sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Feliz Natal...

Charge do Mestre Cartunista Redi
Venho agradecer o apoio de todos os visitantes.

Estamos chegando ao final de 2014!

FELIZ NATAL À TODOS!!!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Importância do Transe Capoeirano no Jogo de Capoeira da Bahia


CONSIDERAÇÕES GERAIS

Há muitos anos, cerca de 40, venho comparando o comportamento dos capoeiristas durante o jogo de capoeira da Bahia e suas atividades habituais.
O convívio com os praticantes das artes marciais orientais, do espiritismo, do candomblé; o estudo do hipnotismo, do ioga, da parapsicologia, da fisiopatologia do sono, dos estados modificados de consciência e a prática da meditação nos permitiram analisar o comportamento e o potencial do ser humano em diversas estágios de consciência.

Leiam o restante deste interessante texto de Mestre Decânio na fonte abaixo...

Fonte: Capoeira da Bahia

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Roda de Capoeira: Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

Na quarta-feira (26) de Novembro, a Roda de Capoeira foi registrada como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. O registro foi aprovado durante a 9ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda realizada em Paris. Além da roda de capoeira, já foram reconhecidos pela instituição como patrimônio mundial o Samba de roda do Recôncavo Baiano, a arte Kusiwa (pintura corporal indígena), o Frevo pernambucano e o Círio de Nazaré. Espaço de convivência caracterizado por seu ritual, é na circularidade da roda que as vivências da capoeira se materializam e onde os saberes são transmitidos. Para saber mais sobre o registro, acesse o material produzido pelo Iphan AQUI e ouça os áudios da sessão AQUI e AQUI.

Salve os nossos ancestrais e os antigos mestres, guardiões da nossa cultura. Axé camaradas!

Fonte: Biblioteca da Capoeira

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

N'Golo ou Dança da Zebra

A Dança da zebra ou N'Golo de origem do povo "Mucope" do sul da Angola, que ocorria durante a "Efundula" (festa da puberdade), onde os adolescentes formam uma roda; com uma dupla ao cetro desferindo coices e cabeçadas um no outro, até que um era derrubado no solo, essa luta é oriunda das observações dos negros, dos machos das zebras nas disputas das fêmeas, no período do cio, onde os machos lutam com mordidas, cabeçadas e coices. Com a "revolta dos Malês", na Bahia, formada pelos Negros Malês em 25 de fevereiro de 1835 que foi reprimida pelos Portugueses, que castigaram mutilando os lideres, e enviou um navio para África e outro dos rebeldes para a América Central. Em Cuba e Martinica os malês fundiram com a dos navios e negros dos canaviais dando origem ao "Mani", em cuba e "Ladva", em Martinica. O N'Golo levado pelos angolanos para palmares fundiu-se com a Maraná surgindo a Capoeira. Fomos missionários na Angola junto ao povo Mucope onde tivemos o privilégio de assistir uma dessas manifestações culturais, a "dança do N'Golo", e não tem nenhuma aparência com a Capoeira chamada Angola.
Cartas do Jesuíta Antonio Gonçalves para os superiores de Lisboa, em 1735, descreve um luta que os índios praticavam antes de qualquer conflito, em forma de roda dois a dois usando os braços, pernas, cotoveladas, joelhadas, e usando todo corpo como armas (convento de Santo Inácio de Loyola, anais das missões no Brasil. Tomo III pág. 128).
O escritor Holandês Gaspar Barleus descreve no livro "Rerum Per Octenium in Brasília-1647, a luta dos índios tupis praticada no litoral brasileiro" chamado de maraná, luta de guerra, só existem dois exemplares, um no EUA e outro no Brasil.
O cronista alemão Johann Nieuhoff descreve em seu livro "Crônicas do Brasil Holandês" 1670, a luta do maraná assim com descreve em baixo:

Maraná a Dança da Guerra

As cartas do escrivão Francis Patris, que acompanhava o cortejo do príncipe Maurício de Nassau durante a invasão Holandesa, descreve entre muitos obstáculos para a ocupação do território brasileiro a resistência dos Habitantes do Brasil.
Negros comandados por Henrique Dias, portugueses por Vidal de Negreiros, Índios Potiguares comandados por Felipe Camarão, o "Ìndio Poti". Esses índios usavam durante o confronto, alem de flechas borduna, lanças e tacapes, os pés e as mãos desferindo golpes mortais, destacando-se por sua valentia e ferocidade.
Pertencia a cultura potiguara a dança e guerra Maraná, que avaliava o nível de valentia. Em círculos, os guerreiros com perneiras de conchas compunham um compasso ao bater com os pés e as mãos, invocando seus antepassados, acompanhado de atabaques de troncos com pele de Anta, chocalhos e marimbas, em quanto que dois guerreiros se confrontavam ao centro com golpes de pernas, cotoveladas e movimentos que imitavam os animais.

