sexta-feira, 6 de junho de 2014

O Surpreendente João Pequeno

O mestre João Pequeno de Pastinha é mesmo uma figura fantástica, é um desses representantes da nossa cultura popular que merece ser imortalizado na galeria dos grandes personagens do povo brasileiro.
..."Nesses quinze anos de convivência com João Pequeno, tenho aprendido as lições mais profundas de humanidade. Esse homem de poucas palavras, mas de muita inspiração, está sempre a nos ensinar, de várias formas, jeitos e maneiras, até mesmo quando está calado. Quem tem luz própria não precisa dizer mesmo muita coisa. Aí vai uma dica pra muitos mestres da atualidade que falam, falam, falam..."

Continuem lendo um pouco mais da história desse grande Mestre na fonte abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Capoeira e Arte

"A capoeira como expressão da cultura afro-brasileira é considerada por muitos também como arte. Uma manifestação que reúne tantos elementos estéticos como a música, as artes do corpo (dança, expressão corporal, acrobacia, etc…), a teatralidade, o artesanato, a pantomima entre outros, sem dúvida nenhuma reúne características suficientes para ser considerada uma atividade artística."

Leia o restante da crônica na fonte abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 23 de maio de 2014

TIRIRICA: A "capoeira de São Paulo"

Uma velha discussão que parece não ter fim, é aquela eterna disputa sobre a origem da capoeira: os baianos juram que foi na Bahia, os cariocas esbravejam dizendo que foi no Rio de Janeiro, os pernambucanos por sua vez, não querem nem discussão: a capoeira é pernambucana, visse !!!
Eu, pessoalmente, prefiro não entrar nessa briga e dizer que a capoeira, assim como o samba e outras manifestações da cultura afro-brasileira, não tem certidão de nascimento. Elas surgem em vários lugares e regiões do país, tomando formas variadas e até conhecidas por nomes diversos. Podemos até dizer que onde quer que o negro africano tenha chegado, ali se organizou algum movimento cultural para se lembrar de sua terra natal, através da dança, da música, do tambor, dos rituais. Assim surgiu a maioria das manifestações culturais da nossa cultura popular de origem afro-brasileira, em vários locais e épocas diferentes. A capoeira é brasileira…e ponto final !!!

Leiam o restante desta história na fonte abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Mestre Bigodinho: capoeira não se faz, se joga!

"Mestre Bigodinho, batizado como Reinaldo Santana, nasceu em Conceição de Feira, no ano de 1933, mas foi no Acupe – distrito de Santo Amaro que se criou em meio a efervescência cultural do Recôncavo, onde também teve as primeiras lições na capoeiragem. Já rapaz, se mudou em 1950 para Salvador, onde logo conheceu Auvelino, Mestre de Berimbau que o acolheu e ensinou os segredos da arte desse instrumento, que acabou tornando mestre Bigodinho famoso."

Leia mais na fonte abaixo...

Portal Capoeira

sexta-feira, 9 de maio de 2014

MS: Câmara aprova por unanimidade Projeto que cria a “Semana da Capoeira”

Projeto é de autoria do Vereador Marcelo Maurão (PSD)
foto: Thiago Moraes
A Câmara Municipal aprovou ontem por unanimidade, em primeira votação, o Projeto de Lei nº 29, de autoria do vereador Marcelo Mourão (PSD), que institui e inclui no calendário oficial de eventos do município a “Semana da Capoeira”, a ser comemorada anualmente na semana que coincidir com o dia 03 de agosto, Dia Nacional da Capoeira. O Projeto aprovado estabelece que na “Semana da Capoeira” serão realizadas atividades com o objetivo de oferecer a integração cultural entre a comunidade, praticantes e simpatizantes do esporte.

“Atualmente, a Capoeira, que é considerada um esporte genuinamente brasileiro, é praticada em diversos países e apresenta grande poder de inclusão social, o que é facilmente percebido através do interesse de crianças, jovens e adultos, de ambos os sexos, à sua prática”, assinalou Marcelo Mourão, lembrando que em Dourados existem diversos grupos que além da prática esportiva em si desenvolvem um importante trabalho social, como a capoterapia, destinada a idosos. “As atividades que serão desenvolvidas em locais públicos, escolas e entidades durante a  “Semana da Capoeira” darão visibilidade a esse esporte, que reúne em sua prática elementos culturais, musicais e folclóricos e inclusive foi tombado como Patrimônio Imaterial do país pela Ministério da Cultura”, avaliou o parlamentar do PSD.

