sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Conheça os benefícios da Capoterapia

Na capoeira inclusiva as atividades acontecem no ritmo do berimbau, resgatando as cantigas de roda, com atividade física



A importância dos exercícios
físicos para o público da
terceira idade

Passarinho / Pref.Olinda CC2.0
O Revista Brasília desta segunda-feira (14) falou sobre a capoeira inclusiva. O tema foi assunto do quadro “Sem Diferença” conversou com Gilvan Alves de Andrade, mestre de capoeira.

Ele explica que a capoeira inclusiva, também conhecida como capoterapia, é terapia através da capoeira. As atividades acontecem no ritmo do berimbau, resgatando as cantigas de roda, com atividade física.

Ele fez um regate a atividade no país: “O trabalho da capoterapia começou no Brasil em 1998 e hoje já se espalhou pelo país inteiro, com mais de 50 mil adeptos, a maioria idosos”, registra Gilvan Alves.

Além de idosos, o projeto também trabalha com pessoas com deficiência. O mestre ressalta que o projeto Capoeira Inclusiva está reafirmando parceria com a Pestalozzi e outras organizações.

Para saber mais ouça a entrevista no player disponível no topo da matéria.

O trabalho pode ser acompanhado site do projeto www.capoterapiaweb.com ou pelos (61) 3475-2511 ou 8100-3389 (Whatsapp).

O Revista Brasília, com Miguelzinho Martins, vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 10h, na Rádio Nacional de Brasília.

Fonte: EBC Rádios

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Capoterapia para terceira idade utiliza o lúdico da capoeira como terapia

Atividade chega ao Riacho Fundo II para incentivar os idosos a praticarem o esporte que proporciona o bem estar físico e mental

O Tarde Nacional conversou com o idealizador do projeto Mestre Gilvan



Caminhada dos Idoso
Figueirao / Wikimedia / CC
Você já ouviu falar em Capoterapia? O Revista Brasília desta sexta-feira (27) conversou com o idealizador do projeto Mestre Gilvan. Ele conta que o grande desafio é tirar o idoso de casa e com esta luta brasileira, que reúne musicalidade e cantiga de roda. Segundo o mestre Gilvan a capoterapia é diferente da capoeira tradicional porque não tem voto de capoeira.

As atividades acontecem no Riacho Fundo, todas as quarta-feiras, às 16h30, com a proposta de implantação de 100 núcleo de capoterapia em todo o Distrito Federal. Atualmente, vários hospitais, CAPS e clínicas estão utilizando a capoterapia, para ajudar na recuperação de pessoas. Interessados podem obter mais informações pelo telefone (61) 3475-2511.

Confira as informações sobre a Capoterapia com o mestre Gilvan, nesta entrevista ao programa Revista Brasília, no ar de segunda a sexta-feira, às 10h, na Rádio Nacional de Brasília, com o jornalista Miguelzinho Martins.

Produtor: Joana Darc Lima

Fonte: EBC Rádios

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Julgamento de professor de Capoeira acusado de esganar jovem é adiado

Julgamento de professor de Capoeira acusado de esganar jovem é adiado

Julgamento de professor.

O julgamento do professor de capoeira Luiz Rodolfo Justino Silva, de 32 anos, foi adiado. O homem é acusado de ter assassinado uma adolescente de 16 anos em 2009.

A audiência, que estava marcada para a próxima terça-feira (1º), em São Vicente, no litoral de São Paulo, não será realizada, pois o Ministério Público acredita que ainda existem provas que podem ser analisadas antes do julgamento ser concluído.v

Léia Cristina da Quinta Schenkel, que tinha 16 anos, foi assassinada em 2009, em São Vicente. Ela foi encontrada pela própria irmã, no apartamento onde as duas moravam. A jovem estava em uma cama, com sinais de asfixia. Na época, os familiares relataram que apenas a chave do imóvel foi roubada.

De acordo com o advogado de Luiz Rodolfo, Alex Sandro Ochsendorf, o juiz aceitou o pedido dos defensores da família de Léia e, por isso, o julgamento foi adiado. “Um vídeo já foi analisado, mas existe outro vídeo, que também pode servir como prova. Os peritos observarão esse novo material”, disse.

Neste primeiro vídeo, Luiz aparece no pavimento térreo do edifício. Algum tempo depois, ele desaparece da imagem e retorna, posteriormente, saindo do bloco onde a vítima morava. O acusado morava no mesmo prédio de Léia.

Por conta deste primeiro vídeo e das investigações realizadas, o advogado chegou a se manifestar contra o adiamento alegando que já havia provas necessárias para que a audiência seja realizada. Ainda segundo o advogado, o julgamento ainda não tem data para ser efetuado.

Fonte: Artes Marciais Fight

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Movimento Negro quer Capoeira como Exibição na Rio-2016

BRASÍLIA - Um mandado de segurança impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF) quer a inclusão da capoeira como esporte de exibição nas Olimpíadas de 2016. O relator da ação, protocolada pelo Instituto de Advocacia Racial e Ambiental, é o ministro Celso de Mello.

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Fonte: O Globo

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

20 de Novembro - Dia da Consciência Negra

Clique na imagem para ampliar
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro em 1594.
Algumas entidades como o Movimento Negro organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Dia da Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de Novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra. 

História do Dia Nacional da Consciência Negra
Data estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhido 20 de Novembro, pois foi neste dia em 1695 que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representa a luta do negro contra a escravidão no período Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo. 

Importância da Data
A criação desta data serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
Sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca, como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros são considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Memórias do Recôncavo: Besouro e outros capoeiras - direção Pedro Abib


Documentário de Pedro Abib, lançado em 2008, que aborda a capoeira num de seus prováveis locais de surgimento no Brasil: o Recôncavo Baiano. Retrata também a história de um de seus mais lendários personagens: Besouro Mangangá.

Fonte: YouTube

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

STF rejeita mandado de segurança que pedia inclusão da capoeira nas Olimpíadas

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou a tramitação de Mandado de Segurança 33.826 para que a capoeira fosse incluída nas Olimpíadas de 2016 como esporte de exibição (sem valer como competição). Ao decidir pelo não conhecimento do MS, o ministro destacou que não há previsão constitucional que habilite a análise da matéria pelo STF.

O pedido foi feito pelo Instituto de Advocacia Racial (Iara) contra suposta omissão da presidente da República, do governador do estado do Rio de Janeiro e do prefeito da capital fluminense. No mandado de segurança, o instituto alegava que as autoridades citadas integram o Conselho Público Olímpico e são responsáveis pelo órgão de gestão e instância máxima colegiada dos Jogos Olímpicos 2016, conforme previsto no Protocolo de Intenções entre a União, Estado do Rio de Janeiro e o município do Rio de Janeiro (Lei 12.396/2011), após a Instituição do Ato Público Olímpico (Lei 12.035/2009).

Esta norma, conforme consta no MS, teria reconhecido a política de ação afirmativa nas Olimpíadas de 2016 a fim de garantir a diversidade étnica, observado o princípio da proporcionalidade de gênero e inclusão de afrodescendentes, indígenas e pessoas com deficiência também em licitações, cargos em comissão e contratações.

O instituto defendia a inclusão da capoeira como esporte de exibição nas Olimpíadas de 2016 uma vez que se trata de “promoção de direitos humanos, reparação da escravidão, política de ação afirmativa, além de constituir em política pública de Estado antirracista”. Sustentava, ainda, que até o momento as autoridades não se posicionaram sobre a questão.

Decisão colegiada
O ministro Celso de Mello entendeu não ser possível o conhecimento do MS, uma vez que “as autoridades apontadas como coatoras, individualmente consideradas, não dispõem, cada qual, de competência para ordenar a inclusão de determinada atividade como esporte de exibição nas Olimpíadas de 2016”.

