sexta-feira, 27 de maio de 2016

Capoeiragem e a Guarda Negra - Parte I

Nesta crônica o autor apresenta alguns fatos relacionados à Capoeiragem e à Guarda Negra (Rio de Janeiro), enquanto ele, o autor, busca indícios da presença da própria Guarda Negra em São Luis do Maranhão.
Jornal do Capoeira - www.capoeira.jex.com.br
Edição 52 - de 4/dez a 10/dez de 2005

São Luis do Maranhão-MA
Novembro de 2005

Com um misto de alegria e surpresa, li na edição 25, de novembro de 2005, da Revista História Viva um interessante artigo de Carlos Eugênio Líbano Soares e Flávio Gomes - p. 74-79 - sobre "O combate nas ruas pelo Ideal Abolicionista". Alegria, por contar um pouco mais da história da/dos capoeiras. Surpresa, por se referir à "Guarda Negra".

Por não ser da área, isto é, capoeira, e não se lhe conhecer a história, nunca ouvira falar da "guarda negra"; e mais, como estudioso da história do Maranhão, especialmente do esporte e da educação física, não encontrara nenhuma referência a esse assunto nos mais de 400 livros que tenho em minha biblioteca...

Procurei o Prof. Jairo Ives de Oliveira Pontes, meu colega de magistério no CEFET-MA, e organizador de uma "Nova história do Maranhão", ed. em CD-ROM, e fiz-lhe a pergunta, a queima-roupa: "Fale-me da guarda negra!". Espantado, disse nada saber; nem na História do Brasil - da qual é professor -, nem na história do Maranhão, da qual é pesquisador... Mostrei-lhe o artigo em questão. Mostrou-se, qual, surpreso. "Precisamos investigar".

No artigo a que me refiro, da chamada consta "quilombolas, jornalistas e capoeiras foram personagens fundamentais do Rio de Janeiro contrários à escravatura"; e no corpo do artigo, inicia afirmando que

"a abolição da escravidão não foi fruto apenas de uma suposta ação exclusiva de enfrentamentos parlamentares. Nas ruas - principalmente nas cidades -, abolicionistas de várias origens sociais, escravos, libertos, operários de fábricas que alvoreciam, capoeiras, jornalistas e pequenos negociantes transformaram a campanha pela liberdade dos cativos numa verdadeira batalha ... e mais adiante ... capoeiras se engalfinhavam com republicados contrários à abolição...".

Isso, em cidades como Rio de Janeiro, Santos, Porto Alegre, Campinas, Salvador e Recife não foram poucas as refregas nas ruas envolvendo polícia, abolicionistas, capoeiras, escravos e libertos.

O dono das ruas, naquele momento em que o grito da abolição cortou os ares, era o capoeira. Para os autores, a participação dos capoeiras nesse memorável momento político da vida carioca ainda é plena de contradições e zonas de sombra, em virtude de as maltas - como eram chamados os grupos de capoeira - não se posicionavam somente de um dos lados da contenda. Estavam nas trincheiras dos que defendiam o fim imediato da escravidão, assim como no lado dos que postulavam uma transição lenta, gradual e segura, sem o grito das ruas.

Mas os capoeiras se fizeram presentes, com suas correrias, suas lutas de rua, empastelamento de jornais - de ambos os lados - e os inesquecíveis golpes da capoeira, da rasteira e da navalha...

Iniciando em 05 de janeiro de 1885, quando capoeiras de uma malta armada pelos inimigos da causa abolicionista invadiram o prédio da redação do jornal "Gazeta da Tarde", dirigido por José do Patrocínio. Consta que essa invasão não teve nada relacionada com o movimento abolicionista, conforme a história passou a registrar o empastelamento do jornal, pelos capoeiras.

Foi apenas um enfrentamento entre maltas rivais, colocada de um lado, grupo do Campo de Santana (identificada com os abolicionistas) formada por pequenos vendedores de jornais, e do outro lado (dos escravistas), a malta que dominava o Largo de Santa Rita, chefiada por um tal de Castro Cotrim, junta com outros chefes de malta da região portuária de Santa Rita como Coruja e Chico Vagabundo. Os pequenos vendedores de jornal entraram na redação para fugir de seus perseguidores e foram apoiados pelos funcionários do jornal, que rebateram o ataque.

Anos mais tarde, José do Patrocínio cria a "Guarda Negra", em função da Lei Áurea, que abriu caminho para uma temporária unificação dos grupos em prol da novel agremiação, talvez a face mais conhecida da capoeiragem política dos últimos anos da monarquia. Mais tarde, Patrocínio a iria renegar, após a queda do gabinete João Alfredo, que concretizou o 13 de maio.