Quilombo dos Palmares

A maior resistência socioeconômica e política da história do Brasil, quase cem anos lutando pelo direito a vida e a liberdade, na Serra da Barriga, em Pernambuco hoje Estado da Alagoas. Em 1650, um grupo de escravos se rebelou no engenho de Pianco, Capitania de Pernambuco, liderada pelo Príncipe Negro Angolano "Zumba" que os conduziu para o Alto da Serra da Barriga, onde ficava a aldeia de nação Potiguar "Palmares", liderada pelo cacique Canindé e a Xamã Akutirene. A velha feiticeira previu que certo dia surgiria de grande rio um grande Rei que imortalizaria Palmares. Com sua grande liderança foi eleito Rei "Ganga" de Palmares. Dentro de poucos anos a população negra passou 70%, dos principais quilombos, que ao todo foram oito (Amaro, Akutirene, Macaco, Aqualtene, Danbraga, Subupira, Adalaquituxe), 25% de Índios e 5% de Portugueses Brancos foragidos (Mestiços, portugueses, Franceses e Espanhóis). Toda essa miscigenação racial criou uma nova cultura étnica, religiosa, dialeto, capoeira, culinária, relações, culturais onde a terra era patrimônio de todos e as decisões de Ganga eram decididas pelo concílio dos anciões Zama, que representava os patriarcas de cada família. Palmares foi a maior república socialista de América, formava um arco-íris racial do povo Brasileiro (Negros, Mamelucos, Índios, Cafuzos, Sararás, Mulatos e Brancos e etc.) nessa sociedade surgiu à capoeira com a fusão das culturas negras, indígenas e brancas. O negro contribuiu com o N'Golo, a ginga, mandinga, com seus instrumentais, pandeiro quadrado, atabaque Islâmico, agogô e mais tarde o berimbau (urocongo). Os Índios com as marimbas, xererê, atabaque de tronco oco e pele de anta, com movimentos que imitavam os animais.
Ouviu-se falar de capoeira pela primeira vez durante as invasões holandesas, em 1624, quando os índios, e Negros escravos, (as duas primeiras vitimas da colonização). Aproveitando-se da confusão gerada, fugiram para as matas, aumentando o contingente do Quilombos dos palmares onde o primeiro rei "ganga" Chamava-se Zumba; Salientamos que o primeiro Quilombo registrado foi em Pernambuco (Cumbi) no ano de 1558.
Em 1678 foi Registrado a chegada de Ganga Zumba, Rei dos Palmares, ao Recife; onde foi recebido pelo então Governador Souza de Castro. Por várias vezes Ganga-Zumba com seus Guerreiros Maus vestidos chegaram a Recife, convidado pelo Governo de Pernambuco a respeito de muitos Escravos fugirem para Os Quilombos, deixando grandes prejuízos para os Fazendeiros, que precisavam da monocultura Escrava; do acordo firmado entre Zumba e o Governo Constituinte, nada foi cumprido por parte do poder Constituído. Também durante uma dessas visitas Ganga-Zumba foi envenenado Pelos seus Próprios Colaboradores manipulados pelo Governo Pernambucano. Zumbi: Assumindo o comando o Guerreiro Zumbi que quando criança havia sido raptado por Bandeirantes ou Caçadores de Escravos e criado por um Padre em Recife, que aos 15 anos já era coroinha, e aos 25 anos fugiu para os Quilombos dos Palmares ficando no lugar de Ganga-Zumba mais foi morto no dia 20 de Novembro de 1695 pelo perverso Domingos Jorge Velho, a sua cabeça foi colocada em sal e enfiada em um poste na frente da Igreja do Carmo para mostrar a seus seguidores que seu defensor havia sido vencido, hoje existe o monumento do mesmo, e a data de sua morte é comemorada o dia da Consciência Negra, Segundo a Lenda Zumbi era um nato lutador de capoeira. O Reinado de Zumbi Durou 14 anos.
A Capoeira é Considerada a Arte Marcial Brasileira pelo motivo de ser utilizada de muita forma como as Maltas, Guerra do Paraguai, Revoltas dos Mercenários, nas escaramuças entre monarquia e republicanos, Guerra das Tabocas, Mascates, Guardas costas de José do Patrocínio e Dom Pedro I, Canudos, Farrapos, Primeira e segunda Guerra Mundial, etc...