Com base na estrutura da Autoridade Pública Olímpica (APO), o ministro entendeu que não cabe a cada um dos chefes dos Poderes Executivos da União, do estado do Rio de Janeiro e do município exercer qualquer competência de natureza deliberativa, tendo em vista que, “na esfera de atribuições do Conselho Público Olímpico (CPO), o poder decisório (estritamente limitado às funções indicadas na Cláusula 11, parágrafo 5º, do Protocolo de Intenções) rege-se pelo princípio da colegialidade”.

Desse modo, de acordo com o relator, mesmo que coubesse ao Conselho Público Olímpico ordenar a inclusão pretendida, o STF não tem competência originária para processar e julgar o mandado de segurança, apesar de a presidente da República integrar o órgão colegiado em questão. Isso porque, no caso, trata-se de deliberação a ser tomada por órgão colegiado apenas integrado, entre outras autoridades, pelo chefe do Poder Executivo da União. Assim, a alegada omissão seria imputável ao CPO e não, individualmente, à presidente da República.

“Bem por isso é que esta Suprema Corte, em situações análogas à de que ora se cuida, tem reconhecido que atos emanados de órgãos colegiados — ainda que sejam estes presididos por autoridade sujeita à imediata jurisdição originária do Supremo Tribunal Federal — não se incluem, em sede de mandado de segurança, na esfera das estritas atribuições jurisdicionais originárias desta Corte, definidas, em numerus clausus, no próprio texto da Constituição Federal”, destacou o ministro ao citar precedentes da Corte nesse sentido.

Para o relator, também não há competência originária do Supremo para apreciar o MS contra o Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, uma vez que, nos termos do Protocolo de Intenções ratificado pela Lei 12.396/2011, este comitê constitui entidade privada, sem fins lucrativos, criada com o fim específico de realizar a organização dos jogos. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Clique aqui para ler a íntegra da decisão.

Revista Consultor Jurídico, 14 de outubro de 2015, 10h36

Fonte: ConJur - Consultor Jurídico

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Capoeira Arte ou Luta?

Se toda luta é uma arte marcial, podemos afirmar que sim, a capoeira é uma luta, com componentes artísticos e lúdicos que a compõem com estruturas tão dinâmicas e versáteis, que vai do trabalho físico, ao comportamental e emocional, atingindo a sua máxima com a peculiaridade de trabalhar a psicomotricidade com a musicalidade e instrumentalização, proporcionando um aproveitamento global do individuo.

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Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Instrutor de Capoeira não precisa ser Profissional de Educação Física

A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve decisão da 22ª Vara Federal que assegurou a um instrutor de capoeira o direito de exercer sua atividade independentemente de matrícula em curso de nivelamento.
O Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo (CREF4) alegava que a atividade em questão compreende as atividades próprias do profissional de educação física, com base no artigo 3º da Lei nº 9.696/98, e que qualquer treinamento na área de desporto deve ser ministrado por este profissional.
Afirmou ainda que a Resolução nº 07/2004 do Conselho Nacional de Educação dispõe que luta e artes marciais compreendem atividades próprias do profissional de educação física, e que, nos termos da Resolução CONFEF Nº 45/02, há necessidade de frequência pelo impetrante a curso de Introdução à Educação Física e Caracterização da Profissão para o exercício profissional.
A desembargadora federal Alda Basto, relatora do acórdão, declarou que a Lei nº 9.696/98 não alcança os instrutores de capoeira, cuja orientação tem por base a transferência de conhecimento tático e técnico da referida luta e cuja atividade não possui relação com a preparação física do atleta profissional ou amador, como tampouco exige que eles sejam inscritos no Conselho Regional de Educação Física.
“Dessa forma, qualquer ato infralegal no sentido de exigir a frequência a curso de nivelamento como condição para obter registro no indigitado Conselho Profissional para poder exercer sua atividade profissional padece de ilegalidade”, afirmou a desembargadora.
Ela citou ainda precedentes dos tribunais superiores: “Quanto aos artigos 1º e 3º da Lei nº 9.696/1998, não se verificam as alegadas violações, porquanto não há neles comando normativo que obrigue a inscrição dos professores e mestres de danças, ioga e artes marciais (karatê, judô, tae-kwon-do, kickboxing, jiu-jitsu, capoeira etc) nos Conselhos de Educação Física, porquanto, à luz do que dispõe o art. 3º da Lei n. 9.696/1998, essas atividades não são caracterizadas como próprias dos profissionais de educação física”. (STJ – Resp 1012692/RS).
A desembargadora federal também explicou que o próprio TRF3 já havia decidido caso semelhante: “Os artigos iniciais da Lei nº 9.696/98 preveem quais são as atividades em que persiste a obrigatoriedade de inscrição junto ao Conselho. Equivocado o entendimento no sentido de que todas as atividades que envolvam exercícios práticos corporais devam ser fiscalizadas pelo CREF. Os denominados cursos livres, ou seja, aqueles não submetidos às dizeres da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394/96), estão fora do âmbito de atuação privativa do profissional de educação física.”. (TRF3 – AC 200961000150920)

Matéria publicada pelo site Âmbito Jurídico

Fonte: Portal da Educação Física

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Nota de Falecimento: Mestre Gildo Alfinete

Gildo Lemos Couto (Mestre Gildo Alfinete), nascido no bairro de Tororó, em Salvador, iniciou-se na capoeira aos 18 anos com Mestre Pastinha, na Joana Angélica, e passou a treinar com o mesmo no Pelourinho. Participou de diversas viagens com o Mestre Pastinha: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e no Festival Mundial de Artes Negras (Dakar Senegal). Participou da refundação da ABCA na década de 1990 e foi um dos grandes responsáveis pela cessão da sede que a Associação ocupa hoje.

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Fonte: Coletivo Capoeira

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Livro: Quissama - O Império dos Capoeiras

Rio de Janeiro, dezembro de 1868.
O moleque Vitorino Quissama foge da senzala para procurar a mãe desaparecida. Recorre ao viajante Daniel Woodruff, ex‑agente da Scotland Yard que pode ajudá‑lo em sua missão. Transitando entre os salões da corte e as precárias moradias dos cortiços, a dupla terá de enfrentar os perigos e as injustiças de uma sociedade sustentada pelo trabalho escravo.
Baseado nos manuscritos de Daniel Woodruff (1832-1910), O Império dos Capoeiras reconstitui a saga de uma cidade dividida pela guerra secreta dos Nagoas e Guaiamuns, duas das maiores e mais temidas maltas do século XIX. Numa época em que o escritor José de Alencar era Ministro da Justiça e o Império do Brasil destinava todos os seus recursos à Guerra do Paraguai, Woodruff mal podia imaginar que, por trás da busca pessoal de Vitorino, insinuava‑se uma conspiração que mudaria os rumos da nossa História.

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Fonte: Editora Biruta

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Capoeira é tema de reportagem especial da Rádio Senado

O que é a capoeira? Uma luta? Uma dança? Um esporte? Ou quem sabe seja uma brincadeira. Talvez a capoeira seja um pouco de tudo isso. O que podemos afirmar é que a capoeira é uma forma de resistência, uma forma de expressão cultural. É, acima de tudo, história brasileira.

A Capoeira consegue unir dois aspectos importantes para a construção da cidadania: a formação cultural e a socialização.

São esses aspectos que vão ser apresentados na Reportagem Especial “Capoeira: Cultura e Ação Social”. Você vai acompanhar entrevistas com mestres de Capoeira, professores da educação básica e dos centros de ensino especial do Distrito Federal, crianças e pais, todos mostrando a importância da Capoeira na formação da cidadania.

Leiam o restante da postagem e procurem o restante da reportagem no link abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Bahia: Vandalismo e Desrespeito ao Grande Mestre

Obra em homenagem a capoeirista é atacada

O monumento em homenagem a mestre Bimba foi vandalizado no dia 31 de agosto, conforme a Fundação Gregório de Mattos. Da peça foi retirado o medalhão com a efígie do lendário capoeirista. A obra é de M. Kruchewsky e foi instalada em 1982, feita em bronze com a técnica da fundição.

