidade num pequeno território, como Minas Gerais, por exemplo - ou, quando muito, incluindo o Rio de Janeiro e São Paulo.

A ideia segundo a qual um movimento surgido em Vila Rica propunha a transformação do Brasil numa república é problemática, até mesmo quando pensamos sob o prisma da nacionalidade.

A proposta de criação de vários parlamentos - tida por alguns como prova incontestável de que se tratava de uma revolução republicana nacional - também pode ser questionada pela evidência de que o termo "parlamento", tal como "república", não tinha o mesmo significado que hoje. Isto é, não remetia à ideia das nossas atuais assembleias estaduais (o que poderia sugerir que a Inconfidência propunha parlamentos em diferentes regiões da república nacional que supostamente defendia), mas, sim, à das câmaras municipais. Quando falavam de república, portanto, referiam-se basicamente a Minas.

De outro lado, muito se fala da grande recepção que a conhecida obra de Montesquieu sobre revolução norte-americana teria tido entre os inconfidentes. Alguns, inclusive, possuíam o livro entre as obras de sua biblioteca particular. Mas, ao que tudo indica, o exemplo revolucionário dos Estados Unidos foi tomado em sua dimensão anticolonial, e não igualitarista. Vários líderes inconfidentes eram donos de escravos. E se a república fazia parte de suas propostas, o abolicionismo não.


Tiradentes, o Mártir


Tão controversa quanto o ideal republicano é a transformação de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, em mártir da Inconfidência Mineira.

É versão comum na historiografia a ideia segundo a qual Tiradentes teria sido o principal líder do movimento, o que explicaria a decisão da rainha de Portugal, d. Maria 1ª, de manter a pena de morte para Joaquim José da Silva Xavier ao invés de alterá-la, como fez em relação aos demais, para o banimento nas colônias portuguesas na África.

De fato, Tiradentes foi o único dentre os inconfidentes a assumir a participação na conspiração. Ato de coragem, sem dúvida, isso acabou encobrindo vários aspectos importantes, que afastam Joaquim José da Silva Xavier da figura de mártir construída no século 19, a partir da recuperação de seu exemplo pelos que defendiam a proclamação da República.

Há fortes indícios de que Tiradentes não ocupava senão um lugar marginal, secundário, nas articulações do movimento. Não era, portanto, seu principal líder, o cabeça do grupo.

O inventário de seu patrimônio também revela que Tiradentes possuía vestuário e mobílias semelhantes aos utilizados pela aristocracia da época. Sabendo-se que isso era fator importante de distinção social, trata-se de mais um indício que aponta para o fato de que a Inconfidência Mineira, apesar de seu caráter anticolonial, visava construir um Estado independente, que garantisse o controle do espaço político e social aos grupos sociais representados em sua liderança.


Vitor Amorim de Angelo é historiador, mestre e doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente é pesquisador do Institut d'Études Politiques de Paris.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Rádio Iúna - Rádio Difusora de Comunicação Mundial da Capoeira

Rádio Difusora de Comunicação Mundial da Capoeira; Fundada em 21 de Outubro de 2012 em Barueri - SP

A Rádio Iúna é transmitida à todos os países do mundo, com mais de 6.780 ouvintes por dia.

Já são quase 5 anos de existência com muito trabalho e dedicação, com realização de grandes festivais musicais com premiação em dinheiro, Noticias do Brasil e do mundo, jornalismo, entretenimento e muito mais...

Você pode curtir a Rádio Iúna pelo site oficial (www.radioiuna.com), ou também pelo aplicativo oficial que você pode baixar gratuitamente na Google play, basta digitar o nome (Rádio Iúna).

E também pelas redes sociais.

Fonte: Rádio Iúna

sexta-feira, 10 de março de 2017

Capoeira Sem Mestre

Poucas coisas geram tanta polêmica no mundo da Capoeira como a palavra "Mestre".

A primeira pergunta que geralmente um capoeirista faz ao outro, curioso em saber quais conexões ambos têm em comum é: "Quem é seu mestre?", seguida de: "Ele foi formado por quem?" ou "Qual é o seu grupo?".