A Fusão

Com base no nome capoeira ser de origem tupi-guarani, (mato ralo que foi cortado) e que toda cultura Africana tem os seus nomes em idiomas africanos, como também as danças indígenas brasileiras são de forma de passadas idêntica a ginga da capoeira com "pé para frente e pé para traz". "As lutas africanas são movimentadas lateralmente ou em formas de pulos altos, e só viram de frente na hora de dar cabeçadas contra o peito do outro que desejam derrubar, acontece-lhes chocarem-se fortemente cabeça contra cabeça, o que faz com que a brincadeira não raro degenere em briga e que as facas entrem em jogo ensanguentando-a". - JOÃO MAURÍCIO RUGENDAS - "Viagem pitoresca através do Brasil" 1834 a 1839, Biblioteca Histórica Brasileira, Liv. Marins Editora. São Paulo, 1954. Pág. 197. Sem nenhuma identidade com a capoeira, o berimbau aparentar a forma de um arco e flecha muito usado pelos Indígenas. Salientando que os africanos nunca perderam sua identidade, nem seu dialeto sofreu nenhuma mudança.
Também Observando várias dúvidas dos folcloristas, pesquisadores e historiadores, tenho a certeza de que a Capoeira é a Fusão do N"Golo, trazida da África e o Maraná, existente no Brasil antes do Descobrimento, nascida nos Quilombos dos Palmares, Capitania Hereditária de Pernambuco. Aqui vão alguns exemplos: no livro "arte da gramática da língua mais usada na costa do Brasil" publicado em 1595 onde o padre José de Anchieta, cita que os índios Tupi-guarani, divertem-se jogando capoeira; Guilherme de Almeida, no livro música do Brasil, sustenta serem indígenas as raízes da capoeira; o Navegador Português Martins Afonso de Souza, observou tribos jogando capoeira. Um trabalho publicado pela Xerox do Brasil, o professor austríaco Gerhad Kubik, antropólogo e membro da associação mundial do folclore, e profundo conhecedor de assuntos africanos, diz estranhar que o brasileiro chame "Capoeira de Angola", quando ali não existe nada semelhante.
Conclusão: A capoeira é Afro-Brasileira, pelas provas documentadas de 1624 na Invasão Holandesa, e usada na fuga de Escravos Africanos para o Quilombo dos Palmares.
Esquinas "sem motivos manifestos" e "de assobios ou outro qualquer sinal" esses assobios eram obtidos com as pontas dos dedos mínimos colocados nos lábios (assobios grave, flautas de madeira) ambos praticados pelo meu Pai, Bianor de Oliveira (discípulo quando rapaz de Nicolau do poço), para chama, de longe, os filhos, utilizando tais recursos, os capoeiras avisavam-se uns aos outros, da proximidade da policia, sobre tudo tratava-se de cavalaria, que respeitavam. Ou valiam, simplesmente, como ordem de debandar, em caso de derrota eminente, em algum entrevero.
Antigos Valentes da Capoeiragem Recifense.
A nossa capital a largos anos passados era conhecida como terra dos "faquistas", ou Capoeiristas. Os desconhecidos perambulavam pelas nossas principais ruas, conduzindo armas ostensivamente e praticando crimes sem que houvesse para eles a menor punição, porque dispunham da proteção de certos chefes políticos, aos quais serviam de capangas, principalmente nas épocas de eleição. Não havia segurança de espécie nenhuma para o povo. A vida de um cidadão desaparecia de um momento para outro. Matava-se diariamente nesta cidade. Muitos eram assassinados por motivos frívolos. Estavam em evidencia os valentes: Hoje relatamos trechos da história de José do Nascimento da Silva, o capoeira Nascimento Grande, nascido no Recife em 24 de Dezembro de 1842 que foi entre os homens valentes daquela época, o mais respeitado e popular. O primeiro destes, já nos seus oitenta anos de idade, foi agredido na cidade de Vitória do Santo Antão por um grupo de Afamados (Brabos) constituído por Cosmo Pretinho, Apolônio da Capunga, Ascenço e Corre-Hoje e, num movimento de legitima defesa, fez tombar, atingido por uma bala na boca. Em toda vida de Nascimento Grande, podemos afirmar, foi a única vez que recorreu a arma de fogo, em virtude de sua idade avançada que não lhe permitiu a agilidade de sempre, pois com sua bengala afamada, fez correr inúmeros valentes, fazendo certa vez, cair por terra, o celebre Sabe-Tudo, num encontro que teve com este na antiga Pracinha, atualmente Praça da Independência.