A peça tem a seguinte descrição: “O monumento é composto de placa de concreto vertical, em forma de berimbau, onde está aplicada efígie circular em bronze. A base é baixa triangular, também em concreto, e nela está aplicada placa de bronze, com inscrições alusivas ao homenageado”.

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Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

"Movimento Novo" o CD


"O Movimento Novo é, mais que tudo, uma proposta filosófica, nascida da necessidade que todo capoeira sente de se conectar com outro."

O Movimento Novo é uma roda de Capoeira que vem acontecendo uma vez por ano no Rio de Janeiro desde 2008.

Capoeiras se reúnem em uma proposta filosófica pela necessidade de se conectar com o outro, independentemente dos caminhos pessoais de grupo, estilo, linhagem, escola, ou mestre de cada um.

Em busca da roda perfeita, criou-se uma proposta sem hierarquia, sem uniformes, sem graduações, sem símbolos de grupo e sem comando centralizado. Através do registro dessas rodas e a grande popularidade dos vídeos produzidos, essa proposta tem se espalhado pelo mundo, influenciando um espírito de harmonia e uma cultura de paz na Capoeira.

Leiam o restante na fonte abaixo para conhecer essa proposta...

Fonte: Portal Capoeira


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Como era a vida no Quilombo dos Palmares?

O maior símbolo da resistência à escravidão apareceu nas últimas décadas do século 16, em uma área onde hoje fica a divisa entre Alagoas e Pernambuco. No começo, o quilombo dos Palmares (cujo nome vem das palmeiras que compunham a vegetação local) era formado por escravos de origem angolana, fugidos das fazendas de cana-de-açúcar da região. Mas, nos 100 anos de existência do lugar, índios e brancos marginalizados também se juntaram à população negra. No auge, Palmares era um povoado grande para os padrões da época: abrigava 20 mil habitantes e incluía nove aldeias, chamadas de mocambos ("esconderijos", no dialeto banto falado pelos negros). Apesar da aura utópica, o quilombo tinha pouco de sociedade alternativa. Pelo contrário. A própria palavra kilombo, em banto, quer dizer algo como "sociedade guerreira com rigorosa disciplina militar". "Havia pena de morte para adultério, roubo e deserção", afirma o historiador Dagoberto José Fonseca, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara (SP). Como os quilombolas não deixaram registros escritos, seus hábitos não são totalmente conhecidos. Sabe-se, porém, que eles eram governados por um rei, com o título de Ganga Zumba ("grande chefe"), assistido por um conselho composto pelos chefes dos vários mocambos. Como a existência do quilombo estimulava as fugas de escravos, os fazendeiros da região reuniram milícias para atacar Palmares durante todo o século 17. Diante dos conflitos constantes, Ganga Zumba aceitou um acordo de paz com os brancos, em 1678. Isso enfureceu os palmarinos, que assassinaram Ganga Zumba dois anos mais tarde. Seu sucessor assumiu o título de Zumbi (uma derivação da palavra "deus" em banto), liderando uma guerra contra os invasores. Mas na manhã de 6 de fevereiro de 1694 a Cerca Real do Macaco, capital de Palmares, foi ocupada por um batalhão comandado pelo bandeirante Domingos Jorge Velho. Nos meses seguintes, as outras aldeias caíram. Zumbi escapou do massacre inicial e liderou uma luta de guerrilhas, mas acabou morto em 20 de novembro de 1695.

Refúgio vigiado
Para proteger Palmares, os quilombolas construíram três cercas e dezenas de armadilhas
Até hoje, não se sabe com precisão a localização de todas as nove aldeias que formavam o quilombo dos Palmares. O certo é que a capital, chamada Cerca Real do Macaco, ficava na Serra da Barriga, em Alagoas.

As outras oito aldeias eram distribuídas ali por perto, mas em locais ainda desconhecidos.

1. ENTRADA RESTRITA

A capital do quilombo era circundada por três cercas de madeira, reforçadas com pedras e guardadas por sentinelas armados. O acesso era feito por portões de madeira reforçados. A segunda cerca ficava a 300 metros de distância da primeira, e a terceira, a 500 metros da segunda. As linhas de defesa estendiam-se por mais de 5 quilômetros, com guaritas a cada 2 metros.

2. ALÇAPÃO HUMANO

Dezenas de buracos de alguns metros de profundidade e camuflados com folhagens circundavam a povoação. Para empalar aqueles que caíam nos fossos ocultos, os fundos das armadilhas tinham estacas de madeira afiadas e lanças de ferro com mais de 1 metro. Apenas os quilombolas conheciam o caminho certo para entrar na capital de Palmares.

3. MIX RELIGIOSO

A religião praticada em Palmares era um catolicismo misturado com tradições da cultura banto. Na capela do Cerco Real do Macaco, foram encontradas imagens de São Brás, do menino Jesus e de Nossa Senhora da Conceição dividindo os altares com estátuas de divindades africanas. Muitos negros haviam se convertido ao catolicismo ainda antes de serem trazidos ao Brasil.

4. DIETA REFORÇADA

Em volta da cidadela ficavam as roças de alimentos. A lavoura mais importante era o milho, mas também eram plantados feijão, banana, batata-doce, mandioca e cana-de-açúcar. Além desses vegetais, o cardápio era completado com a coleta de frutos e a caça de pequenos animais das matas próximas.

5. CASINHAS DE SAPÊ

Os moradores viviam em casas de madeira cobertas de folhas de palmeira, com iluminação artificial que usava azeite como combustível. Algumas delas tinham saídas ocultas, que permitiam escapar para o mato em caso de perigo. A mobília incluía panelas e utensílios domésticos feitos por artesãos locais ou roubados em incursões pelas fazendas vizinhas.

6. DIRETAS JÁ!

Os membros do conselho que chefiavam o povoado eram escolhidos em assembléias que reuniam todos os habitantes na praça central. Lá ficavam a própria sede do conselho, uma capela, poços para armazenar água, um galpão sem paredes que servia como mercado e oficinas de artesãos — entre eles, ferreiros que faziam armas e ferramentas agrícolas.

7. CONJUNTO HABITACIONAL

No interior do forte havia quatro ruas, cada uma com pouco mais de 2 metros de largura e 1 quilômetro de extensão. Ao longo delas, alinhavam-se cerca de 2 mil casas, onde viviam 8 mil moradores. Eles falavam português misturado ao dialeto banto e a palavras indígenas. Animais domésticos, principalmente galinhas, eram criados nos quintais das casas ou soltos pelas ruas.

Mergulhe nessa

Na livraria:

Palmares, a Guerra dos Escravos - Décio Freitas, Mercado Aberto, 1984

Zumbi - Joel Rufino dos Santos, Editora Moderna, 1985

Na internet:

www.palmares.gov.br

www.portalafro.com.br/quilombo/palmares.htm

Fonte: Mundo Estranho

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Irmãos de Roda

“...eu me lembro
eu era menino e já me amarrava
no som que Geraldo Pereira cantava
e a Lapa fervia com seus cabarés...”
Sincopado Ensaboado – Trio Calafrio

“Foi na Lapa, foi na Lapa
que Madame Satã acabava com a briga
no soco e no tapa
foi na Lapa...”
Lapa – Mestre Toni Vargas


Rio de Janeiro, maio de 1955. Duas importantes figuras de nossa cultura encontraram-se num bar da Lapa, provavelmente o Capela. Geraldo Pereira, um dos compositores mais criativos da MPB, e João Francisco dos Santos, também conhecido como Madame Satã. Os dois se desentenderam, brigaram e Geraldo Pereira faleceu. Não se sabe até hoje se foi conseqüência da briga ou não. Vários mitos existem em torno do fatídico encontro.

O restante desta fantástica história se encontra na fonte abaixo...

