sexta-feira, 16 de junho de 2017

Sorocaba: o historiador, Carlos Carvalho Cavalheiro, lança o livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba”

Carlos Carvalho Cavalheiro: ‘Notas para a História da Capoeira em Sorocaba’
O livro foi contemplado pelo Edital PROAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

O livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba (1850 – 1930)”, de autoria do escritor e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro foi lançado no dia 10 de junho (sábado), às 15h, na Biblioteca Infantil de Sorocaba.

Resultado de quase 20 anos de pesquisa, a obra trata do desenvolvimento da luta capoeira numa cidade do interior de São Paulo. O ineditismo da pesquisa serviu de base para outros pesquisadores, como Pedro Cunha que publicou sua dissertação de Mestrado, “Capoeiras e valentões”, no ano de 2015.

Esse mesmo pesquisador escreveu o prefácio para Cavalheiro, evidenciando que seu livro “consolida um trabalho pioneiro”, iniciado em fins da década de 1990, e que seus estudos “vem inspirando diversos outros pesquisadores como eu a romperem o silêncio da historiografia da capoeira”.

Já o apresentador do livro, o escritor e pesquisador André Luiz Lacé Lopes, deixa em evidência que “Mais do que consagrar de vez um espaço para Sorocaba no Mundo da Capoeira, Cavalheiro, talvez até de modo inconsciente, faz com que o seu livro, em princípio concentrado no período de 1850/1930, ajude a entender ainda mais o Brasil de todas as épocas, inclusive o Brasil de hoje”.

Leia o restante no link abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 2 de junho de 2017

O golpe, a ingratidão e o descaso

O golpe, a ingratidão e o descaso…

Em 1971 aos oitenta e dois anos de idade, Pastinha já quase cego por causa de uma catarata, é obrigado pela prefeitura a se retirar do casarão, que entraria em reformas, com a promessa de que assim que estivesse pronto poderia voltar. E voltou?

Mestre Pastinha teve então que se mudar. Foi morar na Rua Alfredo Brito n° 14 no Pelourinho, em um quarto escuro, úmido e sem janelas. Único lugar que dava para pagar com o mísero salário que recebia da prefeitura, já que não podia contar mais com o dinheiro das aulas. Ainda na mudança, foram perdidos muitos móveis, quadros que o mestre pintava e fotografias, que juntos hoje, constituiriam um grande acervo cultural da nossa história.

Para piorar o prédio foi doado para o Patrimônio Histórico da Fundação do Pelourinho que posteriormente o vendeu para o SENAC que transformou o prédio em um restaurante.

Este foi um dos maiores absurdos praticados contra a nossa cultura. Mestre Pastinha foi usado, enganado e abandonado.

Tristeza

Após a mudança e a perda de sua academia, Pastinha entra em uma profunda depressão e em 1979 com 90 anos é vítima de um derrame cerebral, que o levou a ficar internado por um ano em um hospital público. Após esse período foi enviado para o abrigo para idosos Dom Pedro II, onde permaneceu até a sua morte. Mestre Pastinha morreu cego, quase paralítico e abandonado.

No dia 13 de novembro de 1981, aos 92 anos, o Brasil perdia um dos seus maiores mestres. Não só o mestre da capoeira angola, mas o mestre da filosofia popular. O menino fraco e magrinho que conquistou o respeito e admiração do mais forte.

A estrela ainda brilha

Mestre Pastinha foi um dos maiores ícones da cultura do Brasil. Dedicou sua vida inteira em favor da nossa cultura, ajudou a tirar a capoeira da ilegalidade e a colocá-la no seu devido lugar como prática esportiva e cultural, preservou e divulgou a nossa arte até fora do país, ensinou jovens e adultos a enxergar a vida de uma forma simples, mas nobre. Mestre Pastinha foi uma estrela que veio para a terra em forma de homem, para nos ensinar a filosofia da simplicidade, mas teve que voltar ao céu, pois o seu brilho já não cabia mais aqui em um lugar tão pequeno. Um homem que transformou e formou crianças em grandes adultos e fez os mais velhos brincarem como crianças, literalmente de pernas pro ar.