O Projeto deverá passar por uma 2° votação e, como é praxe nos Projetos aprovados na primeira votação, ser aprovado e enviado à sanção do prefeito Murilo Zauith (PSB).

Jornal Agora MS

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Jinongonongo (Enigmas)

Tu aí ô pretinho? Adivinha essa?
Tradicional jogo de adivinhação angolano.

Nongo (plural = jinongo),ou nongonongo (plural = jinongonongo), significa enigma, adivinhação, proposição segundo Chatelain.
Porém Rosário Marcelino, em seu livro "Jisabhu-Contos Tradicionais" questiona as definições de Jisabu, Jinongonongo e Misoso
Segundo este escritor, Misoso é o plural de Musoso, e representa o conjunto de adivinhas, e Jisabhu o conjunto de contos (ficção), fábulas, provérbios, adágios; sendo Jinongonongo, uma variante da língua kimbundu que tem o mesmo significado que Misoso. Diz-se (segundo o autor Rosário Marcelino) Misoso nas províncias de Kwanza-Norte e Malanje; Jinongonongo, nas províncias de Luanda a Bengo (anteriormente constituíam uma só província).
Ainda segundo a escrita de "Jisabhu" com "H" entre "B" e "U", justifica da seguinte forma:
"A sílaba "BU" de jisabhu, não cai abruptamente; daí a razão pela qual se lhe antepões o "H". É, portanto uma sílaba semi-aspirada, o que lhe dá um valor fonético aproximado ao "V".

Os enigmas servem unicamente de passa-tempo do povo, diferentemente dos provérbios e de alguns contos que encerram uma mensagem de cunho moral.
Seu registro possui grande valor, pois a partir do seu conhecimento travamos contato com a língua na forma mais genuína e espontânea.
Os jinongonongo que poderão ler aqui, encontram-se na gramática de Heli Chatelain.

Assim começam os jinongonongo (segundo Cordeiro da Matta, quando faz referencia a tradução do verbo kunonjoka, e segundo a descrição de Chatelain:

Quem propõe um nongonongo começa dizendo:

Nongonongo jami = que eu traduzo como: Meus enigmas, ou minhas adivinhas, ou minhas proposições(vide observações 1)

Os presentes respondem:
Nongojoka = Proponha a decifração do enigma (vide observações 2)

Se alguém souber a resposta, então diz, e em seguida, proporá outro nongonongo
Caso ninguém saiba a resposta, alguém dirá para aquele que propôs o enigma:

Sob'oio = Esse soba. (vide observações 3). Ou poderá ainda dizer:
Ngobana(ou nga ku bana) o soba = Dar-te-ei o soba.

Assim, depois que ninguém decifrou, aquele que propôs o enigma, revela a solução, e diz:

Soba iokute-kange (ou iokange) = O soba está amarrado, bem amarrado. (vide observações 4). Acrescenta ainda:
Kopo o ié (copo o teu); Kopo o iami (copo o meu); Kopo o iê (copo o seu)

Obeservações:
1-Aqui vemos que a oração encontra-se no plural e concluímos isso devido as regras de concordância (vide gramática). Jami está em concordância com Jinongonongo, que nesta frase está com seu prefixo de classe suprimido, escrevendo-se Nongonongo. Mesmo quando ocorre a supressão do prefixo de classe, a concordância permanece viva.

2- Nongojoka, nada mais é que o verbo Kunongojoka (-nongojoka), cuja definição é: propor a decifração de um enigma. Aqui está colocado no imperativo, e traduzimos como "proponha a decifração do enigma".

3-No dicionário de Cordeiro da Matta, temos soba = régulo, potentado, e também como sendo palavra que o proponente de enigmas (jinongonongo) exige que lhe deem (Ngi bane soba); os circunstantes que não souberem decifrar qualquer enigma que ele propuser.
Poderiamos traduzir a frase ngi bane soba, como "dá-me soba".
Nogbana ou nga ku bana o soba, traduzido como dar-te-ei o soba, ou seja dar-te-ei o "título" de soba, (foi o que conclui) sendo considerado soba(rei) neste passa-tempo, aquele que propôs um enigma que ninguém conseguiu decifrar. Assim é que também dizem Soba ioio = Esse soba, isto é, chamando de soba, aquele que propôs um enigma que ninguém decifrou.

4-Aqui vemos a presença de dois verbos que possuem significados semelhantes, e serve portanto para reforçar a ideia, e por isso da tradução dada por Heli Chatelain, como "Está amarrado, bem amarrado". Kukuta(-kuta) = amarrar, atar, ligar, agarrar
Kukanga (-kanga) = atar solidamente. Aqui, a definição dada por Heli Chatelain foi por isso "bem amarrado".