Entre os mestres é praticamente unânime o discurso sobre a necessidade de um capoeirista se formar dentro de uma escola ou grupo de Capoeira e a rejeição pelos capoeiristas "free-lancers", avulsos, mesmo que estes joguem, toquem e cantem muito bem. É natural, portanto, que o próprio título "Capoeira sem Mestre" provoque em muitos um incômodo, pois a noção de pertencimento na Capoeira está muito associada ao fazer parte e ser aceito numa comunidade que compartilha valores comuns.

Não pretendemos entrar no mérito sobre o que dá autoridade para que qualquer um se julgue no direito de dizer se o outro é mais ou menos legítimo por ter ou não mestre. Isso é assunto para outro texto. Neste aqui vamos discorrer simplesmente sobre um fenômeno que existe, um fato real e inexorável: existe Capoeira sem Mestre. Existe há muito tempo e sempre vai existir.

Leia o restante desta postagem na fonte abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

II Formação Continuada de Capoeira

Nesta edição, o tema central será a musicalidade na Capoeira: estratégias de ensino, ritualística e construção de instrumentos. Haverá oficinas, atividade com Instituto Tambor e roda de saberes.

II Formação Continuada de Capoeira é um evento de formação, capacitação e atualização. Destina-se a profissionais e praticantes de Capoeira que buscam continuamente melhorar sua prática de ensino para poderem auxiliar na transformação dos praticantes, através do ensino empoderador e atualizado. O tema Musicalidade da Capoeira na Aquisição de Bem-Estar e Qualidade de Vida será abordado por Mestres renomados, aptos para contribuir com a melhora de sua percepção deste artifício tão importante durante a prática da Capoeira.

Programa

Sábado – 11/03/2017


9:00 – 12:00 – Workshop: Professora Ana Paula Guimarães
Técnicas Vocais: Ferramentas para o ensino e melhora da Musicalidade da Capoeira.
(Aquecimento, respiração, ritmo, afinação e possibilidades do canto coral).
12:00 – 13:30 – Almoço – (Haverá almoço no restaurante do CEPEUSP, não incluído no valor da inscrição)
13:30 – 16:00 – Aula: Mestre Piter – Grupo Ninga-SP e participação do Mestre Moraes.
A Orquestra de Berimbaus do Nzinga: Estratégias diferentes de ensino da musicalidade às novas e antigas gerações de alunos.
(Explorando Ritmos e variações).
16:00 – 16:30 – Coffee Break
16:30 – 17:30 – Oficina de Instrumentos: Mestre Artesão Luiz Poeira – Instituto Tambor-SP
O Processo de Construção dos Instrumentos de Capoeira e o Trabalho e Importância do Artesão em nossa Arte.
17:30 – 20:00 – Curso: Mestre Moraes – Grupo de Capoeira Angola Pelourinho-Salvador-BA e participação do Mestre Piter.
Ritualística e Fundamento da Musicalidade na Capoeira Angola.

Domingo – 12/03/2017

8:00 – 13:00 – Oficinas Simultâneas:
Contra Mestre Rafael Dia Lemba – Mbuntu-SP;
Capoeira e Musicalidade: O Antigo através da Visão da Nova Geração.
Professor Caverna – Escola de Capoeira Regional Filhos de Bimba/Fundação Mestre Bimba -SP (Discípulo de Mestre Nenel, Filho do Mestre Bimba);
Ritualística e Fundamento da Musicalidade na Capoeira Regional Tradicional: Ensino da Musicalidade na Regional de Mestre Bimba.
Minhoca – Casa Mestre Ananias
A Musicalidade e Linguagem Antiga e Popular da Capoeira: De Cachoeira-BA à Praça da República-SP – Viva Mestre Ananias!