Luciano Milani

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 12 de maio de 2017

13 de maio de 1888 - Dia da Abolição da Escravatura

Marc Ferrez. Escravos em terreiro de uma fazenda de café na região do Vale do Paraíba, c. 1882. Vale do Paraíba, RJ.
A Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país. Sobre este dia, Machado de Assis escreveu anos depois na coluna “A Semana”, no jornal carioca Gazeta de Notícias: “Verdadeiramente, foi o único dia de delírio público que me lembra ter visto”.

A escravidão no Brasil foi amplamente documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta, além de ter sido o último país das Américas a abolir a escravatura, em 1888. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de 4,5 milhões de escravos africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente, mantendo este sistema tanto no campo como na cidade – o lugar de trabalho era o lugar do escravo. Muitas vezes o objetivo das fotografias não era a denúncia e sim o estético ou, ainda, o registro do exótico.

A Galeria do Dia da Abolição da Escravatura exibe fotos de escravos em situações de trabalho, em momentos de descanso ou mesmo em poses obtidas em estúdios. Dentre seus autores estão Alberto Henschel, Augusto Riedel, Augusto Stahl, George Leuzinger, João Goston, Marc Ferrez , Revert Henrique Klumb, além de alguns anônimos.

Leia mais na Brasiliana Fotográfica: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=520.

Fonte: Biblioteca Nacional

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Inconfidência Mineira: Movimento foi resposta ao excesso de impostos


A Inconfidência Mineira, também chamada de Conjuração Mineira, foi a conspiração de uma pequena elite de Vila Rica - atual Ouro Preto (MG) -, ocorrida em 1789, contra o domínio português. Desse grupo, fizeram parte intelectuais, religiosos, militares e fazendeiros, dentre os quais estava o alferes Joaquim José da Silva Xavier, sempre lembrado como principal líder do movimento.

O motivo principal da Inconfidência foi a questão da derrama. Tratava-se de uma operação fiscal realizada pela Coroa portuguesa para cobrar os impostos atrasados. O chamado quinto, como o próprio nome já indica, correspondia à cobrança de 20% (1/5) sobre a quantidade de ouro extraído anualmente. Quando o quinto não era pago, os valores atrasados iam se acumulando. Então, a Metrópole podia lançar mão da "derrama" para cobrar esses impostos, utilizando-se até mesmo do confisco dos bens dos devedores.

Todos os líderes da Inconfidência estavam endividados com o Real Erário Português, motivo pelo qual, segundo especialistas, teriam sido motivados a se envolver na revolta contra a Metrópole. Emblemático, nesse sentido, foi o fato de a eclosão do movimento ter sido agendada justamente para o dia em que se esperava que o governador da Capitania de Minas Gerais, visconde de Barbacena, ordenasse a cobrança da derrama. Esperavam, com isso, ganhar o apoio da população à sua luta anticolonial.


Ideias Republicanas


Em geral, a Inconfidência Mineira sempre é apresentada como um movimento que, combatendo o domínio português e inspirada nas experiências revolucionárias da França e dos Estados Unidos, defendia a transformação do Brasil numa república. Não raro, associada a essa ideia, está a questão da igualdade social - o que seria uma influência direta dos exemplos das revoluções francesa e norte-americana.

Embora os inconfidentes falassem de república, é preciso ter em vista que o significado do termo naquele momento estava associado à sua viabilidade num pequeno território, como Minas Gerais, por exemplo - ou, quando muito, incluindo o Rio de Janeiro e São Paulo.

A ideia segundo a qual um movimento surgido em Vila Rica propunha a transformação do Brasil numa república é problemática, até mesmo quando pensamos sob o prisma da nacionalidade.