Patrocínio foi quem introduziu os capoeiras para o ninho abolicionista e circulava bem no complexo mundo das maltas de capoeira do Rio - José do Patrocínio era mulato, filho de uma africana e de um poderoso cônego do conservador clero católico, de Campos dos Goitacases -, algo muito raro entre as lideranças abolicionistas - Joaquim Nabuco e André Rebouças, dentre outros ... -, em geral compostas de moradores de classe média que nutriam verdadeira ojeriza à capoeiragem.

O porta-voz da Guarda Negra escrevia seus manifestos nas páginas de "A Cidade do Rio", o novo jornal de Patrocínio; as primeiras reuniões foram realizadas na redação do jornal; a polêmica na imprensa era travada entre o jornal de patrocínio e o "Paíz", no qual Rui Barbosa vociferava os maiores impropérios contra a Guarda da Redentora.

Após o incidente de 14 de julho de 1889 entre os capoeiras da Guarda Negra e militantes republicanos no coração do Rio, Patrocínio gradualmente se afastou da organização... a guarda entraria em declínio, até ser completamente desbaratada pela repressão de Sampaio Ferraz em 1890.

Informam os Autores que houve episódios da Guarda Negra em outras cidades, como Porto Alegre, Salvador e São Luís...

São Luís? Daí nosso espanto, de Jairo e eu. Nunca ouvíramos falar... Procurei em Mário Meireles, nosso maior historiador, e não achei nada; em Vieira Filho, em seu "A Polícia Militar do Maranhão", de 1975, e não consta nada; Navas-Toríbio, em seu "O negro na literatura maranhense", também não há referência...

Resta a Internet! Na Wikipedia, sob o título Capoeira, consta que, historicamente, capoeiristas têm sido utilizados em guerra e conflitos como na Guerra do Paraguai e na Revolta dos Mercenários, em 1828, e que em 1888 foi instituída pelo exército brasileiro a Guarda Negra, composta praticamente por capoeiristas.

Em 1897, o general Couto de Magalhães disse que a capoeira não deveria ser perseguida mais sim dominada e ensinada em escolas militares. Em 1939, mestre Bimba começa a ensinar a capoeira no quartel do CPOR de Salvador. Não se pode esquecer que como arte de guerra a capoeira foi utilizada contra a opressão da escravidão nos quilombos e posteriormente nas maltas. [1].

CARDOSO, em "HISTÓRIA DA CAPOEIRA", ao tratar da "repressão da capoeira" refere-se que, quando da chegada da família Real ao Brasil em 1808, começou o processo de repressão à cultura negra e foi intensificada a perseguição policial. Em 1809, foi criada a Guarda Real da Polícia na qual o Major Miguel Nunes Vidigal foi nomeado comandante. Major Vidigal foi o verdadeiro terror dos capoeiristas, perseguia-os, espancava-os e torturava-os na tentativa de exterminá-los. Apesar dos severos castigos, os capoeiras resistiam bravamente e em 1824, a punição tornou-se pior: além das trezentas chibatadas eram enviados por três meses para realizar trabalhos forçados na Ilha das Cobras.

A partir da segunda metade do século XIX (1850), começaram a ocorrer sucessivas prisões de capoeiristas, os quais estavam formando maltas que atemorizavam a população e os governantes. Os principais focos da capoeira eram: Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. No entanto, no Rio de Janeiro é que a capoeira era motivo de maior preocupação (mesmo porque o Rio era a capital do país na época), era onde estava a maior concentração das maltas, sendo as mais temíveis as do Guaiamuns e dos Nagoas. Os Nagoas eram ligados aos monarquistas do Partido Conservador, agiam na periferia, e os Guaiamuns eram ligados aos Republicanos do Partido Liberal, controlavam a região central da cidade. (in Letícia Cardoso de Carvalho [2]).

Maltas adversárias que por décadas se digladiaram pelas ruas da cidade; os nagoas e guaiamus sempre aparentavam estar imersos num universo imaginário, fronteira entre a ficção acadêmica e uma nebulosa tradição popular. Nesse processo de divisão da cidade em dois grandes grupos rivais estaria completo, definindo uma linha divisória que mantinha nagoas e guaiamus em lados opostos, e em permanente conflito pelo controle de cada área. O conflito político-partidário entre liberais e conservadores acabou se cristalizando como a clivagem mais importante entre as maltas de capoeiras, que assim se ligaram indelevelmente ao destino dos dois partidos principais do sistema político do Império. O ano de 1888 foi o da Abolição da Escravatura e de grandes mobilizações de capoeiras. (in Soares, Carlos Eugênio Líbano. Dos nagoas e guaiamus: a formação das maltas In: A negregada instituição: os capoeiras no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, 1994.).