Os pontos preferidos pelos perturbadores da ordem pública eram os bairros de Santo Antônio, São José e Afogados e o subúrbio da Torre, Madalena e Poço da panela.
A mais notável façanha de Nascimento Grande, o "brabo dos brabos", vem do tempo em que Barbosa Lima era governador de Pernambuco.
Havia a Cambôa do Carmo, uma mulata de estouro, chamada Luiza. Certo comendador, chefe de importante de firma comercial desta praça, era o forte dessa mulher. A mundana, não eram indiferentes a robustez e valentia de Nascimento. Ciente o comendador, do que se passava, todo cheio de seu poder monetário e suas relações políticas, foi-lhe fácil aliciar um soldado do antigo esquadrão de cavalaria, para que desse uma lição em Nascimento. O soldado foi além das ordens recebidas, preferindo matar Nascimento à aplicar-lhe uma sova (Surra), (para o que se sentiu pequeno).
Certo dia, em plena tarde, Nascimento demora à janela da casa de Luisa, quando o aliciado lhe desfecha dois tiros de (Comblaim,) sem resultado. As balas quebraram apenas as rotulas das janela. Perseguindo o agressor pelo agredido, foi por este alcançado além do Pátio do Carmo, no ingresso da rua de Santa Tereza. Desfez-se o soldado em lamuria, declarando que aquilo não era obra sua, mas do Comendador F... – Dá-lhe Nascimento uns safanões, mandando-o em paz.
Dia seguinte Nascimento monta em seu cavalo e foi até lingueta, ponto de reuniões dos expoentes comerciantes do Recife. Lobrigado Nascimento pelo comendador que ali se achava, dá este uma marcha para um banco que ficava à rua do comércio, onde Nascimento, à porta, dá umas boas cipoadas, montando depois serenamente em seu cavalo que o transportou até a rua cãs Cruzes, onde morava no 1º Andar, aquele tempo de numero 14, foi um escândalo da época. Poderosos intervieram para que Nascimento fosse afastado de Pernambuco, mas não conseguiram, o afastado voluntariamente foi o comendador, que não mais voltou em Recife, esta passagem da vida de Nascimento, só os Velhos do Recife estão no seu domínio. Não invocamos testemunhas para não melindrar raízes das velhas famílias importantes do Recife. Caso interessante da vida de Nascimento. Também possuía duas Bengalas, a primeira de castão de prata e madeira, a segunda um rústico cipó-pau. Da primeira fazia uso quando vestia o seu melhor traje – da segunda fazia de vagações noturnas.
Este fato é mais recente, deu-se no ano de 1902. Em Casa Forte havia um bilhar onde a noite se jogava Lasquinet. Tomavam parte neste jogo pessoas de distinção. Nascimento era parceiro para aquele Arrabalde, onde se dirigia sempre de trem de 6 e 32 da linha principal. Esta, certo dia, nesse viajava sentado num banco próximo à porta de um dos carros de 2ª classe. Parado e trem na Jaqueira, logo em seguida foi dado o sinal de partida. Já em movimento um forte Negro tentou alcança-lo com verdadeira imprudência. Seria vitima se não fora Nascimento com sua agilidade de felino e sua força segurando a vítima por um braço, já desequilibrado, sacudindo para dentro do trem, o Preto machucou-se um pouco. Nascimento se deixou ficar como se nada houvera, no seu lugar ocupado desde Recife. Passado um instante o Negro rompeu em impropérios contra nascimento, que nada lhe respondeu no curto trajeto da Jaqueira para o Parnamirim, o Preto disse mais desaforos a Nascimento que uma remeira sempre irritada poderia dizer num ano. Nascimento impassível. Parado o trem em Parnamirim. O Preto passou em sua frente depois de lhe dirigir uma expressão grosseiríssima – Salta Nascimento e aplica duais boas cipoadas no Preto e logo uma terceira, fez cair dentro da venda de Francisco de tal, bem em frente a Estação – grita sº Francisco: Nascimento não faça isso, a esta voz o Negro se levanta, e diz : - Eu não sabia que era Nascimento. Tudo isso aconteceu no instante, de vez que Nascimento ainda tomou o mesmo trem com destino à Casa Forte. Chegando a Falecer aos 94 anos em 1936, que Gilberto Freire por ocasião da morte deste Capoeira, reclamou ao governo sua Homenagem.
Bibliografia: Recife Sangrento. Trechos do Livro Inédito sobre História de capoeira no Recife do Século XIX, de Bernardo Alves. Câmara Cascudo. José Mariano. José Lins do Rego.
É nossa História

