sexta-feira, 21 de abril de 2017

Inconfidência Mineira: Movimento foi resposta ao excesso de impostos


A Inconfidência Mineira, também chamada de Conjuração Mineira, foi a conspiração de uma pequena elite de Vila Rica - atual Ouro Preto (MG) -, ocorrida em 1789, contra o domínio português. Desse grupo, fizeram parte intelectuais, religiosos, militares e fazendeiros, dentre os quais estava o alferes Joaquim José da Silva Xavier, sempre lembrado como principal líder do movimento.

O motivo principal da Inconfidência foi a questão da derrama. Tratava-se de uma operação fiscal realizada pela Coroa portuguesa para cobrar os impostos atrasados. O chamado quinto, como o próprio nome já indica, correspondia à cobrança de 20% (1/5) sobre a quantidade de ouro extraído anualmente. Quando o quinto não era pago, os valores atrasados iam se acumulando. Então, a Metrópole podia lançar mão da "derrama" para cobrar esses impostos, utilizando-se até mesmo do confisco dos bens dos devedores.

Todos os líderes da Inconfidência estavam endividados com o Real Erário Português, motivo pelo qual, segundo especialistas, teriam sido motivados a se envolver na revolta contra a Metrópole. Emblemático, nesse sentido, foi o fato de a eclosão do movimento ter sido agendada justamente para o dia em que se esperava que o governador da Capitania de Minas Gerais, visconde de Barbacena, ordenasse a cobrança da derrama. Esperavam, com isso, ganhar o apoio da população à sua luta anticolonial.


Ideias Republicanas


Em geral, a Inconfidência Mineira sempre é apresentada como um movimento que, combatendo o domínio português e inspirada nas experiências revolucionárias da França e dos Estados Unidos, defendia a transformação do Brasil numa república. Não raro, associada a essa ideia, está a questão da igualdade social - o que seria uma influência direta dos exemplos das revoluções francesa e norte-americana.

Embora os inconfidentes falassem de república, é preciso ter em vista que o significado do termo naquele momento estava associado à sua viabilidade num pequeno território, como Minas Gerais, por exemplo - ou, quando muito, incluindo o Rio de Janeiro e São Paulo.

A ideia segundo a qual um movimento surgido em Vila Rica propunha a transformação do Brasil numa república é problemática, até mesmo quando pensamos sob o prisma da nacionalidade.

A proposta de criação de vários parlamentos - tida por alguns como prova incontestável de que se tratava de uma revolução republicana nacional - também pode ser questionada pela evidência de que o termo "parlamento", tal como "república", não tinha o mesmo significado que hoje. Isto é, não remetia à ideia das nossas atuais assembleias estaduais (o que poderia sugerir que a Inconfidência propunha parlamentos em diferentes regiões da república nacional que supostamente defendia), mas, sim, à das câmaras municipais. Quando falavam de república, portanto, referiam-se basicamente a Minas.

De outro lado, muito se fala da grande recepção que a conhecida obra de Montesquieu sobre revolução norte-americana teria tido entre os inconfidentes. Alguns, inclusive, possuíam o livro entre as obras de sua biblioteca particular. Mas, ao que tudo indica, o exemplo revolucionário dos Estados Unidos foi tomado em sua dimensão anticolonial, e não igualitarista. Vários líderes inconfidentes eram donos de escravos. E se a república fazia parte de suas propostas, o abolicionismo não.


Tiradentes, o Mártir


Tão controversa quanto o ideal republicano é a transformação de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, em mártir da Inconfidência Mineira.

É versão comum na historiografia a ideia segundo a qual Tiradentes teria sido o principal líder do movimento, o que explicaria a decisão da rainha de Portugal, d. Maria 1ª, de manter a pena de morte para Joaquim José da Silva Xavier ao invés de alterá-la, como fez em relação aos demais, para o banimento nas colônias portuguesas na África.