Apesar da repressão que sofria, quando interessava, a capoeira servia também de instrumento nas mãos dos políticos. Ora para os liberais, ora para os conservadores. Um exemplo é a Guarda Negra, criada em 1888 por José do Patrocínio, composta por negros capoeiristas que tinham o objetivo de defender a monarquia e lutar contra a República (após a libertação dos escravos os capoeiristas ficaram ainda mais a favor da monarquia como agradecimento à Princesa Isabel por ter assinado a Lei Áurea). Logo após a Proclamação da República (1889), a capoeira foi proibida pelo Marechal Deodoro, permanecendo nessa situação até 1937 quando Mestre Bimba a tira do código penal e a leva a esporte nacional. (in Letícia Cardoso de Carvalho [3]).

A formação da Guarda Negra é precedida por violentos conflitos entre nagoas e guaiamus, retratados quase diariamente pela imprensa. Nunca como naquela época a atuação das maltas de capoeiras atingiu um impacto e uma sofisticação como se viu. O termo "fortaleza" para as tavernas deixa entender que aqueles eram locais típicos de reunião e conflito, e mais, pontos nervosos de uma geografia de bairro, constantemente em movimento pelo embate intermitente das maltas. (in Elias, Larissa Cardoso. Capoeira: Revolta e Teatralidade, Uma Perspectiva Artaudiana, disponível em [4])

Nos últimos dias do império, os conflitos entre republicanos e monarquistas ocorreram frequentemente. A fim proteger a princesa Isabel, os monarquistas criaram a Guarda Negra (protetor preto), composto dos pretos, mulatos e muitos escravos libertos. Estes homens foram extremamente devotados à Princesa porque tinha assinado a lei que abolia a escravidão. A Guarda Negra combateu os republicanos até que a última faísca da vida do império morreu. Furiosos, os republicanos juraram matar seus membros; se a monarquia não conseguiu extinguir a capoeira, a república recém-estabelecida o faria.
Continua na próxima edição falando sobre O ISABELISMO.
Leopoldo Vaz, São Luis do Maranhão, Nov-2005
Professor de Educação Física do CEFET-MA
Mestre em Ciência da Informação

[1] in http://pt.wikipedia.org/wiki/Discuss%C3%A3o:Capoeira
[2] in http://www.geocities.com/projetoperiferia6/historia.htm
[3] in http://www.geocities.com/projetoperiferia6/historia.htm
[4] in http://hemi.nyu.edu/unirio/studentwork/imperio/projects/Larissa/Larissawork.htm

Nota da Ilustração: capturada da página 75 da Revista HISTÓRIA VIVA - Novembro de 2005, cujo título apresenta-se como "CORRIDA DE CAPOEIRA - Caricatura de autor desconhecido. Observar na ilustração, além de paus e porretes "voando", a presença da Sardinha (Navalha).

Fonte: Jornal do Capoeira

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Major Manuel Nunes Vidigal

Miguel Nunes Vidigal (Angra dos Reis, ? de ? de 1745, Rio de Janeiro, 10 de julho de 1843) foi um militar brasileiro.

Nascido na cidade de Angra dos Reis, então Capitania do Rio de Janeiro, foi o primeiro brasileiro nato a ser um dos comandantes de forças militares no recém-formado Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves quando da chegada da família real portuguesa no ano de 1808 à cidade do Rio de Janeiro.

Ainda jovem, alistou-se num dos regimentos de cavalaria de milícias daquela capitania. Foi promovido a alferes em dezembro de 1782, a tenente em dezembro de 1784, a capitão em 20 de outubro de 1790, a sargento-mor em 18 de março de 1797, a tenente-coronel em 24 de junho de 1808, a coronel em 26 de outubro daquele mesmo ano, a brigadeiro graduado em 10 de março de 1822 e a brigadeiro em 12 de outubro de 1824.

Em 1791, era capitão da 1ª companhia do Regimento de Cavalaria de Milícias, responsável pela guarda do Conde de Resende, Vice-Rei do Brasil.

Com a criação da então Divisão Militar da Guarda Real de Polícia em 13 de maio de 1809, embrião da atual Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, foi indicado como subcomandante da Corporação, tendo a época o posto de sargento-mor (hoje major), a qual seria comandada por José Maria Rebello, que já era membro da Guarda Real de Polícia de Lisboa, instituição que serviu de base para a criação da congênere brasileira. Anos depois, em 23 de abril de 1821, chega ao comando-geral da corporação com a ida de Rabello de volta para Portugal, quando este acompanha o rei e deixa o Brasil.