Fonte: Grupo de Estudos de História da Capoeira

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ciríaco x A República


Breves considerações acerca da vida de um capoeira na virada do século XIX/XX

Marco Castilho Felício

Ciríaco Francisco da Silva, vulgo Macaco, talvez seja um nome conhecido entre os praticantes mais interessados na arte-luta. Natural de Campos (RJ), sujeito elegante – sempre acompanhado de sua bengala, ou “Santo Antônio 16”, como ele preferia chamá-la – entre grande parte dos cariocas de hoje, ele não passa de um anônimo (pesquisando no Google Maps, não é sequer nome de rua). Entretanto, nem sempre foi assim. Não que os dias tenham sido melhores. Aliás, pelo contrário. Mas por ironia do destino e por contradições peculiares de nossa história, quis o tempo que um negro pobre nascido em 1872, capoeira e morador dos cortiços do Rio de Janeiro tivesse seus dias de glória justamente num momento em que todas as suas qualidades, características e condições concretas de vida fossem, sob o ponto de vista do poder instituído, algo indesejável. Ciríaco era exatamente o que a nascente República queria extirpar da sociedade.

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Fonte: Grupo de Estudos de História da Capoeira

sexta-feira, 31 de julho de 2015

A História Oculta da Capoeira


Comentários sobre o livro The Hidden History of Capoeira: a collision of cultures in the brazilian battle dance, de Maya Talmon-Chvaicer (Austin, University of Texas Press, 2008).

Mestre Luiz Renato

"The object of this book is to reveal narratives that have been repressed and excluded from the history books and thus to present a far more intricate and detailed study of the development and meaning of capoeira than has been available previously." (p. 2)

Apenas agora me detive e li de ponta a ponta. Uma grande alegria em ver a capoeira tratada em perspectiva histórica, com a profundidade que merece. O livro de Maya Talmon-Chvaicer, The Hidden History of Capoeira: a collision of cultures in the brazilian battle dance (Austin, University of Texas Press, 2008), com acurada sensibilidade antropológica, analisa as simbologias e os seus múltiplos significados na capoeira e traça um belíssimo panorama do desenvolvimento contemporâneo de nossa arte-luta. A autora é professora no Canadá e obteve seu Ph.D. na Universidade de Haifa. Infelizmente, ainda não há tradução para o português.
A obra percorre uma impressionante bibiligrafia, para fazer uma leitura crítica e muito consistente de como se tem construído os discursos, sobretudo acadêmicos, sobre a capoeira. O livro, como promete, desvela narrativas; explora os intrincados caminhos das diversas linguagens da capoeira, para além das já muito ricas expressões do jogo corporal. Aborda os dilemas da expansão da capoeira e questões como a preservação das tradições e os caminhos e descaminhos da dicotomia Angola-Regional no cenário contemporâneo. A reflexão sobre os temas como o tempo e o espaço e o significado da malícia são realmente geniais…
Em um tempo em que ressurge, com muita intensidade, o debate sobre o futuro da nossa arte, e em que muitos apontam (com toda razão, em minha opinião) os riscos da esportivização, é sempre bom retornar aos autores que se dedicaram a estudar a capoeiragem como fenômeno rico e complexo, que não pode ser reduzido a apenas uma dimensão da nossa vida social.
"So what is capoeira? It is the game of life; the depth, wealth, and variation of the capoeira language; the Capoeiras' social and cultural legacy; their encounters, conflicts, and fusion. Take a turn around the world, comrade" (p. 179).
Fico muito feliz em, de vez em quando, dedicar algumas horas à leitura de autores que exploram esses temas clássicos no campo da nossa capoeiragem. Mais gratificante ainda é encontrar interpretações que vão além, muito além dos padrões da historiografia tradicional.

Fonte: Grupo de Estudos de História da Capoeira

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Luta Marajoara

Luta marajoara é uma luta brasileira conhecida no norte do Brasil, principalmente nas festividades dos povoados do arquipélago do Marajó . Trata-se de um combate corpo-a-corpo, que ocorre na argila para reduzir o risco de lesões, onde o objetivo do combate é manter o oponente de costas no chão.

Segundo o pedagogo Márcio Vitelli, um estudioso das tradições da região marajoara, as orígens da luta marajoara ainda são desconhecidas, mas em seu artigo Síntese das prováveis origens da luta marajoara aponta quatro hipóteses:

Tribo Aruã, extinta pelas lutas e doenças trazidas pelos primeiros colonizadores a chegarem à região;
Influência de escravos africanos;
Inspirada na luta de búfalos;
Surgiu com os amistosos confrontos entre os vaqueiros ao final de um dia de trabalho

A hipótese mais aceita seria que a inspiração vem dos búfalos, o Caboclo observou o comportamento do búfalo (animal de origem africana), e sentiu que no momento em que o búfalo vê ameaçada a sua liderança em relação ao rebanho, enfrenta o seu rival colocando cabeça com cabeça, ficando os pés no chão e tentando um derrubar o outro emaranhando os chifres; o que cair é o perdedor. Isso chama-se “marrada”, que com o passar dos anos evoluiu linguisticamente para “AGARRADA”, pois inteligentemente o caboclo, por não possuir chifres, utilizou seus braços para, na tentativa de derrubar o seu adversário, imitar os animais, colocando também cabeça com cabeça e segurarem-se nas mãos para desenvolverem um combate, que via de regra, acontecia sempre nos finais de tarde à beira dos rios, antecedendo o banho ou quando o caboclo sentia-se ameaçado na liderança perante o grupo ou em relação à sua fêmea. Este evento ocorre nas comemorações da Festividade de São Sebastião e antecede a derrubada do mastro, sempre as 09:00h da manhã do dia 20 de janeiro.

Atualmente existem as lutas marajoara tradicional e desportiva. A tradicional é a praticada nas fazendas da região e a desportiva conta com organismos que regulamentam a prática, defendem as regras e organizam campeonatos. Não existe graduação.

Fonte: Mundo Marcial

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Língua Iorubá

Civilização Iorubá
O iorubá ou ioruba (Èdè Yorùbá, "idioma iorubá") é um idioma da família linguística nigero-congolesa, e é falado ao sul do Saara, na África, dentro de um contínuo cultural-linguístico, por 22 milhões a 30 milhões de falantes.
A língua iorubá vem sido falada pelo povo iorubás há muitos séculos. Ao lado de outros idiomas, é falado na parte oeste da África, principalmente na Nigéria, Benim, Togo e Serra Leoa.
No continente americano, o iorubá também é falado, sobretudo em ritos religiosos, como os ritos afro-brasileiros, onde é chamado de nagô, e os ritos afro-cubanos de Cuba (e em menor escala, em certas partes dos Estados Unidos entre pessoas de origem cubana), onde é conhecido também por lucumí).

Para todo capoeirista pesquisador, estudioso, e por que não curioso...
Leia mais informações sobre está língua na fonte abaixo...


Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Como posso Encontrar a Verdadeira Capoeira?


Mensagem Original
De: Juliana
Para: adecan@e-net.com,br
Enviada em: Sábado, 14 de Agosto de 1999, 23:03
Assunto: capoeira
Oi!! Sou estudante e capoeirista, sou apaixonada por esta arte e queria parabenizá-lo por sua página. Gosto muito da tradição da capoeira, o que está sendo muito raro encontrar ultimamente, por isso gostaria de pedir uma sugestão de como posso encontrar a verdadeira capoeira !!
Gostaria de saber sobre o que o Mestre Bimba dizia, e também se ainda é possível encontrar o disco dele.
Desde já agradeço e mais uma vez parabéns por resgatar a verdadeira capoeira ( quase chorei quando vi os manuscritos de Pastinha !).
Um abraço e Salve !
Juliana.

Leia a interessante resposta na fonte abaixo...

Fonte: Capoeira da Bahia

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A Importância das Cadeiras no Desenvolvimento do Golpe de Vista e na Segurança do Jogo de Capoeira

Dedicado a Guanais e Lemos, que me fizeram aprender o mecanismo de perda de consciência, desmaio, pela hipertensão intracraniana por compressão das veias jugulares no colar-de-força.