A proposta de criação de vários parlamentos - tida por alguns como prova incontestável de que se tratava de uma revolução republicana nacional - também pode ser questionada pela evidência de que o termo "parlamento", tal como "república", não tinha o mesmo significado que hoje. Isto é, não remetia à ideia das nossas atuais assembleias estaduais (o que poderia sugerir que a Inconfidência propunha parlamentos em diferentes regiões da república nacional que supostamente defendia), mas, sim, à das câmaras municipais. Quando falavam de república, portanto, referiam-se basicamente a Minas.

De outro lado, muito se fala da grande recepção que a conhecida obra de Montesquieu sobre revolução norte-americana teria tido entre os inconfidentes. Alguns, inclusive, possuíam o livro entre as obras de sua biblioteca particular. Mas, ao que tudo indica, o exemplo revolucionário dos Estados Unidos foi tomado em sua dimensão anticolonial, e não igualitarista. Vários líderes inconfidentes eram donos de escravos. E se a república fazia parte de suas propostas, o abolicionismo não.


Tiradentes, o Mártir


Tão controversa quanto o ideal republicano é a transformação de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, em mártir da Inconfidência Mineira.

É versão comum na historiografia a ideia segundo a qual Tiradentes teria sido o principal líder do movimento, o que explicaria a decisão da rainha de Portugal, d. Maria 1ª, de manter a pena de morte para Joaquim José da Silva Xavier ao invés de alterá-la, como fez em relação aos demais, para o banimento nas colônias portuguesas na África.

De fato, Tiradentes foi o único dentre os inconfidentes a assumir a participação na conspiração. Ato de coragem, sem dúvida, isso acabou encobrindo vários aspectos importantes, que afastam Joaquim José da Silva Xavier da figura de mártir construída no século 19, a partir da recuperação de seu exemplo pelos que defendiam a proclamação da República.

Há fortes indícios de que Tiradentes não ocupava senão um lugar marginal, secundário, nas articulações do movimento. Não era, portanto, seu principal líder, o cabeça do grupo.

O inventário de seu patrimônio também revela que Tiradentes possuía vestuário e mobílias semelhantes aos utilizados pela aristocracia da época. Sabendo-se que isso era fator importante de distinção social, trata-se de mais um indício que aponta para o fato de que a Inconfidência Mineira, apesar de seu caráter anticolonial, visava construir um Estado independente, que garantisse o controle do espaço político e social aos grupos sociais representados em sua liderança.


Vitor Amorim de Angelo é historiador, mestre e doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente é pesquisador do Institut d'Études Politiques de Paris.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Rádio Iúna - Rádio Difusora de Comunicação Mundial da Capoeira

Rádio Difusora de Comunicação Mundial da Capoeira; Fundada em 21 de Outubro de 2012 em Barueri - SP

A Rádio Iúna é transmitida à todos os países do mundo, com mais de 6.780 ouvintes por dia.

Já são quase 5 anos de existência com muito trabalho e dedicação, com realização de grandes festivais musicais com premiação em dinheiro, Noticias do Brasil e do mundo, jornalismo, entretenimento e muito mais...

Você pode curtir a Rádio Iúna pelo site oficial (www.radioiuna.com), ou também pelo aplicativo oficial que você pode baixar gratuitamente na Google play, basta digitar o nome (Rádio Iúna).

E também pelas redes sociais.

Fonte: Rádio Iúna

sexta-feira, 10 de março de 2017

Capoeira Sem Mestre

Poucas coisas geram tanta polêmica no mundo da Capoeira como a palavra "Mestre".

A primeira pergunta que geralmente um capoeirista faz ao outro, curioso em saber quais conexões ambos têm em comum é: "Quem é seu mestre?", seguida de: "Ele foi formado por quem?" ou "Qual é o seu grupo?".

Entre os mestres é praticamente unânime o discurso sobre a necessidade de um capoeirista se formar dentro de uma escola ou grupo de Capoeira e a rejeição pelos capoeiristas "free-lancers", avulsos, mesmo que estes joguem, toquem e cantem muito bem. É natural, portanto, que o próprio título "Capoeira sem Mestre" provoque em muitos um incômodo, pois a noção de pertencimento na Capoeira está muito associada ao fazer parte e ser aceito numa comunidade que compartilha valores comuns.