De fato, Tiradentes foi o único dentre os inconfidentes a assumir a participação na conspiração. Ato de coragem, sem dúvida, isso acabou encobrindo vários aspectos importantes, que afastam Joaquim José da Silva Xavier da figura de mártir construída no século 19, a partir da recuperação de seu exemplo pelos que defendiam a proclamação da República.

Há fortes indícios de que Tiradentes não ocupava senão um lugar marginal, secundário, nas articulações do movimento. Não era, portanto, seu principal líder, o cabeça do grupo.

O inventário de seu patrimônio também revela que Tiradentes possuía vestuário e mobílias semelhantes aos utilizados pela aristocracia da época. Sabendo-se que isso era fator importante de distinção social, trata-se de mais um indício que aponta para o fato de que a Inconfidência Mineira, apesar de seu caráter anticolonial, visava construir um Estado independente, que garantisse o controle do espaço político e social aos grupos sociais representados em sua liderança.


Vitor Amorim de Angelo é historiador, mestre e doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente é pesquisador do Institut d'Études Politiques de Paris.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Rádio Iúna - Rádio Difusora de Comunicação Mundial da Capoeira

Rádio Difusora de Comunicação Mundial da Capoeira; Fundada em 21 de Outubro de 2012 em Barueri - SP

A Rádio Iúna é transmitida à todos os países do mundo, com mais de 6.780 ouvintes por dia.

Já são quase 5 anos de existência com muito trabalho e dedicação, com realização de grandes festivais musicais com premiação em dinheiro, Noticias do Brasil e do mundo, jornalismo, entretenimento e muito mais...

Você pode curtir a Rádio Iúna pelo site oficial (www.radioiuna.com), ou também pelo aplicativo oficial que você pode baixar gratuitamente na Google play, basta digitar o nome (Rádio Iúna).

E também pelas redes sociais.

Fonte: Rádio Iúna

sexta-feira, 10 de março de 2017

Capoeira Sem Mestre

Poucas coisas geram tanta polêmica no mundo da Capoeira como a palavra "Mestre".

A primeira pergunta que geralmente um capoeirista faz ao outro, curioso em saber quais conexões ambos têm em comum é: "Quem é seu mestre?", seguida de: "Ele foi formado por quem?" ou "Qual é o seu grupo?".

Entre os mestres é praticamente unânime o discurso sobre a necessidade de um capoeirista se formar dentro de uma escola ou grupo de Capoeira e a rejeição pelos capoeiristas "free-lancers", avulsos, mesmo que estes joguem, toquem e cantem muito bem. É natural, portanto, que o próprio título "Capoeira sem Mestre" provoque em muitos um incômodo, pois a noção de pertencimento na Capoeira está muito associada ao fazer parte e ser aceito numa comunidade que compartilha valores comuns.

Não pretendemos entrar no mérito sobre o que dá autoridade para que qualquer um se julgue no direito de dizer se o outro é mais ou menos legítimo por ter ou não mestre. Isso é assunto para outro texto. Neste aqui vamos discorrer simplesmente sobre um fenômeno que existe, um fato real e inexorável: existe Capoeira sem Mestre. Existe há muito tempo e sempre vai existir.

Leia o restante desta postagem na fonte abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

II Formação Continuada de Capoeira

Nesta edição, o tema central será a musicalidade na Capoeira: estratégias de ensino, ritualística e construção de instrumentos. Haverá oficinas, atividade com Instituto Tambor e roda de saberes.

II Formação Continuada de Capoeira é um evento de formação, capacitação e atualização. Destina-se a profissionais e praticantes de Capoeira que buscam continuamente melhorar sua prática de ensino para poderem auxiliar na transformação dos praticantes, através do ensino empoderador e atualizado. O tema Musicalidade da Capoeira na Aquisição de Bem-Estar e Qualidade de Vida será abordado por Mestres renomados, aptos para contribuir com a melhora de sua percepção deste artifício tão importante durante a prática da Capoeira.