Leia o restante na fonte abaixo...

Fonte: Capoeira da Bahia

sexta-feira, 12 de junho de 2015

A Origem e Prevenção da Violência na Capoeira

O estilo da capoeira depende principalmente, pela própria natureza deste jogo, do toque do berimbau, dos cânticos, do coro e do acompanhamento de palmas pela assistência, além do estado de espírito dos parceiros na roda.
No estado atual de evolução da regional o ritmo acelerado, o calor das palmas e do coro, obrigam os parceiros a um jogo extremamente rápido que não permite sequer o gingado correto, dificulta o golpe de vista, impede a execução do movimentos com segurança e a visualização do objetivo do ataque, não permitindo sequer as esquivas e defesas seguras.
A preocupação em "soltar os golpes" em detrimento das esquivas, do gingado e da sincronia com toque do berimbau vem deturpando os fundamentos do jogo de capoeira e gerando um estilo violento e potencialmente muito perigoso para os seus praticantes.
Além dos acidentes de maior ou menor gravidade durante a prática da regional, hoje infelizmente tão freqüentes, encontramos algumas falhas de caráter técnico associadas que tentaremos enumerar e discutir.

Leiam o restante da postagem na fonte abaixo...

Fonte: Capoeira da Bahia

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Saiba por que Capoeiras como Zé Maria eram perseguidos

Associada à baderna, à violência e à vadiagem, a prática da capoeira desafiava claramente as regras da ordem pública.
De 1890 até o início da década de 30, o Código Penal Brasileiro criminalizou a capoeira, punindo com rigor quem a praticasse.

Misto de luta e dança, a capoeira, hoje, é tão difundida no Brasil – até as crianças podem aprendê-la na escola – que é difícil imaginá-la como algo proibido ou criminoso. Mas por mais de quarenta anos – de 1890 até o início da década de trinta – o Código Penal Brasileiro criminalizou a capoeira, punindo com rigor quem a praticasse. O ano de 1904, no Rio de Janeiro, foi de intensa repressão e muitos praticantes foram deportados para outras regiões do país.

Introduzida no Brasil pelo negros africanos, a capoeira expressava rebeldia e resistência à escravidão. Nas fugas, era praticada como forma de ataque ou defesa.

No período específico da novela, a capoeira continuava a ser uma forma de resistência. Não mais à escravidão – que já não existia – mas a uma sociedade preconceituosa que excluía o negro ex-escravo da vida social e econômica do país. (assista ao lado cena em que Zé Maria e Caniço jogam capoeira e defendem sua prática)

Sozinhos ou organizados em bandos (as chamadas maltas), os capoeiras utilizavam-se de um conjunto de recursos físicos para agredir e ferir as pessoas, muitas vezes com uma navalha. Em festas e eventos públicos envolviam-se em confusão com as maltas rivais.

Nas ruas, os capoeiras participavam de apostas e desafios, nos quais sempre ganhavam algum dinheiro. Mas a habilidade na luta corporal, a destreza e a rapidez com que praticavam a violência qualificavam-nos para um serviço ainda mais específico: desorganizar comícios em função dos interesses eleitorais daqueles que os empregavam e protegiam. Ironicamente, acabavam servindo aos grupos dominantes que os excluíam.

Associada à baderna, à violência e à vadiagem, a prática da capoeira desafiava claramente as regras da ordem pública. Foi preciso criminalizá-la para poder contê-la. Apesar da repressão e da criminalização, a capoeira sobreviveu ao tempo, mantendo viva a cultura negra.

por Rosane Bardanachvili- Historiadora
Fonte: Olá Serra Gaúcha

sexta-feira, 29 de maio de 2015

As Afirmações Contraditórias dos Alunos de Mestre Bimba

Todos estão certos!
Todos estão errados!

As palavras de Bimba devem sempre serem analisadas dentro do contexto, com seus componentes temporal (do momento), social (as pessoas envolvidas) e pessoais de Bimba (humor, antipatia, dissimulação, engodo, etc.).

Os conceitos, definições e nomenclatura usados pelo Mestre variaram muito no tempo e no espaço.

Para entender Bimba é indispensável a convivência com os acontecimentos, se possível, além de estudar e situar o fato no ambiente do momento em que ocorreu, raciocinar e então concluir…

Para ler restante da postagem, acesse a fonte abaixo...

Fonte: Capoeira da Bahia

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A Revolução de 2 de Julho de 1823

Às margens do Ipiranga nada. Foi no Recôncavo que o Brasil se libertou.

Se não fosse pela Bahia, a independência do Brasil não teria ocorrido. Duvida?

Em 7 de setembro de 1822, quando D. Pedro lançava para a História o seu famoso mote, apenas um pedaço do país podia se considerar de fato livre. “Independência ou morte” ainda era a sangrenta aspiração de várias outras províncias. As batalhas tomaram conta da Bahia em fevereiro daquele ano, e só terminariam em 2 de julho de 1823.

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Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 15 de maio de 2015

HQ: A Balada de Noivo da Vida e Veneno da Madrugada

As aventuras, viagens e amores de Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada, capoeiristas e viajantes, heróis imbatíveis de corpo fechado em pleno século XX, tais como foram contadas por Toninho Ventania.

Para ler esta interessante HQ, acessar a fonte abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Músicas de Capoeira


O editor do Portal Capoeira, Luciano Milani, depois de uma pesquisa que fez na internet, buscando músicas sobre Capoeira, conseguiu agrupar + de 100 músicas sobre o tema! Este documento esta disponível para download no site Portal Capoeira na seção de Donwloads. Se quiser ter sua música publicada na nossa rádio do Portal Capoeira, entre em contato através do seguinte endereço: mail@portalcapoeiras.com

O documento contendo as músicas está na fonte abaixo...

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Vereador pede contratação de mestres de capoeira sem curso de Educação Física

O vereador Elmar Goulart (SD) reiterou em requerimento enviado ao prefeito Paulo Piau (PMDB) solicitação de cumprimento dos artigos 21 e 22, da Lei Federal nº 12.288 (Estatuto da Igualdade Racial). De acordo com o dispositivo legal, “o poder público fomentará o pleno de acesso da população negra às práticas desportivas, consolidando o esporte e o lazer como direitos sociais. A capoeira é reconhecida como desporto de criação nacional, nos termos do art. 217 da Constituição Federal”.

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Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Instrutor de capoeira não precisa ser profissional de Educação Física

Por entender que a Lei 9.696/98 — que regulamenta a profissão de Educação Física e cria os respectivos conselhos profissionais — não alcança os instrutores de capoeira, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região manteve sentença que assegurou a um instrutor de capoeira o direito de exercer sua atividade independentemente de matrícula em curso de nivelamento.

O Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo (CREF4) alegava que a atividade em questão compreende as atividades próprias do profissional de educação física, com base no artigo 3º da Lei 9.696/98, e que qualquer treinamento na área de desporto deve ser ministrado por este profissional.

Afirmou ainda que a Resolução 07/2004 do Conselho Nacional de Educação dispõe que luta e artes marciais compreendem atividades próprias do profissional de educação física, e que, nos termos da Resolução CONFEF 45/02, há necessidade de frequência pelo impetrante a curso de Introdução à Educação Física e Caracterização da Profissão para o exercício profissional.

A desembargadora federal Alda Basto, relatora do acórdão, declarou que a Lei 9.696/98 não alcança os instrutores de capoeira, cuja orientação tem por base a transferência de conhecimento tático e técnico da referida luta e cuja atividade não possui relação com a preparação física do atleta profissional ou amador, como tampouco exige que eles sejam inscritos no Conselho Regional de Educação Física.

“Dessa forma, qualquer ato infralegal no sentido de exigir a frequência a curso de nivelamento como condição para obter registro no indigitado Conselho Profissional para poder exercer sua atividade profissional padece de ilegalidade”, afirmou a desembargadora.