Não pretendemos entrar no mérito sobre o que dá autoridade para que qualquer um se julgue no direito de dizer se o outro é mais ou menos legítimo por ter ou não mestre. Isso é assunto para outro texto. Neste aqui vamos discorrer simplesmente sobre um fenômeno que existe, um fato real e inexorável: existe Capoeira sem Mestre. Existe há muito tempo e sempre vai existir.

Leia o restante desta postagem na fonte abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

II Formação Continuada de Capoeira

Nesta edição, o tema central será a musicalidade na Capoeira: estratégias de ensino, ritualística e construção de instrumentos. Haverá oficinas, atividade com Instituto Tambor e roda de saberes.

II Formação Continuada de Capoeira é um evento de formação, capacitação e atualização. Destina-se a profissionais e praticantes de Capoeira que buscam continuamente melhorar sua prática de ensino para poderem auxiliar na transformação dos praticantes, através do ensino empoderador e atualizado. O tema Musicalidade da Capoeira na Aquisição de Bem-Estar e Qualidade de Vida será abordado por Mestres renomados, aptos para contribuir com a melhora de sua percepção deste artifício tão importante durante a prática da Capoeira.

Programa

Sábado – 11/03/2017


9:00 – 12:00 – Workshop: Professora Ana Paula Guimarães
Técnicas Vocais: Ferramentas para o ensino e melhora da Musicalidade da Capoeira.
(Aquecimento, respiração, ritmo, afinação e possibilidades do canto coral).
12:00 – 13:30 – Almoço – (Haverá almoço no restaurante do CEPEUSP, não incluído no valor da inscrição)
13:30 – 16:00 – Aula: Mestre Piter – Grupo Ninga-SP e participação do Mestre Moraes.
A Orquestra de Berimbaus do Nzinga: Estratégias diferentes de ensino da musicalidade às novas e antigas gerações de alunos.
(Explorando Ritmos e variações).
16:00 – 16:30 – Coffee Break
16:30 – 17:30 – Oficina de Instrumentos: Mestre Artesão Luiz Poeira – Instituto Tambor-SP
O Processo de Construção dos Instrumentos de Capoeira e o Trabalho e Importância do Artesão em nossa Arte.
17:30 – 20:00 – Curso: Mestre Moraes – Grupo de Capoeira Angola Pelourinho-Salvador-BA e participação do Mestre Piter.
Ritualística e Fundamento da Musicalidade na Capoeira Angola.

Domingo – 12/03/2017

8:00 – 13:00 – Oficinas Simultâneas:
Contra Mestre Rafael Dia Lemba – Mbuntu-SP;
Capoeira e Musicalidade: O Antigo através da Visão da Nova Geração.
Professor Caverna – Escola de Capoeira Regional Filhos de Bimba/Fundação Mestre Bimba -SP (Discípulo de Mestre Nenel, Filho do Mestre Bimba);
Ritualística e Fundamento da Musicalidade na Capoeira Regional Tradicional: Ensino da Musicalidade na Regional de Mestre Bimba.
Minhoca – Casa Mestre Ananias
A Musicalidade e Linguagem Antiga e Popular da Capoeira: De Cachoeira-BA à Praça da República-SP – Viva Mestre Ananias!

8:00 – 9:30 – Oficina 1
Turma A – CM Rafael
Turma B – Prof Caverna
Turma C – Minhoca

9:30 – 11:00 – Oficina 2
Turma A – Minhoca
Turma B – CM Rafael
Turma C – Prof Caverna

11:00 – 12:30 – Oficina 3
Turma A – Prof Caverna
Turma B – Minhoca
Turma C – CM Rafael e M Pernalonga

12:30 – 14:00 – Almoço
14:00 – 15:30 – Roda de Saberes: O Canto e a Musicalidade na Visão do Mestre Pernalonga.
15:30 – 17:30 – Roda de Capoeira e Encerramento: Sob Comando do Mestre Pernalonga e dos Convidados.