Programa

Sábado – 11/03/2017


9:00 – 12:00 – Workshop: Professora Ana Paula Guimarães
Técnicas Vocais: Ferramentas para o ensino e melhora da Musicalidade da Capoeira.
(Aquecimento, respiração, ritmo, afinação e possibilidades do canto coral).
12:00 – 13:30 – Almoço – (Haverá almoço no restaurante do CEPEUSP, não incluído no valor da inscrição)
13:30 – 16:00 – Aula: Mestre Piter – Grupo Ninga-SP e participação do Mestre Moraes.
A Orquestra de Berimbaus do Nzinga: Estratégias diferentes de ensino da musicalidade às novas e antigas gerações de alunos.
(Explorando Ritmos e variações).
16:00 – 16:30 – Coffee Break
16:30 – 17:30 – Oficina de Instrumentos: Mestre Artesão Luiz Poeira – Instituto Tambor-SP
O Processo de Construção dos Instrumentos de Capoeira e o Trabalho e Importância do Artesão em nossa Arte.
17:30 – 20:00 – Curso: Mestre Moraes – Grupo de Capoeira Angola Pelourinho-Salvador-BA e participação do Mestre Piter.
Ritualística e Fundamento da Musicalidade na Capoeira Angola.

Domingo – 12/03/2017

8:00 – 13:00 – Oficinas Simultâneas:
Contra Mestre Rafael Dia Lemba – Mbuntu-SP;
Capoeira e Musicalidade: O Antigo através da Visão da Nova Geração.
Professor Caverna – Escola de Capoeira Regional Filhos de Bimba/Fundação Mestre Bimba -SP (Discípulo de Mestre Nenel, Filho do Mestre Bimba);
Ritualística e Fundamento da Musicalidade na Capoeira Regional Tradicional: Ensino da Musicalidade na Regional de Mestre Bimba.
Minhoca – Casa Mestre Ananias
A Musicalidade e Linguagem Antiga e Popular da Capoeira: De Cachoeira-BA à Praça da República-SP – Viva Mestre Ananias!

8:00 – 9:30 – Oficina 1
Turma A – CM Rafael
Turma B – Prof Caverna
Turma C – Minhoca

9:30 – 11:00 – Oficina 2
Turma A – Minhoca
Turma B – CM Rafael
Turma C – Prof Caverna

11:00 – 12:30 – Oficina 3
Turma A – Prof Caverna
Turma B – Minhoca
Turma C – CM Rafael e M Pernalonga

12:30 – 14:00 – Almoço
14:00 – 15:30 – Roda de Saberes: O Canto e a Musicalidade na Visão do Mestre Pernalonga.
15:30 – 17:30 – Roda de Capoeira e Encerramento: Sob Comando do Mestre Pernalonga e dos Convidados.

Obrigatório trazer instrumento de Capoeira para participar dos Cursos. Instrumentos podem ser adquiridos com os artesãos/participantes do Evento (desde que solicitado com antecipação).



Apoio Cultural Instituto Tambor

Taxas


Inscrições:

24/01/2017 a 15/02/2017 16/02/2017 a 25/02/2017 26/02/2017 a 04/03/2017
Geral R$ 84,00 R$ 102,00 R$ 120,00
Comunidade USP R$ 63,00 R$ 76,00 R$ 90,00
Estudantes/ Terceira Idade R$ 42,00 R$ 51,00 R$ 60,00

Currículos dos Palestrantes

Dados do Evento:

Período de Inscrições Comunidade USP:
24/01/2017 a 04/03/2017

Período de Inscrições Comunidade Externa:
24/01/2017 a 04/03/2017

Período do Evento:
11/03/2017 a 12/03/2017

Turmas do Evento:

Horário/Turma 1

Sexo: Masculino e Feminino
Dias da Semana: Sabado / Domingo
Horário: 09:00 às 18:00
Professor(a): Womualy Gonzaga dos Santos
Local: Multifuncional (antigo NURI) Sala 1 - Estádio Sala 2- Estádio Praça Ayrton Senna - Prodhe
Vagas: 100
Idade Mínima: 16

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES E INSCRIÇÃO NO LINK ABAIXO...

Fonte: CEPEUSP
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