Ela citou ainda precedente do Superior Tribunal de Justiça que diz: “Quanto aos artigos 1º e 3º da Lei 9.696/1998, não se verificam as alegadas violações, porquanto não há neles comando normativo que obrigue a inscrição dos professores e mestres de danças, ioga e artes marciais (karatê, judô, tae-kwon-do, kickboxing, jiu-jitsu, capoeira) nos Conselhos de Educação Física, porquanto, à luz do que dispõe o artigo 3º da Lei 9.696/1998, essas atividades não são caracterizadas como próprias dos profissionais de educação física”. (STJ - REsp 1012692/RS). Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-3.

0002157-07.2003.4.03.6115/SP

Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 27 de março de 2015

Forte da Capoeira em Salvador sedia circuito de arte e educação em abril

Oficinas gratuitas serão realizadas durante todo o mês de abril (Foto: Divulgação)
O Forte da Capoeira, no Santo Antônio Além do Carmo, no centro histórico de Salvador, sediará durante todo o mês de abril o circuito de arte e educação patrimonial Para-Raios. O espaço vai ser ocupado por danças tradicionais, pipas, bolas de gude, brincadeiras e instrumentos musicais tipicamente brasileiros, além de abrigar oficinas, visitas guiadas e sessões de contação de histórias, entre outras atividades.

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Fonte: G1

sexta-feira, 20 de março de 2015

Coleção com 100 imagens de Lampião lançada em São Paulo

As histórias do cangaço e dos cangaceiros povoam a memória do brasileiros. Narrados em lendas, canções populares e cordéis, seus feitos passaram a fazer parte de nossa cultura. O fenômeno, que remonta ao século 18, se tornou mais conhecido e comentado no momento em que os meios de comunicação passaram a divulgar os feitos de Lampião, Maria Bonita, Corisco e tantos outros. Mais do que todos, Virgulino Ferreira, o Lampião (1898-1938), fez uso desses meios, em especial da fotografia, para popularizar o movimento - levando-o para as páginas dos jornais -, e também apresentar os seus seguidores.

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Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 13 de março de 2015

Briga por Moqueca

MARIA DOZE HOMEM E ANGÉLICA ENDIABRADA

Uma era calada, cara que não se abria pra qualquer um, jeito duro de andar e gesticular. A outra faladeira, sempre metida em algum bate-boca por causa de galinha de vizinho ou fofoca de vida alheia. Bastava começar uma discussão ou uma briga e pronto… parace que o diabo tomava conta dela!

Com Maria Doze Homem ninguém bulia não… todo mundo respeitava e ate temia. Aquela cara amarrada e aquele jeito esquisito, metia medo em qualquer que fosse. Mesmo os valentões do pedaço, nem pensavam em ousadia pros lado dela. Mas a Angélica, ah… essa era esculhambada… vivia contando piada e gargalhando pela rua. Do que vivia, ninguém sabe não, mas o seu quartinho lá no Taboão, era um entra e sai de homem de todo o tipo: marinheiro, estivador, beberão, e até doutor.

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Fonte: Portal Capoeira

sexta-feira, 6 de março de 2015

Professor escreve livro sobre prática da capoeira na Europa

Obra foi publicada pela editora francesa L’Harmattan - Tuane Eggers
O coordenador da área de Humanidades da Univates, professor doutor Daniel Granada, teve publicado, por meio da editora francesa L’Harmattan, o livro de sua autoria intitulado “A prática da capoeira na França e no Reino Unido”. A obra apresenta os resultados de sua tese de doutorado, realizada sob supervisão conjunta entre duas universidades – University of Essex (Reino Unido) e Université de Paris Ouest Nanterre La Défense (França) – e conta com prefácio redigido pelos dois orientadores, Stefania Capone (EHESS) e Matthias Assunção (University of Essex).

De acordo com o professor, o objetivo do livro é fornecer um panorama de fenômenos menos evidentes dentro do processo de globalização. “Quando falamos em globalização, pensamos quase diretamente em uma americanização da sociedade em nível global, entretanto, o livro demonstra que existem relações bem mais complexas dentro do mundo globalizado”, explica.

A obra é construída por meio de relatos dos praticantes de capoeira em duas metrópoles europeias, Paris e Londres, e mostra como o fenômeno de expansão da prática da capoeira não está mais exclusivamente ligado à imigração de brasileiros, mas repousa, cada vez mais, sobre a apropriação da prática por agentes locais.

O livro pode ser adquirido pelo site da editora: www.editions-harmattan.fr.


Saiba mais sobre a obra

A capoeira foi classificada como patrimônio mundial pela Unesco no ano de 2014. Enquanto prática associada ao legado dos afrodescendentes no Brasil, ela reflete a mistura de povos e de culturas de nosso país. A capoeira está em plena expansão no século XXI, sendo praticada em muitos países. Em grandes cidades como Paris e Londres, ela continua a escrever a sua história, adaptando-se e se impondo a um número cada vez maior de praticantes.

Por meio de pesquisa etnográfica realizada com diferentes grupos de capoeira, o autor destaca relações de poder que organizam este mercado. O estudo mostra que as novas identidades construídas dentro destes grupos não têm como referência central o mundo do trabalho ou do Estado-nação, mas sim, novas formas de sociabilidade, com uma identificação ligada a um estilo de vida reivindicado como “alternativo” pelos seus praticantes.

Texto: Tuane Eggers

Fonte: UNIVATES

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Livro: Capoeira Camará

O livro Capoeira Camará surgiu de um convite da ilustradora Graça Lima ao autor Cesar Cardoso. O escritor nunca praticou capoeira, mas convivia com rodas por meio dos amigos a quem ele dedicou o trabalho. Além disso, Cesar precisou pesquisar bastante sobre o tema antes de escrever a história.

O livro conta a história de Ana Olívia, uma menina que conhece um simpático professor de capoeira, Mestre Sorriso. Ele a leva para conhecer lugares e pessoas muito interessantes, usando um berimbau mágico para viajar no tempo, para séculos atrás. O objetivo é mostrar à menina o surgimento da capoeira, trazida ao Brasil pelos escravos, o porquê de ela ter sido perseguida e seu desenvolvimento até os dias de hoje.

Capoeira Camará trabalha questões históricas e culturais brasileiras de forma lúdica, fazendo o jovem refletir sobre alguns aspectos importantes de nossa história e do nosso dia a dia como sociedade.

Fonte: Fundação Cidade das Artes

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Semba


Semba é um dos estilos musicais angolanos mais populares. A palavra semba significa umbigada em kimbundo.

O cantor Carlos Burity defende que a estrutura mais antiga do semba situa-se na masemba (umbigada), uma dança angolana do interior caracterizada por movimentos que implicam o encontro do corpo do homem com o da mulher: o cavalheiro segura a senhora pela cintura e puxa-a para si provocando um choque entre os dois (semba).

Jomo explica que o semba (género musical), actual é resultado de um processo complexo de fusão e transposição, sobretudo da guitarra, de segmentos rítmicos diversos, assentes fundamentalmente na percussão, o elemento base das culturas africanas.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A História e a Função dos Instrumentos Musicais na Capoeira - Parte II

Artigo sobre Capoeira & Instrumentos Musicais - Parte Final.



Raphael Pereira Moreno
São Carlos, Maio de 2005

Apresentação:No artigo anterior falamos sobre a importância dos Instrumentos Musicais na Capoeira, com ênfase principalmente no Berimbau e seus toques. Hoje trazemos para nossos leitores a função do Pandeiro, Atabaque,  Reco-reco e Agogô.
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Pandeiro

Muito difundido e utilizado por diversos povos, o pandeiro é considerado um instrumento muito antigo, encontrado na Índia e até junto aos egípcios (1700 a.C.), com função de instrumento marcador de ritmo e acompanhamento. Da cultura árabe surge o adufe, que é um pandeiro quadrado sem platinelas.