Fonte: Rabo de Arraia

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

ParanaUÊ, ParanaÊ, ParanaLÊ, afinal de contas qual é o correto?

Paraná significa "semelhante ao mar" ou "rio" na língua tupi.  A canção Paranauê (Paranauê, Paranauê, Paraná...), por exemplo, alude à liberdade que os escravos encontrariam para além do Rio Paraná, que está situado atualmente no território de Mato Grosso do Sul, onde não seriam perseguidos e caçados por capangas, feitores ou bandeirantes. Sendo assim, é uma homenagem ao Rio Paraná, já que este daria liberdade aos escravos que nele navegassem, uma esperança de liberdade. Então, os paranauê, seriam os refugiados além do Paraná. "Auê" seria uma espécie de saudação como, "Salve!". Assim creio que é mais uma homenagem ao Paraná (Rio). Em espanhol "río". Talvez existam músicas folclóricas em espanhol que incluam alguma terminação com "auê" (ou de origem indígena). A canção seria literalmente traduzida como: "Salve o Rio, Salve o Rio, Paraná". Paranauê não é uma palavra só, a canção "Paranauê" (nome da canção), fala sobre a liberdade que os escravos encontrariam além do Rio Paraná.

Fonte: Internet

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A Guerra do Paraguai

Em 1865 o Brasil, junto com a Argentina e o Uruguai, declarou guerra ao Paraguai. O exército brasileiro formou seus batalhões e, dentro destes, um imenso número de capoeiras. Muitos foram "recrutados" nas prisões; outros foram agarrados à força nas ruas do Rio e das outras províncias; aos escravos, foi prometida a liberdade no final do conflito.
Na própria marinha, o ramo mais aristocrático das Forças Armadas, destacou-se a presença dos capoeiras. Não entre a elite do oficialato, mas entre a "ralé" da marujada.

Marcílio Dias (o herói da Batalha do Riachuelo, embarcado no "Parnahyba") era rio-grandense e foi recrutado quando capoeirava à frente de uma banda de música. Sua mãe, uma velhinha alquebrada, rogou que não levassem seu filho; foi embalde, Marcílio partiu para a guerra e morreu legando um exemplo e seu nome. (Correio Paulistano, 17/6/1890)

Os capoeiras do Batalhão de Zuavos, especialistas em tomar as trincheiras inimigas na base da arma branca, fizeram misérias na Guerra do Paraguai.

Manuel Querino descreve-nos "o brilhante feito d'armas" levado a efeito pelas companhias de "Zuavos Baianos" no assalto ao forte Curuzu, quando os paraguaios foram debandados. Destacam-se dois capoeiras nos combates corpo-a-corpo: o alferes Cezario Alves da Costa - posteriormente condecorado com o hábito da Ordem do Cruzeiro pelo marechal Conde d'Eu -, e o alferes Antonio Francisco de Melo, também tripulante da já citada corveta "Parnahyba" que, entretanto, teve sua promoção retardada devido ao seu comportamento, observado pelo comandante de corpos: "O cadete Melo usava calça fofa, boné ou chapéu à banda pimpão e não dispensava o jeito arrevesado dos entendidos em mandinga". (REIS, L.V.S. Op.cit., 1997, p.55)

O 31º de Voluntários da Pátria - policiais da Corte do Rio de Janeiro com grande percentagem de capoeiras - também se destacou na batalha de Itororó: esgotadas as munições, "investiu contra os paraguaios com golpes de sabre e capoeiragem" (COSTA, Nelson in SOARES, op.cit., 1944, p.258).
Devido a estas ações de bravura e temeridade, começou a surgir dentro do Exército e da Marinha, de maneira velada e não-explícita, o mito que o capoeira seria o "guerreiro brasileiro".
Cinco anos depois, 1870, os sobreviventes da Guerra do Paraguai voltaram, agora transformados em "heróis", e flanavam soltos pelas ruas do Rio. Muitos engrossaram as fileiras das maltas cariocas e, não raro, pertenciam também à força policial.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Portugal deve pagar indenizações pela escravatura?

O capataz punindo o escravo, numa roça brasileira, retratado pelo francês Jean-Baptiste Debret
"Os países que escravizaram devem compensar os escravizados?" (Gilberto Gil, sugeriu a leitura através da sua página oficial do Facebook)

Os países que escravizaram devem compensar os escravizados? Há quem diga que sim e até aponte um valor para uma indemnização: 30 triliões de dólares vezes 10 mil. Há quem diga que não, porque isso seria voltar à menorização dos colonizados. Antes disso, Portugal deve debater o seu passado esclavagista, dizem historiadores.

Leiam essa interessantíssima postagem na fonte abaixo...

Fonte: Público Portugal
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