8:00 – 9:30 – Oficina 1
Turma A – CM Rafael
Turma B – Prof Caverna
Turma C – Minhoca

9:30 – 11:00 – Oficina 2
Turma A – Minhoca
Turma B – CM Rafael
Turma C – Prof Caverna

11:00 – 12:30 – Oficina 3
Turma A – Prof Caverna
Turma B – Minhoca
Turma C – CM Rafael e M Pernalonga

12:30 – 14:00 – Almoço
14:00 – 15:30 – Roda de Saberes: O Canto e a Musicalidade na Visão do Mestre Pernalonga.
15:30 – 17:30 – Roda de Capoeira e Encerramento: Sob Comando do Mestre Pernalonga e dos Convidados.

Obrigatório trazer instrumento de Capoeira para participar dos Cursos. Instrumentos podem ser adquiridos com os artesãos/participantes do Evento (desde que solicitado com antecipação).



Apoio Cultural Instituto Tambor

Taxas


Inscrições:

24/01/2017 a 15/02/2017 16/02/2017 a 25/02/2017 26/02/2017 a 04/03/2017
Geral R$ 84,00 R$ 102,00 R$ 120,00
Comunidade USP R$ 63,00 R$ 76,00 R$ 90,00
Estudantes/ Terceira Idade R$ 42,00 R$ 51,00 R$ 60,00

Currículos dos Palestrantes

Dados do Evento:

Período de Inscrições Comunidade USP:
24/01/2017 a 04/03/2017

Período de Inscrições Comunidade Externa:
24/01/2017 a 04/03/2017

Período do Evento:
11/03/2017 a 12/03/2017

Turmas do Evento:

Horário/Turma 1

Sexo: Masculino e Feminino
Dias da Semana: Sabado / Domingo
Horário: 09:00 às 18:00
Professor(a): Womualy Gonzaga dos Santos
Local: Multifuncional (antigo NURI) Sala 1 - Estádio Sala 2- Estádio Praça Ayrton Senna - Prodhe
Vagas: 100
Idade Mínima: 16

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES E INSCRIÇÃO NO LINK ABAIXO...

Fonte: CEPEUSP

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

As Chamadas ou Passo a Dois

ALGUMAS COISAS NA CAPOEIRA, SÃO VISTAS COMO FUNDAMENTO.

MAIS NA VERDADE SÃO NORMAS OU PROCEDIMENTOS INTERNOS E/OU PESSOAIS, QUE TAMBÉM DEVEM SER RESPEITADOS.

SENÃO VEJAMOS : SEMANA PASSADA FUI QUESTIONADO SOBRE O SEGUINTE.

SE ALGUÉM QUE NÃO É MESTRE, ESTIVER JOGANDO COM UM MESTRE.

DURANTE O JOGO PODE FAZER UMA CHAMADA PARA O MESTRE ?

A CHAMADA OU PASSO A DOIS ESTA INCLUÍDA EM UM JOGO SENDO UMA DAS CARACTERÍSTICA DA CAPOEIRA ANGOLA. PORTANTO SE ALGUÉM ESTA JOGANDO COM UM MESTRE É POR TER CONDIÇÕES DE ALI ESTAR… E SENDO A CHAMADA PARTE DO JOGO, LOGICO QUE PODE CHAMAR O MESTRE SIM.

QUANDO EU AINDA NÃO ERA MESTRE E ALGUM MESTRE ME DAVA A HONRA DE JOGAR COM ELE, ESTE DE UM CERTO MODO, ME INCENTIVAVA A TAMBÉM FAZER A CHAMADA.

POIS SE EU SOMENTE FOSSE CHAMADO NÃO APRENDERIA A MANEIRA CORRETA DE CHAMAR.

POIS O MESTRE ATENDENDO A CHAMADA, ESTARIA TAMBÉM ME ENSINANDO COMO EU ATENDER DE MANEIRA CORRETA E SEGURA..

POREM SE ALGUM MESTRE OU NÚCLEO DE CAPOEIRA DIZ QUE SOMENTE O MESTRE DEVE FAZER A CHAMADA É UM PROCEDIMENTO E NÃO UM FUNDAMENTO.

QUE TAMBÉM DEVE SER RESPEITADO POIS CADA UM MANDA EM SUA CASA, ONDE DITA SUAS NORMAS E PROCEDIMENTOS!