A maior parte dos estudos aponta para chegada do pandeiro ao Brasil por via portuguesa. Inclusive existe registro que esse tambor já estaria presente na primeira procissão de Corpus Christi, realizada na Bahia, a 13 de junho de 1549. Fato esse que reforça a hipótese da chegada do pandeiro em navegações portuguesas para o Brasil, uma vez que a mão de obra escrava utilizada em maior quantidade nessa época era indígena. Com o passar do tempo, o instrumento foi absorvido pelos negros que passaram a utilizá-lo em suas manifestações culturais no Brasil.

Na capoeira, o pandeiro trabalha na marcação do ritmo estabelecido pelo berimbau. Na maioria das rodas de capoeira, o pandeiro utilizado possui pele de couro animal, tornando-se assim menos estridente. Inclusive, existem relatos de que Mestre Bimba retirava algumas platinelas do instrumento, tornando o som ainda mais grave, o que ele considerava o tambor da Regional. Em recente texto sobre instrumentos musicais, o amigo Miltinho Astronauta cita o cuidado que alguns capoeiras têm com seus instrumentos, como o saudoso Mestre Cosmo tinha com a afinação dos pandeiros. Segundo o mestre, os pandeiros deveriam ser afinados no tempo... no sereno, e tocados em pares, onde um marcava o passo e o outro se soltava no solo.


Atabaque

Assim como o pandeiro, os tambores são instrumentos muito antigos. Difundido na África, o tambor também aparece em registros persas e árabes. Inclusive o termo atabaque é de origem árabe. Mesmo com essa ligação africana, acredita-se que o instrumento já tinha sido trazido por mãos portuguesas quando chegaram os escravos africanos.

Uma vez aqui no Brasil, o atabaque foi incorporado à cultura afro-brasileira de uma forma tão intensa que grande parte das manifestações culturais e religiões afro-brasileiras, se não todas, apresentam o tambor como instrumento musical marcante. O samba, o jongo, o maculelê, o batuque, a umbanda e principalmente o candomblé são exemplos.

Em documentário do diretor pernambucano Alexandre Fafe, apresentado recentemente pela TV Cultura, aparecem velhos e jovens participando de uma brincadeira que eles denominam Batuque de Inhanhum. Muito parecida com o Jongo, essa manifestação de origem negra se apresenta em uma roda, onde homens e mulheres se revezam no centro dançando em duplas, seguindo o som dos instrumentos tocados pelos mais experientes. No documentário, Inhanhum é mostrada como uma cidade muito simples, que através de seus moradores, tenta manter viva a cultura popular da região. Tão simples que o ritmo do Batuque é feito por tocadores de latas e pandeiros. Os instrumentistas que entoam as antigas cantigas utilizam latas usadas (de tinta ou óleo) para desenvolver o som. Ao assistir essa passagem, me veio a idéia do tambor como um instrumento rítmico totalmente intuitivo. Na verdade, o bater sincronizado das mãos nos mais diversos objetos (lembrando Sivuca e Hermeto Pascoal) faz ecoar sons, sendo os tambores construções evoluídas que otimizam assim o som emanado das batidas.

Porém, mais do que um instrumento musical, o atabaque é considerado por muitos um instrumento sagrado. No candomblé, os atabaques possuem participação especial, capazes de realizar, junto com os cantos, a ligação entre o mundo dos homens e dos orixás. Na capoeira, como não poderia deixar de ser, o atabaque se fez presente nos primórdios do jogo. Instrumento que, quando bem tocado, fornece uma beleza maior às baterias, aparece com frequência nas rodas de capoeira como instrumento de marcação do ritmo estabelecido pelo berimbau. Uma exceção surge nas vadiações dos capoeiras que seguem "à risca" os ensinamentos de mestre Bimba, dentre os quais a não utilização do atabaque.

Mesmo que alguns pesquisadores afirmem que a utilização do tambor na capoeira não teve uma continuidade histórica, e que o atabaque foi introduzido na capoeira recentemente, talvez por Mestre Canjiquinha, com todo o respeito, considero improvável tal fato. Mestre Bimba, retirando o atabaque da sua bateria antes da década de 30 do século passado, só poderia ter tomado tal decisão se o atabaque estivesse presente na capoeira. Além disso, não desmerecendo os recursos e a criatividade do mestre da alegria, Mestre Canjiquinha nasceu em 1925, o que nos leva a concluir, após uma análise de datas, que seria muito improvável que o mesmo tivesse sido o responsável pela inserção do atabaque na capoeira.


Reco-reco

Instrumento comumente feito de um gomo de bambu, ou até mesmo uma cabaça alongada, com sulcos e tocado com uma vareta. Também aparece em construção de metal contendo molas ao invés de sulcos, como pude assistir em roda de mestre Curió. Acredita-se na sua origem africana, uma vez que sempre esteve ligado às manifestações afro-brasileiras. Atualmente, se mostra presente principalmente no samba, mas também empresta seu ritmo à outros folguetos como o lundu e até mesmo o reggae.

O reco-reco historicamente parece ter sido introduzido na capoeira através do Centro Esportivo de Capoeira Angola de mestre Pastinha. Hoje em dia aparece em muitas rodas dando sua contribuição na marcação do ritmo do jogo. Segundo Miltinho Astronauta, Mestre Gato Preto, um dos organizadores da Capoeira Angola no Vale do Paraíba, introduziu uma forma diferente de se dar início à bateria. No caso, o reco-reco inicia tocando, para só então, depois da assistência perceber que o ritual está sendo iniciado, é que o Berimbau inicia o toque de Angola, seguido pelo São Bento Grande, Angolinha (no Viola) e demais acompanhamentos. Mas em outros trabalhos também orientados por Mestre Gato Preto isto não acontece, ou seja, quem começa tocando sempre são os três berimbaus, e o reco-reco entra com os instrumentos de apoio.


Agogô

Instrumento musical formado por dois cones metálicos unidos por um arco também de metal, o agogô é outro instrumento muito presente na cultura afro-brasileira. Sua entrada no Brasil aconteceu com a chegada dos negros africanos. Inclusive o vocábulo agogô é de origem nagô e significa sino. Assim como no caso do reco-reco, sua aparição inicial nas baterias de capoeira ocorreu, possivelmente, através dos Mestres Pastinha e Canjiquinha.

Presente em diversas danças e ritmos da cultura popular, sua maior participação é muito comum no samba e nos terreiros, nas cerimônias religiosas afro-brasileiras.


Considerações finais

Esse breve descritivo sobre os instrumentos nos permite navegar um pouco pela história da capoeira, tentando seguir sua evolução até se tornar o que conhecemos hoje. Nos faz perceber o valor da fusão das culturas na formação da capoeira mostrando mais uma vez seu caráter afro-brasileiro.

Sagu "raphaelmoreno@yahoo.com.br
São Carlos - Janeiro/2005

Fontes consultadas:

1.      Waldeloir Rego. "Capoeira Angola: um ensaio sócio-etnográfico", Ed. Itapoan, Salvador, 1968.
2.      Alexandre Fafe. "Reisado do Inhanhum". TV Cultura.
3.      Letícia Cardoso de Carvalho. "Mestre Canjiquinha " A alegria da capoeria". Revista Praticando Capoeira, ano 1, n° 8.
4.      Rui Takeguma. "Capoeira " Qual é a sua?? Angola, Regional ou Contemporânea". 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A História e a Função dos Instrumentos Musicais na Capoeira - Parte I

Artigo de Raphael Pereira Moreno onde o autor aborda a função dos instrumentos musicais na história da Capoeira. Esta é a primeira parte do texto, que se completará com o próximo Toque de Capoeira



MÚSICA: A história e a função dos instrumentos musicais na capoeira.

            Seguindo as notas sobre a origem da capoeira no Brasil (Toques de Capoeira nº 1 e n° 2), chegamos à conclusão de que nos três focos iniciais, Rio, Bahia e Pernambuco, a capoeira se apresentou de formas diferentes, nem sempre sendo acompanhada por música e instrumentos. Portanto, ao falar de instrumentos musicais, estou me referindo à capoeira que foi encontrada inicialmente na Bahia e que hoje em dia se espalhou pelo mundo.