Obrigatório trazer instrumento de Capoeira para participar dos Cursos. Instrumentos podem ser adquiridos com os artesãos/participantes do Evento (desde que solicitado com antecipação).



Apoio Cultural Instituto Tambor

Taxas


Inscrições:

24/01/2017 a 15/02/2017 16/02/2017 a 25/02/2017 26/02/2017 a 04/03/2017
Geral R$ 84,00 R$ 102,00 R$ 120,00
Comunidade USP R$ 63,00 R$ 76,00 R$ 90,00
Estudantes/ Terceira Idade R$ 42,00 R$ 51,00 R$ 60,00

Currículos dos Palestrantes

Dados do Evento:

Período de Inscrições Comunidade USP:
24/01/2017 a 04/03/2017

Período de Inscrições Comunidade Externa:
24/01/2017 a 04/03/2017

Período do Evento:
11/03/2017 a 12/03/2017

Turmas do Evento:

Horário/Turma 1

Sexo: Masculino e Feminino
Dias da Semana: Sabado / Domingo
Horário: 09:00 às 18:00
Professor(a): Womualy Gonzaga dos Santos
Local: Multifuncional (antigo NURI) Sala 1 - Estádio Sala 2- Estádio Praça Ayrton Senna - Prodhe
Vagas: 100
Idade Mínima: 16

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES E INSCRIÇÃO NO LINK ABAIXO...

Fonte: CEPEUSP

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

As Chamadas ou Passo a Dois

ALGUMAS COISAS NA CAPOEIRA, SÃO VISTAS COMO FUNDAMENTO.

MAIS NA VERDADE SÃO NORMAS OU PROCEDIMENTOS INTERNOS E/OU PESSOAIS, QUE TAMBÉM DEVEM SER RESPEITADOS.

SENÃO VEJAMOS : SEMANA PASSADA FUI QUESTIONADO SOBRE O SEGUINTE.

SE ALGUÉM QUE NÃO É MESTRE, ESTIVER JOGANDO COM UM MESTRE.

DURANTE O JOGO PODE FAZER UMA CHAMADA PARA O MESTRE ?

A CHAMADA OU PASSO A DOIS ESTA INCLUÍDA EM UM JOGO SENDO UMA DAS CARACTERÍSTICA DA CAPOEIRA ANGOLA. PORTANTO SE ALGUÉM ESTA JOGANDO COM UM MESTRE É POR TER CONDIÇÕES DE ALI ESTAR… E SENDO A CHAMADA PARTE DO JOGO, LOGICO QUE PODE CHAMAR O MESTRE SIM.

QUANDO EU AINDA NÃO ERA MESTRE E ALGUM MESTRE ME DAVA A HONRA DE JOGAR COM ELE, ESTE DE UM CERTO MODO, ME INCENTIVAVA A TAMBÉM FAZER A CHAMADA.

POIS SE EU SOMENTE FOSSE CHAMADO NÃO APRENDERIA A MANEIRA CORRETA DE CHAMAR.

POIS O MESTRE ATENDENDO A CHAMADA, ESTARIA TAMBÉM ME ENSINANDO COMO EU ATENDER DE MANEIRA CORRETA E SEGURA..

POREM SE ALGUM MESTRE OU NÚCLEO DE CAPOEIRA DIZ QUE SOMENTE O MESTRE DEVE FAZER A CHAMADA É UM PROCEDIMENTO E NÃO UM FUNDAMENTO.

QUE TAMBÉM DEVE SER RESPEITADO POIS CADA UM MANDA EM SUA CASA, ONDE DITA SUAS NORMAS E PROCEDIMENTOS!