Mestre Geni

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Ao Pé do Berimbau

AO AGACHARMOS AO PÉ DO BERIMBAU, JÁ COMEÇOU O JOGO !
Desabafo de Mestre Geni:

ALI ACONTEÇE TUDO, CONCENTRAÇĀO, CANTICOS, DESAFIOS, LOUVAÇÕES, ESTUDO, MANHA, MALÍCIA, MANDINGA, ENERGIA, AXÉ E MUITO MAIS…

PRINCÍPIOS, FUNDAMENTOS E TRADIÇÕES QUE VEEM SE PERDENDO AO LONGO DOS ANOS!

HOJE EM DIA, ABAIXA-SE AO PÉ DO BERIMBAU, POR ABAIXAR, ONDE SE FAZ ATÉ FILA E ALGUNS SENTAM AO CHĀO, NUM ATO DESRESPEITOSO E DESCABIDO !

CHORA BERIMBAU CHORA QUE NOSSAS TRADIÇÕES E FUNDAMENTOS TĀO INDO EMBORA!!!

Mestre Geni.

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A Guerreira Maria Felipa (Maria 12 Homens)

Maria Felipa de Oliveira viveu na Bahia no século XIX e teve um importante papel na Guerra da Independência, que ocorreu entre 1822 e 1824, para reafirmar a independência proclamada em 7 de setembro de 1822, até que esta fosse reconhecida por Portugal.

Na Bahia, assim como nas províncias de Cisplatina (onde atualmente é o Uruguai), Piauí, Maranhão e Grão-Pará, devido à concentração estratégica de tropas do Exército Português, as lutas foram mais acirradas. Quando a tropa portuguesa comandada pelo General Madeira de Melo tentou invadir a Ilha de Itaparica para controlar a guerra a partir da Bahia de Todos os Santos, Maria Felipa liderava as vedetas (vigias) da praia, um grupo de 40 mulheres que entrou no acampamento do exército português, atacou os guardas com galhos de cansansão, uma planta que provoca sensação de queimadura ao toque com a pele, e puseram fogo em 42 embarcações, promovendo baixas no exército.

Além de guerreira, Maria Felipa também atuou na gerra como enfermeira, socorrendo feridos, além de trazer para a resistência em Itaparica informações da guerra obtidas nas rodas de capoeira do Cais Dourado, para onde ia remando sua canoa.

Há quem acredite que Maria Felipa seja a identidade verdadeira de Maria Doze Homens, que ganhou este apelido após deixar doze homens no chão, porém não existe confirmação a respeito e há ainda outras versões, em uma das quais Maria Doze Homens teria sido companheira de Besouro Mangangá.

O atestado de óbito datado de 04 de janeiro de 1873, confirma que Maria Felipa sobreviveu à guerra e continuou levando sua vida na ilha por muitos anos, porém de seu nascimento nada se sabe.

A heroína foi retratada na obra de Ubaldo Osório, A ilha de Itaparica, e no romance Sargento Pedro, do escritor baiano Xavier Marques, onde são são contatos vários feitos atribuídos à capoeirista.

Fontes:
Capoeira Sou Eu
Conversa de Menina
Overmundo
Passeiweb
Wikipédia

Neila Vasconcelos - Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Vem aí: Red Bull Paranauê

Conheça o evento que vai contemplar a capoeira e coroar o capoeirista mais completo do mundo
Capoeira © Romina Amato/Red Bull Content Pool
Ao longo dos séculos, a capoeira foi se transformando e hoje conhecemos três principais estilos direcionados por grandes mestres: Angola, Regional e Contemporânea. Milhares de capoeiristas ao redor do mundo se especializaram em cada estilo e o Red Bull Paranauê quer achar o capoeirista mais completo, aquele capaz de jogar e passear pelos principais segmentos de Capoeira.



Conheça o conceito


Vamos resgatar e manter vivo os ensinamentos de grandes mestres como Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre João Grande e tantos outros, unindo a todos em torno de uma grande contemplação ao esporte, que acontece no dia 28 de janeiro, em Salvador (BA).