            É muito difícil determinar com precisão a data de inserção de um determinado instrumento musical na capoeira. Além disso, em alguns livros e relatos, folcloristas, capoeiras e pesquisadores em geral descrevem as histórias dos instrumentos de forma definitiva, o que provavelmente corresponde à capoeira que vivenciaram, acabando por chegar em algumas conclusões contraditórias. Tentarei analisar os registros que tive acesso e citar as fontes que considero mais importantes.

O primeiro registro de um instrumento musical relacionado com o jogo da capoeira aparece no início do século XIX, em 1835. Nessa ocasião, o artista Johann Moritz Rugendas apresenta na gravura de nome "Dança da Guerra", o jogo da capoeira sendo brincado ao som de uma espécie de tambor.

Esse registro é importantíssimo e clássico na capoeira, pois comprova a utilização do tambor durante uma vadiação ou seria treinamento para luta? - de capoeira do século XIX. Porém não significa que nesta época não existissem outros instrumentos musicais associados ao jogo. Aquela foi a forma retratada por Rugendas, não excluindo a possibilidade da presença de outros instrumentos. Como descrevi antes, essa pode ter sido a capoeira que Rugendas viu e viveu durante sua estadia no Brasil. Porém, o mais importante é o registro da capoeira como manifestação muito difundida no início do século XIX, e da importância dos instrumentos musicais no jogo.

Seguindo os registros históricos, podemos perceber que a introdução de alguns instrumentos musicais utilizados atualmente é recente. Tudo indica que instrumentos como o agogô e reco-reco foram associados ao jogo da capoeira no século XX. Muitos aparecem com a criação do Centro Esportivo de Capoeira Angola de Mestre Pastinha, ou seguindo a criatividade dos capoeiras. Há relatos de outros instrumentos presentes também no ritual da Angola, ou na Capoeira primitiva da Bahia, como é o caso da palma-de-mão e até da Viola (vide depoimento de Mestre Pastinha). Pastinha se referia à Capoeira Santamarense, onde segundo o Etnomusicólogo Thiago de Oliveira Pinto, a Capoeira, o Samba e o Candomblé sempre tiveram uma interação muito forte.

Na seqüência são apresentados os instrumentos musicais mais utilizados nas rodas atuais de capoeira.


O Berimbau
 
Caindo na classificação das cítaras, o berimbau que conhecemos hoje em dia pode ser descrito por um arco de madeira flexível, onde suas pontas são ligadas por um arame, tendo como caixa de ressonância uma cabaça que é presa em uma das pontas da madeira.

A origem desse instrumento ainda não é definida. Trata-se de um dos instrumentos musicais mais antigos, e segundo Kay Shaffe, já era conhecido por volta de 15.000 a.C. A entrada do berimbau no Brasil também não pode ser estabelecida com precisão, mas é provável a associação com os escravos. Desde os primeiros registros, o berimbau sempre apareceu sendo tocado por negros africanos e descendentes, além do fato dos arcos musicais africanos serem iguais aos brasileiros, em construção. Waldeloir Rego também cita que em Cuba, o berimbau, lá chamado de sambi entre outros nomes, aparece em cultos religiosos de origem afro-cubanas. Outra característica que reforça a introdução africana do berimbau no Brasil, é o fato de que antes da colonização, não existem registros de arcos musicais na cultura dos índios que aqui viviam.

Recentemente, circulou através de mensagem (e-mail) do capoeira Teimosia, se não me falha a memória, uma página de uma revista internacional de percussão contendo desenhos de arcos musicais de diversos lugares do mundo. Dentre os esboços, a maior parte composta de um arco contendo uma caixa de ressonância das mais variadas formas e presas nos mais variados lugares. O comentário vale para ressaltar que analisei os desenhos e o arco musical que mais se assemelha com o "nosso" berimbau estava classificado como instrumento musical da Tanzânia... ????

Um dos primeiros registros de um berimbau no Brasil foi realizado na alfândega do porto de Santos, em 1739. O instrumento também foi descrito por Debret em 1826. Em seu trabalho intitulado "Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil", o artista francês apresenta o desenho de um cego tocador de berimbau pedindo esmola, com uma breve descrição do instrumento e modo de tocar.

Uma vez no Brasil, ainda é muito difícil precisar a data da associação do berimbau com a capoeira. Atualmente, o instrumento é considerado indispensável na bateria de capoeira. Normalmente tocado por mestres ou capoeiras mais antigos, ele é utilizado para comandar as rodas, estabelecendo o ritmo das músicas e do jogo. O berimbau, junto com o canto do mestre, também dá a senha para o início e fim da brincadeira. Atualmente a arte de tocar o berimbau é utilizada inclusive para mostrar o conhecimento do capoeira, como tem sido muito discutido nesses dias.

Humbo, rucumbo, rucungo, rucumbo, urucungo, lucungo, gunga hungo, m'bolumbumba, marimba, gobo, bucumbunga, bucumbumba, uricungo, oricungo, orucungo, matungo, macungo, berimbau de barriga, violam e viola de arame são alguns dos nomes utilizados na literatura para descrever o berimbau. Hoje em dia, os nomes que sobreviveram, até devido à utilização nas cantigas são berimbau, gunga e viola. Dizem inclusive que o nome berimbau seria de origem portuguesa, enquanto gunga seria o nome africano, que na língua Yorubá significa Rei.

Nas rodas de capoeira, o instrumento tanto aparece sozinho, na maioria das vezes nas rodas da chamada Capoeira Regional, quanto em parceria com outros berimbaus. Porém, hoje em dia é comum vermos nas rodas de Capoeira Angola a bateria formada por três berimbaus. Um de som grave também chamado berra-boi ou gunga, um de som agudo chamado viola, e um último de som intermediário entre os dois primeiros, chamado médio. Durante o jogo de capoeira, cada berimbau possui sua função, e dessa forma, nas rodas de capoeira angola, cada um segue um toque, uma batida diferente. Uma ressalva se faz para lembrar dos mestres que montam sua charanga (bateria) conforme os modos da Luta Regional Baiana de Mestre Bimba. Neste caso, mesmo que na bateria existam dois berimbaus, em geral ambos seguem o mesmo toque.

Como existem diversos toques de berimbau, ficando a cargo de cada mestre de capoeira a escolha "certa" ou que mais lhe agrada, sugiro para os interessados a leitura do livro "Monografias Folclóricas 2" O Berimbau-de-barriga e seus toques", de Kay Shaffer. Nesse livro, o autor percorre a história do berimbau e analisa os toques mais utilizados pelos capoeiras mais famosos, inclusive descrevendo os mesmos através de partituras.

De som marcante, o berimbau se tornou um instrumento característico da capoeira. Tão característico que ao vermos um arco musical com esse formato, as pessoas, capoeiras ou não, já associam imediatamente a imagem ao jogo de capoeira. O mesmo não acontece com os outros instrumentos presentes na bateria de capoeira, como pandeiro, atabaque e outros, pois eles aparecem também em outras manifestações da cultura afro-brasileira como o samba, o jongo dentre muitas outras.

            O assunto segue e num próximo TOQUE serão abordadas a história e a utilização de outros instrumentos também presentes no ritual do jogo de capoeira.

Sagu "raphaelmoreno@yahoo.com.br"
São Carlos - Janeiro/2005

Fontes consultadas:

1.     Waldeloir Rego. "Capoeira Angola: um ensaio sócio-etnográfico", Ed. Itapoan, Salvador, 1968.
2.     Miltinho Astronauta. "Az de Ouro, Tira-teima e Criolinha". 2004.
3.     Kay Shaffer. "Monografias Folclóricas 2 " O berimbau-de-barriga e seus toques".

Via: Jornal do Capoeira
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