Mestre Geni

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Ao Pé do Berimbau

AO AGACHARMOS AO PÉ DO BERIMBAU, JÁ COMEÇOU O JOGO !
Desabafo de Mestre Geni:

ALI ACONTEÇE TUDO, CONCENTRAÇĀO, CANTICOS, DESAFIOS, LOUVAÇÕES, ESTUDO, MANHA, MALÍCIA, MANDINGA, ENERGIA, AXÉ E MUITO MAIS…

PRINCÍPIOS, FUNDAMENTOS E TRADIÇÕES QUE VEEM SE PERDENDO AO LONGO DOS ANOS!

HOJE EM DIA, ABAIXA-SE AO PÉ DO BERIMBAU, POR ABAIXAR, ONDE SE FAZ ATÉ FILA E ALGUNS SENTAM AO CHĀO, NUM ATO DESRESPEITOSO E DESCABIDO !

CHORA BERIMBAU CHORA QUE NOSSAS TRADIÇÕES E FUNDAMENTOS TĀO INDO EMBORA!!!

Mestre Geni.

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A Guerreira Maria Felipa (Maria 12 Homens)

Maria Felipa de Oliveira viveu na Bahia no século XIX e teve um importante papel na Guerra da Independência, que ocorreu entre 1822 e 1824, para reafirmar a independência proclamada em 7 de setembro de 1822, até que esta fosse reconhecida por Portugal.

Na Bahia, assim como nas províncias de Cisplatina (onde atualmente é o Uruguai), Piauí, Maranhão e Grão-Pará, devido à concentração estratégica de tropas do Exército Português, as lutas foram mais acirradas. Quando a tropa portuguesa comandada pelo General Madeira de Melo tentou invadir a Ilha de Itaparica para controlar a guerra a partir da Bahia de Todos os Santos, Maria Felipa liderava as vedetas (vigias) da praia, um grupo de 40 mulheres que entrou no acampamento do exército português, atacou os guardas com galhos de cansansão, uma planta que provoca sensação de queimadura ao toque com a pele, e puseram fogo em 42 embarcações, promovendo baixas no exército.

Além de guerreira, Maria Felipa também atuou na gerra como enfermeira, socorrendo feridos, além de trazer para a resistência em Itaparica informações da guerra obtidas nas rodas de capoeira do Cais Dourado, para onde ia remando sua canoa.

Há quem acredite que Maria Felipa seja a identidade verdadeira de Maria Doze Homens, que ganhou este apelido após deixar doze homens no chão, porém não existe confirmação a respeito e há ainda outras versões, em uma das quais Maria Doze Homens teria sido companheira de Besouro Mangangá.

O atestado de óbito datado de 04 de janeiro de 1873, confirma que Maria Felipa sobreviveu à guerra e continuou levando sua vida na ilha por muitos anos, porém de seu nascimento nada se sabe.

A heroína foi retratada na obra de Ubaldo Osório, A ilha de Itaparica, e no romance Sargento Pedro, do escritor baiano Xavier Marques, onde são são contatos vários feitos atribuídos à capoeirista.

Fontes:
Capoeira Sou Eu
Conversa de Menina
Overmundo
Passeiweb
Wikipédia

Neila Vasconcelos - Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Vem aí: Red Bull Paranauê

Conheça o evento que vai contemplar a capoeira e coroar o capoeirista mais completo do mundo
Capoeira © Romina Amato/Red Bull Content Pool
Ao longo dos séculos, a capoeira foi se transformando e hoje conhecemos três principais estilos direcionados por grandes mestres: Angola, Regional e Contemporânea. Milhares de capoeiristas ao redor do mundo se especializaram em cada estilo e o Red Bull Paranauê quer achar o capoeirista mais completo, aquele capaz de jogar e passear pelos principais segmentos de Capoeira.



Conheça o conceito


Vamos resgatar e manter vivo os ensinamentos de grandes mestres como Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre João Grande e tantos outros, unindo a todos em torno de uma grande contemplação ao esporte, que acontece no dia 28 de janeiro, em Salvador (BA).