A seguir, uma sequencia de jinongonongo. O autor, faz várias referencias as regras gramaticais. Aqui deixo de fazer estas observações, mas pretendo com o tempo, ir trazendo as mesmas colocadas como exemplos nos tópicos específicos, ficando aqui somente com a tradução dada por ele. Colocamos a letra P como indicando a proposição, e R como a resposta.

1-P: Kamuxi mu sala, kubá
Pauzito na sala, cai.

R: Kirima kijila mvula.
A planta vem com a chuva.

2-P: Kianzu kia ngelu ku kixinji
Ninho de rato ao pé de toco.

R: Imbui kaluezê ku muzumbu.
O bocado não erra o beiço (boca).

3-P: Bu tari ria Bulutu buatu rieji.
Na rocha do Bruto raiou a lua.

R: Uande o nzoji kala kiri.
Sonhou o sonho como verdade.
*Bruto = Bom-Jesus, fazenda nas margens do rio Quanza.

4-P: Rizanga, ri abânga Tumba Ndala; kizúa ki abela-bu mbemba, rizanga riabuingina.
A lagoa que fez Tumba Ndala: um dia, que pousou nela a bemba, a lagoa secou.

R: Menia ma funji.
Água de infundi.

5-P: Rizanga, ri abânga Tumba Ndala: Jimbiji, jimbiji kiá, jene bu o muene. Uoso uia mu kuasa-bu, né imoxi ngó.
A lagoa, que fez Tumba Ndala: peixes, peixes já, eles estão lá mesmo. Todo(que) vai para fisgar nela, nem um só

R: Masa ma mbala (ou mas'a mbala)

6-P: Rizanga, ri abânga Tumba Ndala: riene ri ri tekel'ê.
A lagoa que fez Tumba Ndala: Ela mesma se enche.

R: Rikoko.
O coco.

7-P: Mborio ku rima ri xita
Pardal atrás de monturo.

R: Kiala ku rima ria mulembu.
Unha nas costas do dedo.

8-P: Matari maiari bu tabu.
Duas pedras no porto.

R: Mele maiari bu tulu.
Duas mamas no peito.

9-P: Nginiungunuka ku rima ria mbondo, ngikuata o mutanii
Ando em roda atras do imbondeiro, pego a vara.

R: Manii enu uafu, u ri kuata mukondo.
A vossa mãe morreu, tu te pões as mãos nos ombros (atitude pensativa, postura de quem está triste ou tem frio).

10-P: Zá riabu, ndé riabu
Vem diabo, vai diabo.

R: Ribitu.
A porta.

11-P: Kisekele moxi a funda, uaiá
Areia dentro de funda, cai.

R: Mbua iaxiki o m'piopio, mu ngongo mariuanu.
Cão que tocou assobio, no mundo admiração.

Fonte: XPG Jinongonongo

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A Sabedoria do Povo do Brasil

"A capoeira é sabedoria do povo do Brasil." É assim que o mestre Angoleiro (Prof. J. Bamberg), discípulo do mestre Bimba, conta como ele definia a capoeira. Hoje em dia, o mestre também tem se incomodado muito com as "novas tradições" da capoeira... Uma figura e tanto!!

Leia o restante na fonte abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Da Espiral à Roda

"Nas redes sociais tenho visto com frequência publicações alusivas a uma nostalgia dos anos 80 (sim, esses que foram considerados pirosos!) acerca dos brinquedos, das brincadeiras, dos desenhos animados… o brincar na rua !!! Ah, que saudades! E tem-se falado sobre como as crianças crescidas nesses tempos estariam mais bem preparadas para enfrentar obstáculos ao longo da vida do que possivelmente estarão as crianças que hoje em dia primam pela tecnologia e pelo isolamento mais do que pela criatividade e o vínculo social."

Leiam o restante da postagem na fonte abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Capoeira como Atividade de Reabilitação nos Presídios

Faltam mais de 250 mil vagas para presos no Brasil
Esse problema não é exclusivo de penitenciárias. Muitas delegacias também sofrem com a falta de espaço e o excesso de presos.

A segunda parte da série Prisões Brasileiras – Um Retrato sem Retoques, do Repórter Brasil, da TV Brasil, mostra hoje (25) um grande número de pessoas em espaços muito pequenos. A superpopulação carcerária é um problema encontrado em todo o país. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, o déficit de vagas no sistema penitenciário brasileiro chega a 256 mil.

Leia o restante na fonte abaixo...

Fonte: Portal Capoeira
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