Em 1º de dezembro de 1822 foi agraciado com o hábito de cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro.

Em 10 de março de 1824 foi transferido para o exército de 1ª linha. Solicitou reforma, que lhe foi concedida no posto de marechal de campo em decreto de 14 de novembro do mesmo ano, tendo mantido o comando da Guarda Real de Polícia até 14 de novembro daquele ano.

Vidigal, era considerado um perseguidor implacável dos candomblés, das rodas de samba e especialmente dos capoeiras, “para quem reservava um 'tratamento especial', uma espécie de surras e torturas a que chamava de 'Ceia dos Camarões'”.

Seus detratores, os quais existiam aos montes haja vista sua reconhecida rigidez na "aplicação" da "lei", entretanto, o descreviam como "um homem alto, gordo, do calibre de um granadeiro, moleirão, de fala abemolada, mas um capoeira habilidoso, de um sangue-frio e de uma agilidade a toda prova, respeitado pelos mais temíveis capangas de sua época. Jogava maravilhosamente o pau, a faca, o murro e a navalha, sendo que nos golpes de cabeça e de pés era um todo inexcedível" [carece de fontes].

Em 10 de julho de 1843 faleceu na cidade do Rio de Janeiro, com 98 anos de idade, nas terras que hoje dão nome ao bairro carioca do Vidigal, as quais recebeu de presente dos monges beneditinos, em 1820, ao pé do morro Dois Irmãos, sendo sepultado nas catacumbas da igreja de São Francisco de Paula.

Vidigal na cultura popular

Manuel Antônio de Almeida, ao escrever "Memórias de um Sargento de Milícias" assim fala sobre ele: "O Major Vidigal, que principia aparecendo em 1809, foi durante muitos anos, mais que o chefe, o dono da Polícia colonial (...). Habilíssimo nas diligências, perverso e ditatorial nos castigos, era o horror das classes desprotegidas do Rio de Janeiro". Noutro trecho da obra, o descreve da seguinte forma: "Era Vidigal um homem alto não muito gordo, com ares de moleirão. Tinha o olhar sempre baixo, os movimentos lentos, a voz descansada e adocicada. Apesar desse aspecto de mansidão, não se encontraria, por certo, homem mais apto para o cargo..."

Alfredo Pujol lembra uma quadrinha que corria sobre ele no murmúrio do povo:

Avistei o Vidigal.
Fiquei sem sangue;
Se não sou tão ligeiro
O quati me lambe.

Mário de Andrade, na introdução às Memórias de um Sargento de Milícias, São Paulo, 1941.

Da época em que o mesmo ainda comandava as forças policiais militares na corte, Artur Azevedo escreveu sobre ele esses versos satíricos:

Naquele tempo, Vidigal famoso,
Mais rancoroso
Do que um bicho mau,
Tinha jurado aos deuses prender-me
Para meter-me
Na polícia o pau.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 13 de maio de 2016

13 de Maio 1888 - Dia da Abolição da Escravatura

Marc Ferrez. Escravos em terreiro de uma fazenda de café na região
do Vale do Paraíba, c. 1882. Vale do Paraíba, RJ.
A Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país. Sobre este dia, Machado de Assis escreveu anos depois na coluna “A Semana”, no jornal carioca Gazeta de Notícias: “Verdadeiramente, foi o único dia de delírio público que me lembra ter visto”.

A escravidão no Brasil foi amplamente documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador Pedro II um grande entusiasta, além de ter sido o último país das Américas a abolir a escravatura, em 1888. Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de 4,5 milhões de escravos africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente, mantendo este sistema tanto no campo como na cidade – o lugar de trabalho era o lugar do escravo. Muitas vezes o objetivo das fotografias não era a denúncia e sim o estético ou, ainda, o registro do exótico.

A Galeria do Dia da Abolição da Escravatura exibe fotos de escravos em situações de trabalho, em momentos de descanso ou mesmo em poses obtidas em estúdios. Dentre seus autores estão Alberto Henschel, Augusto Riedel, Augusto Stahl, George Leuzinger, João Goston, Marc Ferrez , Revert Henrique Klumb, além de alguns anônimos.

Leia mais na Brasiliana Fotográfica: http://brasilianafotografica.bn.br/?p=520.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Três Estilos da Capoeira

ANGOLA: o estilo mais antigo, criado na época da escravidão, ritmo lento, golpes jogados mais baixos e muita malicia.

REGIONAL: golpes secos é caracterizado pela mistura da malicia da capoeira angola como jogo rápido dos movimentos ao som do berimbau.

CONTEMPORÂNEO: união dos dois estilos, é o mais utilizado atualmente.

Fonte: CAROL - Abadá-Capoeira
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