Com a ajuda das maiores referências da Capoeira como Mestre João Grande (Angola), Mestre Nenel (Regional), Mestre Lua Rasta, o cineasta e pesquisador Jair Moura, Mestre Sabiá e tantos outros vamos homenagear o esporte com uma semana de atividades na cidade, com aulas e palestras gratuitas que resgatam a essência da capoeira. Fique ligado por aqui para saber tudo que vai rolar na semana do evento!


Toques do Red Bull Paranauê 2017

Esta primeira edição do evento focará em três Toques de Capoeira, cada um representando um estilo:

  • Toque São Bento Grande de Regional – Capoeira Contemporânea
  • Toque Jogo de Dentro – Capoeira Angola
  • Toque de Iúna – Capoeira Regional

Por exemplo, no toque de Iúna, criado pelo Mestre Bimba, deve-se obrigatoriamente executar o movimento de Balão-Cinturado. Para esse toque não há canto, nem puxada de palma. Como foi um toque criado para jogar apenas Mestres e Contra-Mestres, os alunos devem pedir permissão ao seu Mestre ou aos Mestres da roda para poder jogar.


Sorteio e Dinâmica

Ao subir no palco do evento, cada capoeirista irá sortear um toque e ambos devem jogar os 2 toques retirados (40 segundos para cada toque). Ao finalizar o jogo, os seis Mestres Jurados devem apontar o vencedor.


Os Mestres Jurados

  • Mestre Nenel e Mestre Itapuã representando a capoeira Regional.
  • Mestre Jogo de Dentro e Mestre Lua Rasta representando a capoeira Angola.
  • Mestre Paulinho Sabiá e Mestre Capixaba representando a capoeira Contemporânea.

Além disso, duas grandes personalidades da Capoeira estarão presentes como membros honorários desse primeiro evento:

  • Mestre João Grande
  • Historiador Jair Moura



Jogadores

Dezesseis capoeiristas selecionados em quatro seletivas que antecedem ao evento, mais uma vaga que foi destinada ao vencedor do evento VMV Barcelona (que ocorreu em Março de 2016, onde o ganhador foi o Capoeirista Chipa, da Calofórinia)

  • Seletiva Rio de Janeiro (2 Vagas)
  • Seletiva São Paulo (2 Vagas)
  • Seletiva Bahia (7 Vagas)
  • Seletiva Mundo (4 Vagas)
  • Vencedor do VMV Barcelona 2016 (Chipa – Califórnia/USA)

Todo capoeirista pode participar se inscrevendo em uma das seletivas que acontecem em três cidades do Brasil. A faixa etária é a partir de 18 anos e não há restrição de gêneros. Será permitido a participação de todos os Capoeiristas exceto Mestres.

Para se inscrever o Capoeirista deve enviar um e-mail para uma das seletivas que deseja participar contendo Nome Completo, Nome do Seu Mestre e Telefone com DDD. Corra, pois as seletivas terão vagas limitadas!


Inscreva-se para as seletivas

Seletiva Rio de Janeiro
12 de Janeiro 2017
Local: à definir
Horário: 18:00
E-mail para inscrição: paranaue.rio@redbull.com.br

Seletiva São Paulo
13 de Janeiro 2017
Local: Red Bull Station – Praça da Bandeira, 137, Centro – São Paulo/SP
Horário: 18:00
E-mail para inscrição: paranaue.sp@redbull.com.br

Seletiva Bahia
26 de Janeiro 2017
Local: Praça atrás do Projeto Mandinga - Rua das Laranjeiras, 27, Pelourinho – Salvador/BA
Horário: 16:00
E-mail para inscrição: paranaue.bahia@redbull.com.br

Seletiva Mundo (para capoeiristas de fora do Brasil)
26 de Janeiro 2017
Local: Praça atrás do Projeto Mandinga – Rua das Laranjeiras, 27, Pelourinho – Salvador/BA
Horário: 16:00
E-mail para inscrição: paranaue.bahia@redbull.com.br

Fonte: RedBull.com.br
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...