Com a ajuda das maiores referências da Capoeira como Mestre João Grande (Angola), Mestre Nenel (Regional), Mestre Lua Rasta, o cineasta e pesquisador Jair Moura, Mestre Sabiá e tantos outros vamos homenagear o esporte com uma semana de atividades na cidade, com aulas e palestras gratuitas que resgatam a essência da capoeira. Fique ligado por aqui para saber tudo que vai rolar na semana do evento!


Toques do Red Bull Paranauê 2017

Esta primeira edição do evento focará em três Toques de Capoeira, cada um representando um estilo:

  • Toque São Bento Grande de Regional – Capoeira Contemporânea
  • Toque Jogo de Dentro – Capoeira Angola
  • Toque de Iúna – Capoeira Regional

Por exemplo, no toque de Iúna, criado pelo Mestre Bimba, deve-se obrigatoriamente executar o movimento de Balão-Cinturado. Para esse toque não há canto, nem puxada de palma. Como foi um toque criado para jogar apenas Mestres e Contra-Mestres, os alunos devem pedir permissão ao seu Mestre ou aos Mestres da roda para poder jogar.


Sorteio e Dinâmica

Ao subir no palco do evento, cada capoeirista irá sortear um toque e ambos devem jogar os 2 toques retirados (40 segundos para cada toque). Ao finalizar o jogo, os seis Mestres Jurados devem apontar o vencedor.


Os Mestres Jurados

  • Mestre Nenel e Mestre Itapuã representando a capoeira Regional.
  • Mestre Jogo de Dentro e Mestre Lua Rasta representando a capoeira Angola.
  • Mestre Paulinho Sabiá e Mestre Capixaba representando a capoeira Contemporânea.

Além disso, duas grandes personalidades da Capoeira estarão presentes como membros honorários desse primeiro evento:

  • Mestre João Grande
  • Historiador Jair Moura



Jogadores

Dezesseis capoeiristas selecionados em quatro seletivas que antecedem ao evento, mais uma vaga que foi destinada ao vencedor do evento VMV Barcelona (que ocorreu em Março de 2016, onde o ganhador foi o Capoeirista Chipa, da Calofórinia)

  • Seletiva Rio de Janeiro (2 Vagas)
  • Seletiva São Paulo (2 Vagas)
  • Seletiva Bahia (7 Vagas)
  • Seletiva Mundo (4 Vagas)
  • Vencedor do VMV Barcelona 2016 (Chipa – Califórnia/USA)

Todo capoeirista pode participar se inscrevendo em uma das seletivas que acontecem em três cidades do Brasil. A faixa etária é a partir de 18 anos e não há restrição de gêneros. Será permitido a participação de todos os Capoeiristas exceto Mestres.

Para se inscrever o Capoeirista deve enviar um e-mail para uma das seletivas que deseja participar contendo Nome Completo, Nome do Seu Mestre e Telefone com DDD. Corra, pois as seletivas terão vagas limitadas!


Inscreva-se para as seletivas

Seletiva Rio de Janeiro
12 de Janeiro 2017
Local: à definir
Horário: 18:00
E-mail para inscrição: paranaue.rio@redbull.com.br

Seletiva São Paulo
13 de Janeiro 2017
Local: Red Bull Station – Praça da Bandeira, 137, Centro – São Paulo/SP
Horário: 18:00
E-mail para inscrição: paranaue.sp@redbull.com.br

Seletiva Bahia
26 de Janeiro 2017
Local: Praça atrás do Projeto Mandinga - Rua das Laranjeiras, 27, Pelourinho – Salvador/BA
Horário: 16:00
E-mail para inscrição: paranaue.bahia@redbull.com.br

Seletiva Mundo (para capoeiristas de fora do Brasil)
26 de Janeiro 2017
Local: Praça atrás do Projeto Mandinga – Rua das Laranjeiras, 27, Pelourinho – Salvador/BA
Horário: 16:00
E-mail para inscrição: paranaue.bahia@redbull.com.br

Fonte: RedBull.com.br
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...